<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519</id><updated>2012-02-16T08:36:45.510-08:00</updated><title type='text'>Diálogos entre Arte e Público</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-5883525083983830795</id><published>2011-06-22T17:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T17:56:37.829-07:00</updated><title type='text'>Diálogos entre Arte e Público - Caderno de Textos III Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4zbUdPBQlQU/TgKOywJ7lEI/AAAAAAAAAWo/QrTMCLJ5dP0/s1600/dialogos%2B2010%2B2011.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 284px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4zbUdPBQlQU/TgKOywJ7lEI/AAAAAAAAAWo/QrTMCLJ5dP0/s400/dialogos%2B2010%2B2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621212287482958914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Áudio-Descrição da imagem: Figura abstrata, sobre fundo branco composta por vários grupos; quatro na horizontal e quatro grupos na vertical, com quatro, três, duas ou uma elipse coloridas, apresentando uma extremidade em ângulo reto que aponta ora  para cima, ora para a direita, para baixo, ou para a esquerda. No terceiro grupo da segunda linha, uma elipse maior em cor branca ocupa todo o espaço. Em área compreendendo a terceira e quarta linhas há uma ausência de grupos da elipse, aparecendo o título: DIÁLOGOS ENTRE ARTE E PÚBLICO. Também o subtítulo:  Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem? Na parte inferior do convite há três elipses coloridas. Áudio-Descrição: Paulo André de Melo Vieira e Francisco José de Lima (consultor) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação de Cultura Cidade do Recife - FCCR, através da Gerência de Serviços de Formação em Artes Visuais, convida para o lançamento do “&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diálogos entre Arte e Publico - Caderno de Textos III”&lt;/span&gt;.  O lançamento acontecerá em evento organizado pelo Centro de Estudos Inclusivos da UFPE, no dia&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; 27 de junho, às 18h30 no auditório do CCSA na Universidade Federal de Pernambuco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando e como uma produção cultural torna-se acessível para todos os possíveis públicos? Que estratégias são ou podem ser utilizadas pelos diversos atores sociais envolvidos na promoção da acessibilidade cultural? Qual a formação necessária para os profissionais que atuam e pensam o tema? Quais experiências e práticas são desenvolvidas pela iniciativa privada, pela sociedade civil, e pelo poder público? Refletindo sobre tais questões, o Caderno de Textos "Diálogos entre Arte e Publico", em sua terceira edição organizada pela FCCR em parceria com a FUNARTE, agrega colaboradores em torno da acessibilidade cultural compreendida em um horizonte diverso de discursos e práticas, desejos e demandas, políticas públicas e iniciativas da sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo ao público uma versão acessível de seus textos, em áudio e em vídeo - com tradução em LIBRAS, o Caderno "Diálogos entre Arte e Publico" reúne-se ao lançamento do sétimo volume da Revista Brasileira de Tradução Visual (ISSN - 2176-9656) e com o lançamento/apresentação do primeiro curta com áudio-descrição produzido inteiramente em Pernambuco, a "Casa dos Estranhos" (CREMEPE - CFM), para juntos, brindarem, neste evento,  gratuito e aberto ao público, a comunidade pernambucana com a palestra do renomado consultor em inclusão, Romeu Kazumi Sassaki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;No cumprimento legal do Decreto Federal 5.296/04, serão disponibilizados os serviços de interpretação em Libras e áudio-descrição. Estejam todos convidados a participar e prestigiar os esforços por uma sociedade comunicacional, cultural e educacionalmente inclusiva.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Data: 27 de junho&lt;br /&gt;Local: Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas - UFPE &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;18h30 - Lançamento do sétimo volume da Revista Brasileira de Tradução Visual&lt;br /&gt;                  (revista trimestral eletrônicae gratuita www.rbtv.associadosdainclusao.com.br)   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;19h - Lançamento e distribuição do Diálogos entre Arte e Público - Caderno de Textos III &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;19h30 - Apresentação do curta-metragem "Casa dos Estranhos"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;20h - Palestra sobre acessibilidade comunicacional - Romeu Kazumi Sassaki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-5883525083983830795?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/5883525083983830795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=5883525083983830795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5883525083983830795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5883525083983830795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2011/06/dialogos-entre-arte-e-publico-caderno.html' title='Diálogos entre Arte e Público - Caderno de Textos III Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4zbUdPBQlQU/TgKOywJ7lEI/AAAAAAAAAWo/QrTMCLJ5dP0/s72-c/dialogos%2B2010%2B2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-9056600000106965648</id><published>2011-06-17T04:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T04:24:29.915-07:00</updated><title type='text'>Lançamento do Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público, volume três, Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-fpz6vC5KdP8/Tfs5T-GAVdI/AAAAAAAAAWc/q5NQwGy5u6g/s1600/capa-frente.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fpz6vC5KdP8/Tfs5T-GAVdI/AAAAAAAAAWc/q5NQwGy5u6g/s400/capa-frente.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619147975323309522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Palestra de Romeu Kazumi Sassaki, lançamento da Revista Brasileira de Tradução Visual da Equipe do Centro de Estudos Inclusivos da UFPE e do volume três do Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 27 de junho de 2011, às 18h, no CCSA (UFPE/PE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público, volume três, Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-9056600000106965648?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/9056600000106965648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=9056600000106965648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/9056600000106965648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/9056600000106965648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2011/06/lancamento-do-caderno-de-textos.html' title='Lançamento do Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público, volume três, Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fpz6vC5KdP8/Tfs5T-GAVdI/AAAAAAAAAWc/q5NQwGy5u6g/s72-c/capa-frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-1469861304161669020</id><published>2010-09-13T18:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T19:03:02.243-07:00</updated><title type='text'>3o. Caderno Diálogos entre Arte e Público - 2010</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Caros amigos e colaboradores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano o processo está mais longo para que realmente tenhamos uma publicação que trate da acessibilidade. O Caderno está quase pronto com o audiolivro, audiodescrição, libras e talvez braile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardemos com carinho e enquanto isso apreciem a capa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TI7XnuLi8OI/AAAAAAAAAVM/z_xxa3daQPQ/s1600/capa-frente.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TI7XnuLi8OI/AAAAAAAAAVM/z_xxa3daQPQ/s400/capa-frente.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516583670986764514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-1469861304161669020?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/1469861304161669020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=1469861304161669020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1469861304161669020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1469861304161669020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/09/3o-caderno-dialogos-entre-arte-e.html' title='3o. Caderno Diálogos entre Arte e Público - 2010'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TI7XnuLi8OI/AAAAAAAAAVM/z_xxa3daQPQ/s72-c/capa-frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-8902683371842291482</id><published>2010-08-15T18:33:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T18:37:31.804-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TGiV8DrM8tI/AAAAAAAAAU4/oujgFPk-w_s/s1600/logo+dialogos+2010.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 284px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TGiV8DrM8tI/AAAAAAAAAU4/oujgFPk-w_s/s400/logo+dialogos+2010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505815403471631058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Áudio-Descrição da imagem: Figura abstrata, sobre fundo branco composta por vários grupos; quatro na horizontal e quatro grupos na vertical, com quatro, três, duas ou uma elipse coloridas, apresentando uma extremidade em ângulo reto que aponta ora  para cima, ora para a direita, para baixo, ou para a esquerda. No terceiro grupo da segunda linha, uma elipse maior em cor branca ocupa todo o espaço. Em área compreendendo a terceira e quarta linhas há uma ausência de grupos da elipse, aparecendo o título: DIÁLOGOS ENTRE ARTE E PÚBLICO. Também o subtítulo:  Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem? Na parte inferior do convite há três elipses coloridas. Áudio-Descrição: Paulo André de Melo Vieira e Francisco José de Lima &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5ª Encontro Diálogos entre Arte e Público&lt;br /&gt;Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Data: 19 e 20 de agosto&lt;br /&gt;Local: Auditório do MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;19 de agosto (quinta-feira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;18h Abertura Institucional do Encontro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;19h Roda de Diálogos – Acessibilidade Cultural: o que é acessível e para quem? - João Vicente Ganzarolli (UFRJ) | Luiz Santos (PE) | Américo Córdula (Secretário da Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura) | Maria Isabel Leite (SC) | Mediador: André Aquino (PE) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;20 de agosto (sexta-feira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;14h Grupo de Trabalho Acessibilidade Cultural – GTAC&lt;br /&gt;Palestra de abertura - Francisco Lima (Centro de Estudos Inclusivos – UFPE)&lt;br /&gt;Realização de plenária ampliada para apresentação do projeto e instituição do GTAC.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;18h Mesa: Ações de Acessibilidade - Viviane Sarraf (Museus Acessíveis – SP) | Karina Bacci (Projeto Igual Diferente – MAM-SP) | Projeto Fotolibras  (PE)&lt;br /&gt; --&lt;br /&gt;Visite-nos:  www.formacao.artesvisuaisrecife.org | Blog : dialogos entre arte e publico&lt;br /&gt;Gerência de Serviços de Formação em Artes Visuais&lt;br /&gt;Fundação de Cultura Cidade do Recife&lt;br /&gt;81- 3355.1756 | 81- 3355.1757 | 81-8789.0672&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-8902683371842291482?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/8902683371842291482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=8902683371842291482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8902683371842291482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8902683371842291482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/08/audio-descricao-da-imagem-figura.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/TGiV8DrM8tI/AAAAAAAAAU4/oujgFPk-w_s/s72-c/logo+dialogos+2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-1099000763025034473</id><published>2010-07-29T17:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-29T17:22:27.907-07:00</updated><title type='text'>Sumário do 3o. Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público - 2010</title><content type='html'>SUMÁRIO&lt;br /&gt;00 &lt;br /&gt;Apresentação Marcio Almeida&lt;br /&gt;Apresentação Regina Buccini&lt;br /&gt;Por que todos os caminhos são da rainha de copas EDITORIAL Anderson Pinheiro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ACESSIBILIDADE CUTURAL: ABRINDO TRINCHEIRAS&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;01 A acessibilidade de alguns espaços expositivos de Porto Alegre – Ações e Conquistas | GABRIELA BON&lt;br /&gt;02 Democratização do acesso aos museus - apontamentos sobre ações e políticas públicas para acessibilidade cultural | FLÁVIA PALOMA CABRAL BORBA&lt;br /&gt;03 Repensando a acessibilidade em museus - a experiência do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado de São Paulo | MILENE CHIOVATTO; GABRIELA AIDAR;  LUIS ROBERTO SOARES;  DANIELLE AMARO &lt;br /&gt;04 O galo inacessivel - da arte e do dever de agradar | SONIA MARQUES&lt;br /&gt;05 Acessibilidade e Comunicação Sensorial nos Museus e Espaços Culturais - novos desafios para a mediação cultural | VIVIANE PANELLI SARRAF&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CAMINHOS PARA INCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;06 Audiodescrição - um novo recurso de mediação e acessibilidade cultural | ALEXSANDRA LEITE&lt;br /&gt;07 Uma imagem e mil e uma palavras - audiodescrição de obras de arte a deficientes visuais à luz da gramática do design visual | MARISA FERREIRA ADERALDO&lt;br /&gt;08 Arte, educação e inclusão - orientações para audiodescrição em museus | FRANCISCO JOSÉ DE LIMA; PAULO ANDRÉ DE MELO VIEIRA; EDILES REVORÊDO RODRIGUES; SIMONE SÃO MARCOS PASSOS &lt;br /&gt;09 Como vemos a cegueira - algumas respostas: umas boas, outras não | JOÃO VICENTE GANZAROLLI DE OLIVEIRA &lt;br /&gt;10 A Arte e o Perceber- a experiência do Ateliê de Artes para Pessoas com Deficiência Visual | ANA CARMEN FRANCO NOGUEIRA&lt;br /&gt;11 Aprender para ensinar - a mediação em museus por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) | CIBELE LUCENA; JOANA ZATZ MUSSI; DAINA LEYTON&lt;br /&gt;12 A inclusão de públicos especiais em museus - o Programa Educativo para Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado de São Paulo | AMANDA FONSECA TOJAL; MARGARETE DE OLIVEIRA; MARIA CHRISTINA DA SILVA COSTA; SABRINA DENISE RIBEIRO &lt;br /&gt;13 Educação profissional de síndrome de down no Instituto Inhotim: fundamentos para mediação inclusiva em arte contemporânea |LARA CERES DE CARVALHO LOPES &lt;br /&gt;14 Projeto FotoLibras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MEDIAÇÃO CULTURAL PROMOVE QUE TIPO DE ACESSIBILIDADE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;15 Arte-educação e as rosas - dialogando com as práticas pedagógicas e a formação dos professores | AMÉLIA GARCIA&lt;br /&gt;16 Arte, cotidiano e cultura visual - perspectivas de uma arte/educação dialógica | FERNANDA MÉLO; MARIA JULIANA SÁ &lt;br /&gt;17 Mecanismos de mediação da obra de arte - possibilitando experiência ou ampliando o acesso à informação? | SIMONE FERREIRA LUIZINES &lt;br /&gt;18 Criança pequena e museu - uma relação possível (e desejada) |MARIA ISABEL LEITE&lt;br /&gt;19 Observar e compreender: a mediação cultural enquanto registro de uma presença vitalícia no mundo | ANDERSON PINHEIRO SANTOS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DISSEMINANDO CULTURA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;20 Projeto “Música na Escola” - acesso à educação e à cultura musical | ÁLVARO HENRIQUE BORGES&lt;br /&gt;21 Digitalización de danzas folklóricas peruanas en Buenos Aires - los migrantes como “archiveros” del arte | MAG. SILVIA BENZA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ACESSANDO AS MEMÓRIAS DO DIÁLOGO ANTERIOR (2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;22 A mediação e os educadores - reflexões sobre ações coletivas que tentam legitimar um processo | REJANE GALVÃO COUTINHO&lt;br /&gt;23 Aprendizes da arte, mediadores e professores - olhares compartilhados? | MIRIAN CELESTE MARTINS&lt;br /&gt;24 RESUMOS &lt;br /&gt;25 PERFIL DOS COLABORADORES&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-1099000763025034473?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/1099000763025034473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=1099000763025034473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1099000763025034473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1099000763025034473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/07/sumario-do-3o-caderno-de-textos.html' title='Sumário do 3o. Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público - 2010'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-2529352596977272823</id><published>2010-06-17T22:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T23:17:33.577-07:00</updated><title type='text'>Resultado parcial da seleção de textos para o III Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público [2010]</title><content type='html'>Alexsandra Leite [PE]&lt;br /&gt;ÁUDIO-DESCRIÇÃO: um recurso eficaz de acessibilidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Henrique Borges [MG]&lt;br /&gt;PROJETO “MÚSICA NA ESCOLA”: acesso à educação e à cultura musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda Fonseca Tojal&lt;br /&gt;Margarete de Oliveira&lt;br /&gt;Maria Christina da Silva Costa&lt;br /&gt;Sabrina Denise Ribeiro&lt;br /&gt;[SP]&lt;br /&gt;A INCLUSÃO DE PÚBLICOS ESPECIAIS EM MUSEUS: o programa educativo para públicos especiais da Pinacoteca do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia Natalina Constante Garcia [SP]&lt;br /&gt;ARTE-EDUCAÇÃO E AS ROSAS: dialogando com as práticas pedagógicas e a formação dos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Carmen Franco Nogueira [SP]&lt;br /&gt;A ARTE E O PERCEBER: a experiência do ateliê de artes para pessoas com deficiência visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Mélo&lt;br /&gt;Maria Juliana Sá [PE]&lt;br /&gt;ARTE, COTIDIANO E CULTURA VISUAL: perspectivas de uma arte/educação dialógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávia Paloma Cabral Borba [PE]&lt;br /&gt;DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO AOS MUSEUS: apontamentos sobre ações e políticas públicas para acessibilidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela Bon [RS]&lt;br /&gt;A ACESSIBILIDADE DE ALGUNS ESPAÇOS EXPOSITIVOS DE PORTO ALEGRE: ações e conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lara Ceres de Carvalho Lopes [MG]&lt;br /&gt;EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE SÍNDROME DE DOWN NO INSTITUTO INHOTIM: fundamentos para mediação inclusiva em arte contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Ferreira Aderaldo [CE]&lt;br /&gt;UMA IMAGEM EM MIL PALAVRAS: audiodescrição de obras de arte a deficientes visuais à luz da gramática do design visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milene Chiovatto &lt;br /&gt;Gabriela Aidar &lt;br /&gt;Luis Roberto Soares &lt;br /&gt;Danielle Amaro&lt;br /&gt;[SP]&lt;br /&gt;REPENSANDO A ACESSIBILIDADE EM MUSEUS: a experiência do núcleo de ação educativa da Pinacoteca do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silvia Benza [AG]&lt;br /&gt;DIGITALIZACIÓN DE DANZAS FOLKLÓRICAS PERUANAS EN BUENOS AIRES: los migrantes como “archiveros” del arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia Marques [PB]&lt;br /&gt;O GALO INACESSIVEL: da arte e do dever de agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Isabel Leite [SC]&lt;br /&gt;CRIANÇA PEQUENA E MUSEU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirian Celeste Martins [SP]&lt;br /&gt;APRENDIZES DA ARTE, MEDIADORES E PROFESSORES: &lt;br /&gt;Olhares compartilhados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viviane Sarraf [SP]&lt;br /&gt;ACESSIBILIDADE E COMUNICAÇÃO SENSORIAL NOS MUSEUS E ESPAÇOS CULTURAIS: Novos desafios para a mediação cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vicente Ganzarolli de Oliveira [RJ]&lt;br /&gt;COMO VEMOS A CEGUEIRA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco José de Lima &lt;br /&gt;Paulo André de Melo Vieira &lt;br /&gt;Ediles Revorêdo Rodrigues &lt;br /&gt;Simone São Marcos Passos&lt;br /&gt;[PE]&lt;br /&gt;ARTE, EDUCAÇÃO E INCLUSÃO: Orientações para áudio-descrição em museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cibele Lucena &lt;br /&gt;Joana Zatz Mussi&lt;br /&gt;Daina Leyton [SP]&lt;br /&gt;PROJETO APRENDER PARA ENSINAR: a mediação em museus por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone Ferreira Luizines [PE]&lt;br /&gt;MECANISMOS DE MEDIAÇÃO DA OBRA DE ARTE: Possibilitando experiência ou ampliando o acesso à informação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anderson Pinheiro Santos [PE]&lt;br /&gt;OBSERVAR E COMPREENDER: A mediação cultural enquanto registro de uma presença vitalícia no mundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-2529352596977272823?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/2529352596977272823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=2529352596977272823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2529352596977272823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2529352596977272823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/06/resultado-parcial-da-selecao-de-textos.html' title='Resultado parcial da seleção de textos para o III Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público [2010]'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4127279885368095030</id><published>2010-06-10T16:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T19:18:55.192-07:00</updated><title type='text'>NOVO PRAZO DE RESULTADO</title><content type='html'>DEVIDO A PROBLEMAS TÉCNICOS E OPERACIONAIS O RESULTADO DA SELEÇÃO SERÁ DIVULGADO ATÉ &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;16 DE JUNHO DE 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ATENCIOSAMENTE,&lt;br /&gt;EQUIPE DIÁLOGOS ENTRE ARTE E PÚBLICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4127279885368095030?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4127279885368095030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4127279885368095030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4127279885368095030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4127279885368095030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/06/novo-prazo-de-resultado.html' title='NOVO PRAZO DE RESULTADO'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4365769962182842834</id><published>2010-05-19T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T18:59:29.571-07:00</updated><title type='text'>Encerramento do prazo de envio de material para a publicação</title><content type='html'>Caros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrou no último domingo, 16 de maio de 2010, o prazo para envio de material para concorrer a participação no &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3o. Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comissão já recebeu o material para análise, cuja devolutiva ao público acontecerá até o dia &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;07 de junho de 2010&lt;/span&gt;, horário máximo de 23h59.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada autor ou autora receberá um &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;email de resposta&lt;/span&gt; quanto a participação ou não do seu material na atual publicação, assim como será publicada a lista, não necessariamente como constará no sumário, aqui nesse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação será composta por cerca de 15 a 18 textos, entre convidados e público  geral (que participa através de edital). Os convidados são selecionados pelo editor desta publicação e podem participar com artigos mais direcionado pelo editor ou por entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação será lançada durante o 5o. Seminário Diálogos entre Arte e Público que acontecerá nos dias 19 e 20 de agosto de 2010, no Recife. Em breve, divulgaremos a programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Anderson Pinheiro &lt;br /&gt;editor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4365769962182842834?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4365769962182842834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4365769962182842834' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4365769962182842834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4365769962182842834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/05/encerramento-do-prazo-de-envio-de.html' title='Encerramento do prazo de envio de material para a publicação'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-6831779701398057251</id><published>2010-02-24T15:38:00.000-08:00</published><updated>2010-03-17T16:07:48.577-07:00</updated><title type='text'>Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chamada de artigos para o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público&lt;/span&gt;, número 03, no período de 22 de fevereiro a 16 de maio de 2010&lt;/span&gt;, conforme segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TEMA: Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Linha Editorial&lt;/span&gt;: A terceira edição do Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público desse ano de 2010 abordará questões referentes à acessibilidade cultural, entendida de modo amplo, reunindo uma série de textos (artigos científicos ou não, ensaios, entrevistas, e relatos de experiências) que subsidiem diálogos sobre este tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando e como uma produção cultural torna-se acessível para todos os possíveis públicos? Que estratégias são ou podem ser utilizadas pelos diversos atores sociais (profissionais da cultura, educadores, pesquisadores, militantes, usuários, entre outros) envolvidos na promoção da acessibilidade cultural? Qual a formação necessária para os profissionais que atuam e pensam o tema? Quais experiências e práticas são desenvolvidas pela iniciativa privada, pela sociedade civil, e pelo poder público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos com esta chamada pública, agregar colaboradores que discutam acessibilidade cultural, compreendida em um horizonte diverso de discursos e práticas, desejos e demandas, políticas públicas e iniciativas da sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, receberemos colaborações para a publicação, na forma de textos inéditos, de preferência em língua portuguesa, vinculados à área das artes e afins. Os originais deverão ser enviados em forma digital, digitados em Word, para: dialogosentrearteepublico@gmail.com  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Orientações para envio de textos originais, em ordem de apresentação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O título e o subtítulo devem estar na página de abertura do texto, separados por dois pontos e na língua do texto. (letras maiúsculas, fonte 16, negrito, centralizado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nome(s) do(s) autor(es) acompanhado( s) de breve currículo que o(s) qualifique na área de conhecimento do texto. O currículo, bem como os endereços postal e eletrônico, deve aparecer em rodapé, indicado por algarismo arábico. Na publicação não constará o endereço postal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Resumo na língua do texto, com no máximo de 100 palavras, precedido da identificação “Resumo”, no caso de artigos científicos e ensaios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Três palavras-chave, na língua do texto, separadas entre si por ponto e vírgula e finalizadas por ponto, precedidas da identificação: Palavras-chave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A numeração das notas explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para cada texto. As notas explicativas se concentrarão no final do texto. É aconselhável que o texto não contenha excessivas notas explicativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Referências elaboradas conforme NBR 6023. Exemplo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTOS, Anderson Pinheiro. Será que a influenciou de alguma forma. In: Santos, A.P.(Org.). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público&lt;/span&gt;. ISSN 1983-9960. Recife: Prefeitura do Recife, 2008. V.1. p. 41-45. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. As citações devem ser apresentadas conforme NBR 10520. Todas as citações precisam constar obrigatoriamente na bibliografia. Exemplos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas, os artifícios, os dispositivos de que se utiliza o artista para conceber, construir e exibir seus trabalhos não são apenas ferramentas inertes, nem mediações inocentes, indiferentes aos resultados, que poderiam substituir por quaisquer outras. Eles estão carregados de conceitos, eles têm uma história e derivam de condições produtivas bastante específicas. (MACHADO, 2007:16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] os dispositivos de que se utiliza o artista para conceber, construir e exibir &lt;br /&gt;seus trabalhos não são apenas ferramentas inertes, nem mediações inocentes, &lt;br /&gt;[...]. (MACHADO, 2007:16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Equações e fórmulas, quando destacadas do texto, devem ser centralizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Ilustrações (desenhos, fotografias, etc. seja de obra artística ou de material educativo) devem ter identificação na parte inferior com título (ou legenda explicativa), autor(a), dimensão, data e autor(a) da fotografia; É importante destacar que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.1 A ilustração e/ou gráficos devem ser inseridos no trecho a que se referem. &lt;br /&gt;10.2 É de responsabilidade do autor(a) do texto, e somente dele(a), a solicitação de uso de imagens (direitos autorais) na publicação; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Os textos deverão ter, em sua totalidade, até 11.000 caracteres (incluindo os espaços), tamanho A4, incluindo imagens, se for o caso, digitadas em Times New Roman, fonte 12, espaço simples (entre 1,0 a 1,5), configuração da página com margem 2,5 nos quatro lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Os textos encaminhados serão selecionados a partir de pareceres elaborados pelos membros da Comissão Ad Hoc, composta, a priori, pelo editor e pelos organizadores do caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. O Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público não se responsabiliza por opiniões expressas nos textos. Ao enviá-lo, o colaborador aceita automaticamente as normas da publicação e se submete ao processo de seleção e revisão do texto. Garantimos que quaisquer alterações por motivos de edição serão comunicadas, sendo solicitado parecer final do autor(es)/colaborador(es), bem como agradecimento pela colaboração. Embora submetidos à revisão lingüística, a responsabilidade sobre formato, correção e conteúdo é dos respectivos autor(es)/colaborador(es). Dar-se-á preferência a textos de linguagem acessível e de rigor científico, com número de citações limitado que confira contribuição importante e inovadora em relação à temática do caderno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. É necessário enviar, via Correios ou digitalizado via email, após aprovação final, uma autorização de publicação assinada em punho, seguindo o modelo abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, nome do autor, CPF no. número do documento, autorizo a publicação do artigo título do artigo no Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público, terceira edição, do ano de 2010 a ser lançada durante o Seminário Diálogos entre Arte e Público, no ano corrente. Afirmo que o material enviado não fora publicado antes e que sou responsável pelas informações relatadas. Autorizo, também, a publicação desse meu endereço eletrônico: endereçoeletrônico@endereço.eletrônico na devida publicação. Cidade em que reside, data (formato dd/mm/aaaa). Assinatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. O Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público será distribuído gratuitamente aos participantes e a parceiros como instituições e bibliotecas e será lançado em material impresso. O Caderno também será disponibilizado em formato PDF no blog do projeto (http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Por ser um material de distribuição gratuita, não haverá verba para custear/remunerar qualquer contribuição que nos seja enviada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. A publicação possui registro copyleft que permite cópias parciais e/ou integrais, assim como distribuição livre, desde que sejam resguardados os direitos autorais, necessitando de citação das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. O Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público reserva-se o direito de priorizar a publicação de artigos de autores que não integraram sua edição anterior. Os textos enviados poderão reservados, com a anuência de seus autores, para publicação em próximos números. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife, 12 de fevereiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Anderson Pinheiro &lt;/span&gt;(editor) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andersonpinheiro@ymail.com &lt;br /&gt;http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-6831779701398057251?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/6831779701398057251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=6831779701398057251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6831779701398057251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6831779701398057251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2010/02/acessibilidade-cultural-o-que-e.html' title='Acessibilidade Cultural: o que é acessível, e para quem?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4895697397485716372</id><published>2009-10-01T07:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T08:08:26.394-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SsTCwgOCvqI/AAAAAAAAAPE/ofzGljkw_ao/s1600-h/topo+de+e-mail.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SsTCwgOCvqI/AAAAAAAAAPE/ofzGljkw_ao/s400/topo+de+e-mail.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387645192780299938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Prefeitura do Recife, através da Fundação de Cultura Cidade do Recife, com o apoio do Museu do Homem do Nordeste, da Rede de Educadores em Museus e Instituições Culturais em Pernambuco e da AESO – Faculdades Integradas Barros Melo, convida para o 4º Encontro Diálogos entre Arte e Público, de 05 a 06 de outubro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro promove a discussão e a divulgação de pesquisas e experiências que vão ao encontro da potencialização do inter-relacionamento entre arte e público, reunindo profissionais que, atuando em diferentes contextos de mediação cultural, possuam trabalhos de referência na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição, o encontro propõe o seguinte questionamento “Educadores entre museus e salas de aula: que diálogos são esses?”, a partir do qual busca refletir acerca das estratégias colaborativas que agregam tanto os educadores que atuam em instituições culturais, como os educadores cuja atuação se dá no campo da educação formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa discussão pretende-se colaborar para a construção de novas e mais consolidadas parcerias entre esses atores, responsáveis pela dinamização da democratização cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05 de outubro de 2009&lt;br /&gt;[segunda-feira]&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MUSEU DO HOMEM DO NORDESTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9h00 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Credenciamento dos participantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Laboratório Metodológico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Convidadas: Rejane Coutinho (SP) | Miriam Celeste (SP)&lt;br /&gt;Sinopse: Debate informal sobre estratégias de mediação a partir do espaço expositivo do Museu do Homem do Nordeste. No laboratório, os participantes buscarão formas de dialogar com a exposição, mapeando limites e possibilidades dessa mediação em diferentes contextos.&lt;br /&gt;30 vagas (15 pessoas com cada palestrante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14h00 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Abertura do Encontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14h30 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Primeiro Diálogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Debate: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Formação de educadores entre museus e sala de aula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Partindo de algumas questões pertinentes quanto à formação do educador de museu/mediador cultural e do educador de sala de aula/professor, as suas principais queixas e as possibilidades de efetuar parcerias entre ambos, o Primeiro Diálogo será direcionado, através das experiências das palestrantes em conjunto com as vivências com o público no Laboratório Metodológico, na busca de uma visualização sobre quais os diálogos que são possíveis de serem executados entre as partes envolvidas. Tentando assim compreender quais os melhores meios de encontrar conexões de atividades/ações desses educadores e suas formações recebidas durante os encontros pedagógicos nos museus.&lt;br /&gt;Convidadas: Rejane Coutinho (SP) | Miriam Celeste (SP)&lt;br /&gt;Mediação: Joana D’arc de Souza Lima (PE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h30 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hora do Café&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reflexões Coletivas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;06 de outubro de 2009&lt;br /&gt;[terça-feira]&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AESO&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– Faculdade Integradas Barros Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;8h30 |&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Oficina&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mediações intermidiáticas em vivências estético-digitais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Convidada: Fernanda Cunha (GO)&lt;br /&gt;Sinopse: O objetivo da oficina é proporcionar experiências intermidiáticas através da inter-relação dos meios digitais e não-digitais  como mediadores nas vivências estético-digitais.&lt;br /&gt;15 vagas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;MUSEU DO HOMEM DO NORDESTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;9h00 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Laboratório Metodológico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Convidada: Renata Bittencourt (SP)&lt;br /&gt;Sinopse: Debate informal sobre estratégias de mediação problematizando a inserção de recursos tecnológicos como campo de possibilidades de mediação em espaços expositivos a partir da nova exposição do Museu do Homem do Nordeste. No laboratório, os participantes buscarão formas de dialogar com a exposição, mapeando limites e possibilidades dessa mediação em diferentes contextos.&lt;br /&gt;15 vagas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14h | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Segundo Diálogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Debate: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Interseções entre mediação cultural e linguagens midiáticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O uso recorrente das novas tecnologias no cotidiano tem nos levado a deparar com as possibilidades pedagógicas presente em seus processos dialogais. Por outro lado, percebemos como a inserção do uso dessas tecnologias como registro de visita a espaços museais e culturais tem transtornado as ações de mediação desses setores educativos. Às vezes, esses recursos tecnológicos fazem parte da própria expografia museográfica servindo como recurso propositivo de mediação. Partindo dessas situações o Segundo Diálogo pretende dialogar com as ações efetuadas tanto na Oficina como no Laboratório Metodológico sobre das novas tecnologias como recursos educacionais, seja no espaço escolar como no museal, refletindo sobre a possibilidade de utilizá-los como recursos propositivos complementar para a mediação/educação.&lt;br /&gt;Convidadas: Fernanda Cunha (GO) | Renata Bittencourt (SP)&lt;br /&gt;Mediação: Sandra Helena Rodrigues (PE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h |&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Hora do Café&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h30 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reflexões Coletiva&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h30 | &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lançamento da Publicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diálogos entre Arte e Público - Anderson Pinheiro (PE)&lt;br /&gt;As idéias presentes nos diálogos de cada autor e autora demonstram, através de artigos, ensaios e relatos de experiências, ações que são possíveis de serem executadas pelos Educadores entre museus e sala de aula. Essa segunda edição da publicação foi organizada também com muito diálogo de modo que fosse possível invadir o lugar de cada um e construir um espaço coletivo que são aqui apresentados em quatro eixos, “Imagem e Tecnologia”, “Mediação e Arte Contemporânea”, “Educadores entre museus e sala de aula” e “A Criança e o Museu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Participações Confirmadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fernanda Cunha&lt;/span&gt; (GO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possui graduação em Educação Artística - Licenciatura Plena pela Fundação Armando Álvares Penteado (1997), especialização em Ensino, Arte e Cultura pela Universidade de São Paulo (2001), mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo (2004) e doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (2008). Atualmente é professora adjunta da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG), Membro do Comitê Interno do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC) da UFG e Membro da Comissão da Pesquisa da FAV/UFG. Tem experiência na área de Arte/Educação, com ênfase em Tecnologias digitais, atuando principalmente nos seguintes temas: intermídia, educação digital, e- arte/educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Joana D’Arc de Souza Lima&lt;/span&gt; (PE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutoranda em História no Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista, especialista em Mediação Cultural pela Agecif em Paris/França. Coordenadora do Programa Educativo dos Salões de Artes Plásticas de 2000 a 2005. Atualmente bolsista do Salão de Artes de Pernambuco na categoria bolsa pesquisa e da Funarte.  Prêmio Rumos Educação, Cultura e Arte do Cultural Itaú, edição 2008-2010, com o trabalho de coordenação do educativo do Instituto Ricardo Brennand de 2002 a 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mirian Celeste Martins&lt;/span&gt; (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Licenciatura em Desenho e Plástica (1970), mestrado em Artes pela ECA/ Universidade de São Paulo (1992) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é docente do curso de pós-graduação "Educação, Arte e História da Cultura" na Universidade Presbiteriana Mackenzie e sócia-diretora do Rizoma Cultural. É co-responsável pela Proposta Curricular de Arte da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Coordenadora do Grupos de Pesquisa em Mediação desde 2003. Tem experiência em formação de educadores, não só de Arte, atuando principlamente nos seguintes campos:  mediação cultural, arte, ensino de arte, currículo, educação e formação de educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rejane Galvão Coutinho&lt;/span&gt; (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco (1988), mestre (1998) e doutora (2002) em Artes pela ECA/USP. Atualmente é professora do Instituto de Artes da UNESP, Campus São Paulo, onde atua na graduação e é coordenadora do Programa de Pós-graduação em Artes. Integra o Arteducação Produções, equipe que desenvolve e pesquisa mediação cultural, tem experiência na área de Arte/Educação, atuando principalmente com formação de arte/educadores, professores e mediadores culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Renata Bittencourt&lt;/span&gt; (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bolsista da Fulbright no Smithsonian Institution. Possui especializações pela ECA-USP [Gestão de Processos Comunicacionais] e pelo MAC-USP [Estudos de Museus de Arte], mestrado em História da Arte orientada pelo Prof. Dr. Jorge Coli pela Universidade Estadual de Campinas (2005) onde atualmente desenvolve doutorado. Coordena a área de Educação Cultural do Itaú Cultural desde 2002 onde coordena o programa nacional Rumos Educação Cultura e Arte, organiza publicações, programas para TV e ações de formação relacionadas a diferentes linguagens artísticas. É responsável pelo atendimento ao público nas exposições temporárias e no Museu de Numismática. Além de passagens por outras instituições, foi coordenadora do Museu da Cidade de Campinas, coordenou o projeto de monitoria na Mostra do Redescobrimento Brasil 500 anos e atuou na Coleção Brasiliana – Fundação Estudar como pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sandra Helena Pereira Rodrigues&lt;/span&gt; (PE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco. Especialista em Gestão Estratégica em TI e Mestra em Gestão de Políticas Públicas em C&amp;T. É coordenadora do laboratório de Ensino a Distância Dosa Monteiro da Fundação Joaquim Nabuco. Consultora da Class Informática de São Paulo, quanto ao uso do software educacional Visual Class. É docente do Curso de Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda da Escola Superior de Marketing - ESM. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em TICs, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia, educação à distância, multimídia e cibercultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As inscrições são gratuitas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para efetuar a inscrição envie um email para dialogosentrearteepublico@gmail.com contendo seus Dados Pessoais e Profissionais (nome completo, endereço, formação, telefones de contato, local de trabalho, endereço do local de trabalho) e se há interesse em participar em algum dos Laboratórios Metodológicos/Oficinas (qual?). Aguarde confirmação da inscrição por email!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações na Gerência Operacional de Artes Visuais e Design pelos telefones:&lt;br /&gt;(81) 3232 1510 / 3232 1525 ou pelo portal www.artesvisuaisrecife.org; http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Locais de Realização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MUHNE&lt;/span&gt; - Museu do Homem do Nordeste: Avenida 17 de agosto, 2187 (Casa Forte - Recife) &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;AESO&lt;/span&gt; - Faculdades Integradas Barros Melo: Avenida Transamazônica, 405, (Jardim Brasil II - Olinda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Participem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4895697397485716372?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4895697397485716372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4895697397485716372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4895697397485716372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4895697397485716372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/10/prefeitura-do-recife-atraves-da.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SsTCwgOCvqI/AAAAAAAAAPE/ofzGljkw_ao/s72-c/topo+de+e-mail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-357107269771285096</id><published>2009-09-29T19:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T19:46:15.862-07:00</updated><title type='text'>Diálogos entre Arte e Público  Educadores entre museus e sala de aula: que diálogos são esses?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diálogos entre Arte e Público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educadores entre museus e sala de aula: que diálogos são esses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Prefeitura do Recife, através da Fundação de Cultura Cidade do Recife, com o apoio do Museu do Homem do Nordeste e da Rede de Educadores em Museus e Instituições Culturais em Pernambuco, convidam para o 4º Encontro Diálogos entre Arte e Público, de 05 a 06 de outubro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro promove a discussão e a divulgação de pesquisas e experiências que vão ao encontro da potencialização do inter-relacionamento entre arte e público, reunindo profissionais que, atuando em diferentes contextos de mediação cultural, possuam trabalhos de referência na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição, o encontro propõe o seguinte questionamento “Educadores entre museus e salas de aula: que diálogos são esses?”, a partir do qual busca refletir acerca das estratégias colaborativas que agregam tanto os educadores que atuam em instituições culturais, como os educadores cuja atuação se dá no campo da educação formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa discussão pretende-se colaborar para a construção de novas e mais consolidadas parcerias entre esses atores, responsáveis pela dinamização da democratização cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lançamento da Publicação Diálogos entre Arte e Público&lt;/span&gt; - Anderson Pinheiro (org.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias presentes nos diálogos de cada autor e autora demonstram, através de artigos, ensaios e relatos de experiências, ações que são possíveis de serem executadas pelos Educadores entre museus e sala de aula. Essa segunda edição da publicação foi organizada também com muito diálogo de modo que fosse possível invadir o lugar de cada um e construir um espaço coletivo que são aqui apresentados em quatro eixos, “Imagem e Tecnologia”, “Mediação e Arte Contemporânea”, “Educadores entre museus e sala de aula” e “A Criança e o Museu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Participações Confirmadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fernanda Cunha (GO)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possui graduação em Educação Artística - Licenciatura Plena pela Fundação Armando Álvares Penteado (1997), especialização em Ensino, Arte e Cultura pela Universidade de São Paulo (2001), mestrado em Artes pela Universidade de São Paulo (2004) e doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (2008). Atualmente é professora adjunta da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG), Membro do Comitê Interno do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC) da UFG e Membro da Comissão da Pesquisa da FAV/UFG. Tem experiência na área de Arte/Educação, com ênfase em Tecnologias digitais, atuando principalmente nos seguintes temas: intermídia, educação digital, e- arte/educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana D’Arc de Souza Lima (PE)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutoranda em História no Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista, especialista em Mediação Cultural pela Agecif em Paris/França. Coordenadora do Programa Educativo dos Salões de Artes Plásticas de 2000 a 2005. Atualmente bolsista do Salão de Artes de Pernambuco na categoria bolsa pesquisa e da Funarte.  Prêmio Rumos Educação, Cultura e Arte do Cultural Itaú, edição 2008-2010, com o trabalho de coordenação do educativo do Instituto Ricardo Brennand de 2002 a 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Mirian Celeste Martins (SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Licenciatura em Desenho e Plástica (1970), mestrado em Artes pela ECA/ Universidade de São Paulo (1992) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é docente do curso de pós-graduação "Educação, Arte e História da Cultura" na Universidade Presbiteriana Mackenzie e sócia-diretora do Rizoma Cultural. É co-responsável pela Proposta Curricular de Arte da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Coordenadora do Grupos de Pesquisa em Mediação desde 2003. Tem experiência em formação de educadores, não só de Arte, atuando principlamente nos seguintes campos:  mediação cultural, arte, ensino de arte, currículo, educação e formação de educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Rejane Galvão Coutinho (SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco (1988), mestre (1998) e doutora (2002) em Artes pela ECA/USP. Atualmente é professora do Instituto de Artes da UNESP, Campus São Paulo, onde atua na graduação e é coordenadora do Programa de Pós-graduação em Artes. Integra o Arteducação Produções, equipe que desenvolve e pesquisa mediação cultural, tem experiência na área de Arte/Educação, atuando principalmente com formação de arte/educadores, professores e mediadores culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Renata Bittencourt (SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bolsista da Fulbright no Smithsonian Institution. Possui especializações pela ECA-USP [Gestão de Processos Comunicacionais] e pelo MAC-USP [Estudos de Museus de Arte], mestrado em História da Arte orientada pelo Prof. Dr. Jorge Coli pela Universidade Estadual de Campinas (2005) onde atualmente desenvolve doutorado. Coordena a área de Educação Cultural do Itaú Cultural desde 2002 onde coordena o programa nacional Rumos Educação Cultura e Arte, organiza publicações, programas para TV e ações de formação relacionadas a diferentes linguagens artísticas. É responsável pelo atendimento ao público nas exposições temporárias e no Museu de Numismática. Além de passagens por outras instituições, foi coordenadora do Museu da Cidade de Campinas, coordenou o projeto de monitoria na Mostra do Redescobrimento Brasil 500 anos e atuou na Coleção Brasiliana – Fundação Estudar como pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sandra Helena Pereira Rodrigues (PE)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduada em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco. Especialista em Gestão Estratégica em TI e Mestra em Gestão de Políticas Públicas em C&amp;T. É coordenadora do laboratório de Ensino a Distância Dosa Monteiro da Fundação Joaquim Nabuco. Consultora da Class Informática de São Paulo, quanto ao uso do software educacional Visual Class. É docente do Curso de Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda da Escola Superior de Marketing - ESM. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em TICs, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia, educação à distância, multimídia e cibercultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;As inscrições são gratuitas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações na Gerência Operacional de Artes Visuais e Design pelos telefones:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(81) 3232 1510 / 3232 1525 ou pelo portal www.artesvisuaisrecife.org; http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/ &lt;br /&gt;dialogosentrearteepublico@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Locais de Realização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUHNE - Museu do Homem do Nordeste: Avenida 17 de agosto, 2187 (Casa Forte - Recife) &lt;br /&gt;AESO - Faculdades Integradas Barros Melo: Avenida Transamazônica, 405, (Jardim Brasil II - Olinda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Participem!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-357107269771285096?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/357107269771285096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=357107269771285096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/357107269771285096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/357107269771285096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/09/dialogos-entre-arte-e-publico.html' title='Diálogos entre Arte e Público  Educadores entre museus e sala de aula: que diálogos são esses?'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-5464652254709726923</id><published>2009-09-23T18:19:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T07:16:02.050-07:00</updated><title type='text'>SUMÁRIO FINAL DA PUBLICAÇÃO A SER LANÇADA EM 06 DE OUTUBRO DE 2009</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2º. CADERNO DE TEXTOS DIÁLOGOS ENTRE ARTE &amp; PÚBLICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00_ Uma fonte borbulhante de palavras límpidas. (Dida Maia)&lt;br /&gt;00_Apresentação “naquele instante eu via o mundo” (Márcio Almeida)&lt;br /&gt;00_Diálogos 2009 (Regina Buccini)&lt;br /&gt;00_Sobre Educadores em museus e salas de aula (Anderson Pinheiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A) Imagem e tecnologia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01_A Imagem como ferramenta pedagógica (Eliana Giro Sartorato)&lt;br /&gt;A comunicação é uma necessidade do homem e, ao longo dos séculos, a prioridade na escola tem sido a palavra escrita. Se reconhecermos a importância da imagem no processo de ensino e aprendizagem, o seu uso pode facilitar a ampliação do saber ler, interpretar e utilizar textos audiovisuais.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Educação. Formação de professores. Leitura de imagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02_As imagens e seus objetos – uma reflexão sobre a fotografia como prática no espaço do museu. (Carlos Lima)&lt;br /&gt;A fotografia cada vez mais tem se configurado como uma prática cotidiana, utilizada como recurso para fixação das experiências vivenciadas. Este artigo apresenta uma reflexão sobre a prática fotográfica no espaço do museu como mediadora da experiência entre o observador e os objetos.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Fotografia. Mediação. Museu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03_Fruidor de Arte versus Educação Digital Crítica (Fernanda P. Cunha)&lt;br /&gt;A comunicação metalingüística presente em nossas vidas integra nossas expressões escritas, orais e audiovisuais, as quais compõem a cultura digital, impondo a necessidade de os dirigentes de ensino, bem como os educadores, reavaliarem os atuais programas educacionais; reavaliação esta que também deve ocorrer nas políticas educativas e nos processos de ensino/aprendizagem, para que possam se estabelecer outros paradigmas educacionais, convergentes com as novas formas de expressão e de cultura. &lt;br /&gt;Palavras-chave: educação digital crítica, e-arte/educação, mediação intermidiática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04_O Olhar Fotográfico no Museu: Uma experiência no Instituto Ricardo Brennand. (Vanessa Adriano Marinho)&lt;br /&gt;Este artigo traz um relato de experiência da visita temática O Olhar Fotográfico no Museu, desenvolvida dentro da Ação Educativa do Instituto Ricardo Brennand, criada a partir de pesquisa bibliográfica sobre o tema, com o objetivo de aproveitar o recurso da fotografia como um novo meio de fruição dentro e fora do espaço do museu.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Fotografia. Museu. Visita temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;B) Mediação e arte contemporânea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05_Educação cultural no Museu de Numismática Herculano Pires: problemas e soluções no diálogo entre público e coleção (Marina F. V. Silveira; Daniela de Lima;&lt;br /&gt;Thiago Borazanian - Equipe de Atendimento Educativo do Museu de Numismática Herculano Pires – Instituto Itaú Cultural)&lt;br /&gt;As ações educativas realizadas pela equipe do Núcleo de Educação Cultural do Instituto Itaú Cultural têm o Museu de Numismática Herculano Pires como palco para o desenvolvimento de ações específicas onde atuam com a elaboração e o aprimoramento das estratégias de mediação como mostra nessa experiência de uma visita realizada por um grupo de estudantes universitários. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Ação educativa. Mediação. Experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06_ Apertando os laços (Laura Rodrigues)&lt;br /&gt;O esforço em se criar uma interatividade entre grupos escolares e museus gera diversas vezes resultados positivos, mas raramente resultados substanciais que acarretem uma consequente continuidade e aprofundamento do trabalho. A partir de uma descrição reflexiva e uma experiência pessoal no CCBB-DF, será feita uma tentativa de apresentar soluções de longo prazo para eliminar o ‘vácuo’ existente entre a visita ao museu e a atividade escolar.  &lt;br /&gt;Palavras-chave: Museu. Arte. Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07_A Pedagogia transformadora da arte contemporânea (Greice Cohn)&lt;br /&gt;Este trabalho se concentra no ensino da arte contemporânea, avaliando as transformações trazidas por esta abordagem da arte ao universo pedagógico, tanto na atitude dos docentes quanto discente, propondo, assim, uma reflexão sobre o potencial pedagógico com vistas ao desenvolvimento de práticas fundamentadas. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Ensino de Arte. Arte contemporânea. Pedagogia da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08_ “Arte: impressão e expressão que transforma” – Constatação de uma prática pedagógica através de projetos coletivos (Flávia Roberta Costa)&lt;br /&gt;A prática pedagógica na escola pode ser norteada pela execução de projeto pedagógico interdisciplinar. Acreditando nisso, o presente artigo pretende apresentar uma experiência de projeto de Arte no ano de 2008, executado com a turma do 2º ano do ensino médio na Escola Mater Christi, em Recife, cuja ação culminou numa mostra com participação direta dos alunos envolvidos com a Arte Contemporânea.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Planejamento de projeto. Arte Contemporânea. Ensino de Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09_ Experiências educativas com a produção contemporânea em Salões de Artes Plásticas de Pernambuco: Diálogos potencializados na relação Escola/Museu e Escola/Arte Contemporânea (Joana D’Arc de Sousa Lima)&lt;br /&gt;No contexto das instituições culturais no Recife — museus, institutos de cultura e galerias —, o trabalho com caráter de formação e expansão do universo cultural de públicos diversos tem crescido, e o exercício de ações, atividades e, em alguns casos, curadorias educativas, gestadas pelos “setores educativos”, dão a tônica e humanizam esses lugares potencializando experiências educativas. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Mediação. Arte contemporânea. Salões de artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;C) Educadores entre museus e sala de aula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10_ Sobre a formação de professores e os ipês amarelos (Maria Angela Serri Francoio)&lt;br /&gt;O artigo trata das experiências dos professores de áreas diversas no curso Acervo: Roteiros de Visita, no qual é apresentado o material didático com o objetivo de estimular a proximidade de professores e alunos com as obras do acervo do MAC USP.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Formação de professores. Experiência. Processos de criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11_ A metodologia experimental utilizada nos programas de formação para professores: Projeto Descentralizando o Acesso – visitas escolares à Inhotim (Maria Clara Martins Rocha; María Eugenia Salcedo Repolês)&lt;br /&gt;Este artigo tem por objeto a discussão da metodologia aplicada no programa de formação para professores do projeto Descentralizando o Acesso - visitas escolares à Inhotim desenvolvido no Instituto Inhotim em Brumadinho/MG, que é baseada na experimentação e valorização da vivência como construção de conteúdo para a sala de aula a partir do acervo de arte contemporânea do Instituto Inhotim.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Metodologia experimental. Formação de professores. Arte contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12_ Arte-Educación, Mediación Y Contextos Culturales - Educación Artística Nómada: ¿Importa el lugar? Carmen Lidón Beltrán Mir)&lt;br /&gt;Este texto se apoya en dos campos de trabajo: el de la formación de estudiantes de Bellas Artes que eligen las asignaturas de educación artística y el de una investigación sobre Departamentos de Educación y Acción Cultural de Museos de Arte Contemporáneo europeos. Trata de identificar algunos aspectos que considero importantes en la práctica de la educación artística y que podrían  aplicarse a diferentes contextos, sea cual fuera el lugar en el que se desarrollaran (museos ó escuelas). Espero ofrecer elementos de análisis y poder abrir interrogantes que permitan auto cuestionar el trabajo personal de cada lector.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Ensino da arte. Arte Contemporânea. Formação de Mediadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13_ Por um mediador-etc ou a experiência da Bienal do Mercosul (Monica Hoff)&lt;br /&gt;O presente ensaio versa sobre os temas mediação e público, tendo como pano de fundo a experiência educativa da Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada em Porto Alegre. Discute sobre o papel e a figura do mediador nos dias atuais e propõe a idéia de “mediador-etc”, figura ímpar e multi que excede o espaço expositivo e que não se limita às discussões acerca da arte. Para isso, traça um panorama, no que diz respeito à formação de mediadores e de público em Porto Alegre, pautado pelo trabalho realizado durante as diferentes edições da Bienal do Mercosul. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Mediação. Público. Bienal do Mercosul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;D) A Criança e o Museu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14_Educação Infantil no Museu: Construindo Saberes em Arte (Solange Gabre)&lt;br /&gt;Este artigo pretende refletir sobre a relação estabelecida entre os museus de arte e o público da educação infantil, a partir de uma experiência realizada no âmbito da Rede Municipal de Educação de Curitiba.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Educação infantil. Arte. Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15_ A criança pré-escolar, a gravura e o museu: possibilidades (Paula Hilst Selli)&lt;br /&gt;Relato de experiência vivida entre o setor educativo da Caixa Cultural de São Paulo e a Escola Municipal de Educação Infantil Chiquinha Gonzaga que planejaram juntas as visitas das crianças à exposição “A gravura brasileira na coleção de Mônica e George Kornis”, no ano de 2008. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Educação infantil. Mediação para crianças. Educação em museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16_ Nos diálogos entre o museu e a escola: a educação do olhar: Uma experiência de arte/educação (Áurea Maria de Alencar Muniz Bezerra)&lt;br /&gt;O artigo apresenta o projeto “Olhares Infantis sobre a Cidade do Recife” que é uma proposta de formação continuada para professores da Educação Infantil, oferecida pela Ação Educativa do Instituto Ricardo Brennand e a Gerência de Educação Infantil da Prefeitura do Recife desde o ano de 2007. Nesse projeto é trabalhado a construção de um sensível olhar pensante sobre a cidade, a ampliação do universo artístico e cultural e a construção de percursos criadores, através das artes visuais, desses educadores e, por extensão, das crianças com as quais trabalham no cotidiano escolar.&lt;br /&gt;Palavras-chave: Arte. Educação.  Formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17_ Arte Contemporânea no Ensino da Arte (Stela Barbieri)&lt;br /&gt;A arte pode ser vista como um jogo cujas formas, modalidades e funções se transformam conforme as épocas e contextos. Sendo assim, o ensino contemporâneo da arte sempre deve estar em sintonia com a arte que está sendo produzida em seu contexto histórico. O artigo aponta para alguns encaminhamentos possíveis dentro do trabalho de ensino da arte na escola de modo a criar um ambiente fértil para o aprendizado e expressão das crianças, jovens e adultos. &lt;br /&gt;Palavras-chave: Educação Infantil. Arte Contemporânea. Ensino de Artes Visuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18_ Diálogo De Uma Arte Educadora Com Um Museu De Arte: Relato de experiência do curso Experimentando Arte, ministrado no Museu Murillo La Greca em Recife para crianças moradoras da Vila Vintém. (Cristiane Mabel)&lt;br /&gt;Este artigo trata da possibilidade de construção de uma relação entre os espaços culturais e os educadores. A reflexão parte do relato de um curso proposto por uma educadora e que foi integrado às ações educativas de um museu, localizado em Recife. O artigo traz ainda um resumo do funcionamento do curso, com a metodologia e resultados.&lt;br /&gt;Palavras-Chave: Educação informal. Museu. Cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-5464652254709726923?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/5464652254709726923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=5464652254709726923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5464652254709726923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5464652254709726923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/09/sumario-final-da-publicacao-ser-lancada.html' title='SUMÁRIO FINAL DA PUBLICAÇÃO A SER LANÇADA EM 06 DE OUTUBRO DE 2009'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-5969053994872965430</id><published>2009-07-24T22:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T22:48:14.795-07:00</updated><title type='text'>2º. CADERNO DE TEXTOS DIÁLOGOS ENTRE ARTE &amp; PÚBLICO</title><content type='html'>Caros leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos, ensaios e relatos de experiências foram selecionados com muito esforço e dedicação da equipe envolvida. A temática foi bem interessante e os artigos parecem terem sido escritos de modo combinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sumário final ainda sofrerá alteração, porém informo aqui os textos que irão participar do próximo Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público (2009) que será lançado juntamente com o evento em outubro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Anderson Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00_ Uma fonte borbulhante de palavras límpidas. (Dida Maia)&lt;br /&gt;00_”Apresentação” (Márcio Almeida)&lt;br /&gt;00_Diálogos 2009 (Regina Buccini)&lt;br /&gt;00_Sobre Educadores de museus e salas de aula (Anderson Pinheiro)&lt;br /&gt;01_A Imagem como ferramenta pedagógica (Eliana Giro Sartorato)&lt;br /&gt;02_As imagens e seus objetos – uma reflexão sobre a fotografia como prática no espaço do museu. (Carlos Lima)&lt;br /&gt;03_Fruidor de Arte versus Educação Digital Crítica (Fernanda P. Cunha)&lt;br /&gt;04_O Olhar Fotográfico no Museu: Uma experiência no Instituto Ricardo Brennand. (Vanessa Adriano Marinho)&lt;br /&gt;05_Educação cultural no Museu de Numismática Herculano Pires: problemas e soluções no diálogo entre público e coleção (Marina F. V. Silveira; Daniela de Lima;&lt;br /&gt;Thiago Borazanian - Equipe de Atendimento Educativo do Museu de Numismática Herculano Pires – Instituto Itaú Cultural)&lt;br /&gt;06_ Apertando os laços (Laura Rodrigues)&lt;br /&gt;07_A Pedagogia transformadora da arte contemporânea (Greice Cohn)&lt;br /&gt;08_Por um mediador-etc ou a experiência da Bienal do Mercosul (Monica Hoff)&lt;br /&gt;09_Experiências educativas com a produção contemporânea em Salões de Artes Plásticas de Pernambuco: Diálogos potencializados na relação Escola/Museu e Escola/Arte Contemporânea (Joana D’Arc de Sousa Lima)&lt;br /&gt;10_ Sobre a formação de professores e os ipês amarelos (Maria Angela Serri Francoio)&lt;br /&gt;11_ A metodologia experimental utilizada nos programas de formação para professores: Projeto Descentralizando o Acesso – visitas escolares à Inhotim (Maria Clara Martins Rocha; María Eugenia Salcedo Repolês)&lt;br /&gt;12_Educação Infantil no Museu: Construindo Saberes em Arte (Solange Gabre)&lt;br /&gt;13_ A criança pré-escolar, a gravura e o museu: possibilidades (Paula Hilst Selli)&lt;br /&gt;14_ Nos diálogos entre o museu e a escola: a educação do olhar: Uma experiência de arte/educação (Áurea Maria de Alencar Muniz Bezerra)&lt;br /&gt;15_ Sobre a formação de educadores (André Aquino)&lt;br /&gt;16_ Arte Contemporânea no Ensino da Arte (Stela Barbieri)&lt;br /&gt;17_ Diálogo De Uma Arte Educadora Com Um Museu De Arte: Relato de experiência do curso Experimentando Arte, ministrado no Museu Murillo La Greca em Recife para crianças moradoras da Vila Vintém. (Cristiane Mabel)&lt;br /&gt;19_Curadoria Artística e Curadoria Educativa - Entrevista&lt;br /&gt;20_Educação Artística Nômade: Importa o lugar? (Carmen Lidón Beltrán Mir. Trad.: Simone Ferreira Luizines)&lt;br /&gt;21_Uma artista solta no museu: o que fazer com esse educativo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-5969053994872965430?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/5969053994872965430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=5969053994872965430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5969053994872965430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5969053994872965430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/07/2-caderno-de-textos-dialogos-entre-arte.html' title='2º. CADERNO DE TEXTOS DIÁLOGOS ENTRE ARTE &amp; PÚBLICO'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7013206422695243479</id><published>2009-05-06T06:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T06:21:12.181-07:00</updated><title type='text'>Normas para publicação do artigo</title><content type='html'>&lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:+1;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt; Chamada de artigos para o Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público (ISSN 1983-9960), número 02, até 10 de maio de 2009!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tema do Caderno de Textos&lt;/b&gt;:&lt;i&gt; Educadores entre museus e salas de aula: que diálogos são esses?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Linha Editorial:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; O tema do caderno de textos do encontro&lt;i&gt; Diálogos entre Arte e Público&lt;/i&gt; desse ano abordará as interlocuções existentes entre os educadores de museus e os educadores de sala de aula. A idéia é reunir uma série de artigos, entrevistas e relatos de experiência que subsidiem diálogos sobre as ações que as instituições culturais destinam para esse público, bem como a recepção e desdobramentos dessas ações por parte dos educadores de sala de aula. Por isso, recebemos colaborações para publicação, na forma de artigos inéditos em língua portuguesa, vinculados à área das artes. Os originais deverão ser enviados em forma digital, digitados em Word, para:&lt;/span&gt; &lt;a rel="nofollow" ymailto="mailto:cadernodetextosdialogos@gmail.com" target="_blank" href="mailto:cadernodetextosdialogos@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;cadernodetextosdialogos@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;a rel="nofollow" ymailto="mailto:cadernodetextosdialogos@gmail.com" target="_blank" href="mailto:cadernodetextosdialogos@gmail.com"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Orientações para envio de artigos originais, em ordem de apresentação.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;1. O título e o subtítulo devem estar na página de abertura do artigo, separados por dois pontos e na língua do texto. (letras minúsculas, fonte 16, negrito, centralizado)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;2. Nome(s) do(s) autor(es) acompanhado( s) de breve currículo que o(s) qualifique na área de conhecimento do artigo. O currículo, bem como os endereços postal e eletrônico, deve aparecer em rodapé, indicado por algarismo arábico. Na publicação não constará o endereço postal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Resumo na língua do texto, com no máximo de 250 palavras, precedido da identificação: Resumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Três palavras-chave, na língua do texto, separadas entre si por ponto e vírgula e finalizadas por ponto, precedidas da identificação: Palavras-chave.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;6. A numeração das notas explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para cada artigo. As notas explicativas se concentrarão no final do artigo. É aconselhável que o texto não contenha excessivas notas explicativas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;7. Referências elaboradas conforme NBR 6023. Exemplo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;SANTOS, Anderson Pinheiro.&lt;i&gt; Será que a influenciou de alguma forma&lt;/i&gt;. In: Santos, A.P.(Org.).&lt;b&gt; Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público&lt;/b&gt;. ISSN 1983-9960. Recife: Prefeitura do Recife, 2008. V.1. p. 41-45.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;8. As citações devem ser apresentadas conforme NBR 10520. Exemplos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As técnicas, os artifícios, os dispositivos de que se utiliza o artista para conceber, construir e exibir seus trabalhos não são apenas ferramentas inertes, nem mediações inocentes, indiferentes aos resultados, que poderiam substituir por quaisquer outras. Eles estão carregados de conceitos, eles têm uma história e derivam de condições produtivas bastante específicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt; (MACHADO, 2007:16)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[...]&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; os dispositivos de que se utiliza o artista para conceber, construir e exibir seus trabalhos não são apenas ferramentas inertes, nem mediações inocentes,&lt;/span&gt; [...]&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.  (MACHADO, 2007:16)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;9. Equações e fórmulas, quando destacadas do texto, devem ser&lt;br /&gt;centralizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Ilustrações (desenhos, fotografias, etc. seja de obra artística ou de material educativo) devem ter identificação na parte inferior com título (ou legenda explicativa), autor(a), dimensão, data e autor(a) da fotografia; É importante destacar que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;10.1 A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.&lt;br /&gt;10.2 É de responsabilidade do autor(a) do artigo, e somente dele(a), a solicitação de uso de imagens (direitos autorais) na publicação;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;11. Os textos deverão ter, em sua totalidade, até 11.000 caracteres (incluindo os espaços), tamanho A4, incluindo imagens, se for o caso, digitadas em Times New Roman , fonte 12, espaço simples (entre 1,0 a 1,15), configuração da página com margem 2,5 nos quatro lados.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;12. Os textos encaminhados serão selecionados a partir de pareceres elaborados pelos membros da Comissão Editorial, composta, a priori, pelo editor e pelo organizado do evento, podendo ser convidada uma terceira pessoa para fazer parte da seleção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;13. O Caderno de Textos Diálogos entre Arte e Público não se responsabiliza por opiniões expressas em artigos. Ao enviar o texto, o colaborador aceita automaticamente as normas&lt;br /&gt;da publicação e se submete ao processo de seleção e revisão do texto. Garantimos que quaisquer alterações por motivos de edição serão comunicadas, sendo solicitado parecer final do autor(a/es)/colaborador(a/es), bem como agradecimento pela colaboração. Embora submetidos à revisão lingüística, a responsabilidade sobre formato, correção e conteúdo é dos respectivos autor(a/es)/colaborador(a/es). Dar-se-á preferência a textos de linguagem acessível e rigor científico, com número de citações limitado que confira contribuição importante e inovadora aos saberes da pesquisa na área de educação em museus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;14. É necessário enviar, após aprovação final, uma autorização de publicação seguindo o modelo abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;Eu, _______, CPF no. ________, autorizo a publicação do artigo "_____________" no Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público, segunda edição do ano de 2009 a ser lançada durante o Seminário Diálogos entre Arte e Público, no mês de julho. Afirmo que o material enviado não fora publicado antes e que sou responsável pelas informações relatadas. Autorizo, também, a publicação desse meu endereço eletrônico: _________ na devida publicação.&lt;u&gt; Cidade, data de mês de ano&lt;/u&gt;. &lt;u&gt; Nome&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;15. O Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público será distribuído gratuitamente aos participantes e a parceiros como instituições e bibliotecas e será lançado em material impresso (cerca de 1.000 exemplares) e/ou em mídia CD-Rom. O Caderno também será disponibilizado em formato PDF no blog do projeto (&lt;/span&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; ). Por ser um material uma publicação de distribuição gratuita, não haverá verba para custear/remunerar qualquer contribuição que nos seja enviada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;16. O Caderno de textos Diálogos entre Arte e Público reserva-se o direito de priorizar a publicação de artigos de autores que não integraram sua edição anterior. Os&lt;br /&gt;textos enviados serão reservados, com a anuência de seus autores, para&lt;br /&gt;publicação em próximos números.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;Recife, 15 de março de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;Anderson Pinheiro (editor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote type="cite" cite=""&gt;&lt;a rel="nofollow" ymailto="mailto:andersonpinheiro@ymail.com" target="_blank" href="mailto:andersonpinheiro@ymail.com"&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;andersonpinheiro@ymail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:-1;color:#000000;"&gt;http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7013206422695243479?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7013206422695243479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7013206422695243479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7013206422695243479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7013206422695243479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/05/normas-para-publicacao-do-artigo.html' title='Normas para publicação do artigo'/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-942631962966025948</id><published>2009-01-23T13:21:00.001-08:00</published><updated>2009-05-06T06:17:58.185-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;.27&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:18;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O impacto do ensino de arte nas ONGS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Lívia Marques Carvalho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Não resta dúvida que nas últimas décadas o número de Organizações Não-Governamentais – ONGs - vem se expandindo de maneira extraordinária no Brasil. Esta expansão é causada, sobretudo, pelo fato de o Estado não ter tido a capacidade de atender a enorme carência de prestação de serviços sociais à população, especialmente porque as desigualdades sociais se tornaram mais agudas a partir da década de 1980. As desigualdades sociais constituem por si sós um grave problema por ensejar a desintegração e a vulnerabilidade social, além de privar uma parcela expressiva de nossa população dos direitos mais elementares do ser humano como a saúde, habitação, segurança e lazer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;O entendimento de que não se pode contar unicamente com o Estado e o mercado para superar o aumento das demandas sociais fez surgir uma força nova – a participação da sociedade civil organizada, principalmente as ONGs. Estas instituições são autogovernadas, não têm fins lucrativos e se estruturam fora do aparato formal do Estado buscando favorecer, de maneira mais eficaz, as demandas sociais insatisfeitas e, ao mesmo tempo, provocar mudanças sociais. Pelo notável crescimento e pela influência que exercem na área social, estas instituições tornaram-se um setor específico de atividades humanas, identificado como Terceiro Setor por não se enquadrarem nem como atividade de mercado nem como estatal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;As atividades das ONGs não devem ser consideradas uma maneira de substituir ou aliviar tarefas que são da responsabilidade dos governos, mas uma tentativa de buscar alternativas mais eficazes para melhorar as condições de determinados grupos sociais. Meu interesse por este setor teve início em 1989, quando passei a desenvolver um trabalho de Extensão Universitária na Casa Pequeno Davi, uma ONG de João Pessoa, cujo objetivo é contribuir para a promoção dos direitos de crianças e adolescentes em situação de risco social por meio de ações de educação integral. Inicialmente, implantei uma oficina de artes visuais que era também um campo de treinamento para alunos extencionistas do curso de Educação Artística. Atualmente, além de ensinar, presto assessoria e faço parte da diretoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;O trabalho nesta área motivou-me a pesquisar sobre o tema. Ao aprofundar meus conhecimentos sobre ONGs, dois fatores chamaram-me a atenção. O primeiro foi ter noção a extensão do número de ONGs no Brasil. Há registros oficiais de 250 mil ONGs, empregando mais de 2 milhões de pessoas. O segundo foi perceber que o ensino de arte é o principal componente das ações educativas das ONGs dessa natureza. O reconhecimento da importância que as atividades artísticas alcançam nos projetos políticos pedagógicos das ONGs e a escassez de estudos sobre o tema, estimularam-me a tomar esse assunto como objeto de minha tese de doutorado. Foram pesquisadas três ONGs: Casa Pequeno Davi de João Pessoa, Daruê Malungo de Recife e a Casa Renascer de Natal. Todas têm como público-alvo crianças e adolescentes em situação de pobreza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;A pesquisa confirmou que o ensino de arte nas ONGs é o eixo principal em torno do qual se desenvolvem todas as ações educativas e que as atividades artísticas provocam, de fato, mudanças significativas nas vidas dos meninos e meninas atendidos pelas instituições.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Os benefícios mais citados na pesquisa foram: fortalecimento da auto-estima positiva; expansão da capacidade cognitiva; desenvolvimento de habilidades e competências em determinadas modalidades artísticas, favorecimento de atitudes positivas, possibilidade de inserção no mercado de trabalho e a contribuição para efetivar os direitos que as crianças e adolescentes devem ter. O benefício enfatizado foi o fortalecimento da auto-estima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;strong&gt;Como e por que as transformações pessoais e sociais ocorrem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;No espaço das ONGs a educação é caracterizada pela maneira diferenciada de trabalhar. Não há intenção de substituir a escola, mas de agir paralelamente a esta, estendendo suas ações educativas a dimensões que vão além das oferecidas nos sistemas escolares. Na educação formal, os conhecimentos transmitidos são sistematizados e organizados em uma determinada seqüência, muitas vezes distantes da realidade dos alunos; nas ONGs, os conteúdos são adaptados às demandas específicas de cada grupo. A transmissão do conhecimento acontece de maneira não obrigatória e não há mecanismo de reprovação no caso da não aprendizagem. O compromisso principal do ensino nas ONGs é com as questões consideradas importantes para determinados grupos. Por exemplo, a Daruê Malungo, que atende a uma comunidade de maioria negra, elegeu trabalhar com dança e música afro-brasileiras para transmitir uma herança e construir significados. Por sua vez, a Casa Renascer, que trabalha com meninas que entraram na prostituição infanto-juvenil ou estão em risco de seguir essa direção, enfatiza o ensino do teatro porque possibilita levar a público as temáticas discutidas nas oficinas através de apresentações de peças teatrais, contribuindo para ampliar as discussões e reflexões sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Nas ONGs, as aulas de arte são em formato de oficina, com carga horária entre 4 e 6 horas semanais. Comumente, dispõem de salas apropriadas para cada modalidade de arte ensinada e o número de educandos em cada oficina é menor em comparação à escola formal. Um dos fatores que chama atenção no ensino nas ONGs é a existência de um grande empenho para que as atividades sejam ensinadas de maneira envolvente, prazerosa, de maneira que os educandos se mantenham atraídos e interessados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Ensinar em ONGs é uma atividade relativamente recente e apresenta um elevado grau de complexidade e desafios. O público-alvo tem necessidades desmedidas e, por isso mesmo, demanda um trabalho pedagógico cuidadoso voltado para a reconstrução pessoal e social, fazendo recair sobre os educadores uma série de exigências. Para que o trabalho seja eficaz e dê bons resultados, os educadores devem possuir características específicas que vão além das qualidades técnico-profissionais. Necessitam ter habilidade na relação com o outro, empatia real com o público-alvo, potencial de afetividade equilibrado que gere respeito e ao mesmo tempo confiança, capacidade de agir com autoridade, mas sem autoritarismo, espírito democrático, mas sem permissividade. É indispensável que seja flexível e tenha a disposição contínua de analisar criticamente o processo educativo. Cobram-se, igualmente, um elevado grau de domínio técnico específico das linguagens artísticas. As crianças não querem brincar de ouvir música, querem tocar, compor, formar bandas. Não querem se entreter com jogos teatrais, querem representar, construir cenários, dançar, pintar, esculpir, querem dominar bem as técnicas, querem produzir com qualidade e é exatamente essa produção com qualidade que as leva a se sentirem capazes. Há ainda o fato de que alguns dos educandos vislumbram a possibilidade de virem a se ocupar profissionalmente dessas atividades. Portanto, os educadores devem do minar bem os elementos que constituem seu campo de ensino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;À medida que os educandos passam a dominar técnicas que lhes permitam manejar bem os elementos construtivos de cada arte, a expressar suas idéias com competência, tornam-se mais confiantes. A repetição sistemática de situações nas quais sejam bem sucedidos faz com que modifiquem a maneira de se autoperceberem. A autoestima é um aspecto bastante valorizado nas ONGs porque, de um modo geral, o público-alvo incorpora valores negativos e alimenta sobre si mesmo sentimento de desvalia. É a auto-confiança que vai estimular a buscar e a desejar superar as barreiras que impedem sua inclusão social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Gostaria de ressaltar, ainda, que o processo da construção da auto-estima é afetado por fatores externos e internos. Experiências sistemáticas de sucesso, aquelas que não são fruto do acaso, mas que foram confirmadas pelo desenvolvimento de certas habilidades, tendem a elevar a noção de autoconceito e auto-estima da pessoa. Portanto, a auto-estima não se constrói apenas proporcionando oportunidade para os educandos se expressarem. Outro aspecto importante neste âmbito são as modalidades de arte ensinadas. Enquanto nas escolas institucionais as artes visuais são as mais presentes nas salas de aula, nas ONGs, as mais ensinadas são as que podem ser realizadas coletivamente, como teatro, música, dança. Há uma tendência de se utilizar as modalidades artísticas que favoreçam a montagem de apresentações que possam ser levadas a público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;A opção das ONGs por essas modalidades dá-se, entre outros motivos,  pela elevada importância pedagógica que representam os trabalhos realizados coletivamente, pois um dos pressupostos básicos da educação não-formal é o de que a aprendizagem se dá por intermédio da prática social. Assim sendo, a educação não-formal tem sempre um caráter coletivo. A proposta pedagógica da maioria das ONGs é baseada nos princípios filosóficos de Paulo Freire que se apóiam no diálogo, na análise da prática, na construção do conhecimento a partir da realidade cultural dos educandos e os trabalhos realizados em grupo favorecem a aplicação desses pressupostos. Afora esses aspectos, as apresentações públicas são uma maneira de as ONGs "prestarem conta" aos familiares, à comunidade ou aos financiadores dos trabalhos desenvolvidos. Para os educandos, realizarem algo digno de ser levado a público e aplaudido faz com que se sintam mais seguros e aprovados. O reconhecimento social concorre para a auto-afirmação positiva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;No que tange as metodologias empregadas, há uma tendência a lançar mão da abordagem reconstrutivista. De acordo com essa perspectiva, pretende-se, por meio dos conhecimentos em arte, desenvolver os níveis de consciência crítica dos educandos favorecendo a integração individual e a transformação social. Entretanto, de uma maneira geral, o ensino de arte em ONGs não se fundamenta exclusivamente numa categoria de pressupostos, antes, muitas vezes é empregada uma relação de complementaridade entre as abordagens que podem, conforme a situação, expandir os limites de determinadas vertentes de ensino. Portanto, não se observa nas ONGs um enfoque dominante, embora a Proposta Triangular tenha sido a mais mencionada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;É importante reconhecer que o conjunto de ações das ONGs, inclusive com o atendimento de psicólogos e assistentes sociais, com a distribuição de refeições diárias e a exigência de que os meninos estejam matriculados numa escola regular, contribui para que a população atendida permaneça por mais tempo na escola. Deve-se levar em conta, ainda, que as atividades artísticas contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e comportamentais, atributos que também favorecem ao aproveitamento escolar. A conquista de um nível de escolarização mais elevado representa uma possibilidade real para uma vida melhor, pois, historicamente, no Brasil a educação tem sido um meio de mobilidade social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;_________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;strong&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;BAMFORD, Anne. The wow fator: global research compendium on the impact of the&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;arts in education. Berlin: Waxmann Münster, 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;CARVALHO, Lívia Marques. O ensino de arte em ONGs: tecendo a reconstrução pessoal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;e social. 2005. 143 f Tese (Doutorado em Artes) – Escola de Comunicações e Artes,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;COELHO, Simone C. T. Terceiro Setor: um estudo comparado entre Estados Unidos e&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Brasil. São Paulo: SENAC, 2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;GOHN, Maria da Gloria. Os sem terras, ONGs e cidadadnia: a sociedade brasileira na&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;era da globalização. São Paulo: Cortez, 1997.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;GRACIANI, Maria Stela. Pedagogia social de rua: análise e sistematização de uma&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;experiência vivida. São Paulo: Cortez, 1997.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;VON SIMSON, Olga; PARK, Margareth; FERNANDES, Renata (Org). Educação formal:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;cenário da criação. Campinas: Editora da UNICAMP. Centro de Memória, 2001.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;O doutorado foi realizado na Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;Paulo, sob a orientação da professora Ana Mae Barbosa e concluído em 2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-942631962966025948?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/942631962966025948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=942631962966025948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/942631962966025948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/942631962966025948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_8716.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-6528731590643424071</id><published>2009-01-23T12:43:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T12:46:56.659-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;.26&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;[Relatos de experiência]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:16;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Arte&amp;amp;Cidadania: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;O Movimento Pró-Criança e o Caleidoscópio possível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;Ana Patrícia Santos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;Viviane da Fonte Neves&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;(participação especial de Camila Nogueira)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;O Movimento Pró-criança existe desde 27 de julho de 1993. Este ano será marcante para todos que fizeram e fazem parte dessa instituição: ela completará 15 anos. O MPC, como é conhecido, iniciou suas atividades com cursos profissionalizantes ligados aos jovens, atuando diretamente na comunidade. Nessa época, não se imaginava ser a Arte o foco principal do seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;O espaço físico foi cedido pela Arquidiocese de Olinda e Recife, uma parte de um antigo prédio localizado no bairro dos Coelhos, onde funciona a sua sede até hoje. Alguns profissionais sensibilizaram-se com a quantidade de criança que circulavam pela comunidade e decidiram iniciar atividades sócioeducativas envolvendo oficinas de arte. Segundo Viviane: "no início a proposta metodológica estava em construção, e cada educador tinha sua proposta, porém o objetivo era único: transformar as crianças através da arte".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Os educadores trabalhavam vários conteúdos de artes, realizando atividades externas com visitas aos museus e espaços culturais da cidade. Muitos educandos não saiam da comunidade e, a partir das aulas, tiveram essa oportunidade. O principal tema abordado era a valorização do patrimônio histórico e cultural da cidade. No final de cada oficina, havia uma seleção de desenhos que eram &lt;/span&gt;impressos em camisetas para serem vendidas em quiosques situados em &lt;em&gt;shoppings &lt;/em&gt;da cidade. O objetivo era a divulgação do trabalho, a sensibilização e a aquisição de novos parceiros. Além disso, valorizava e estimulava o processo de criação das crianças, que se sentiam realizadas ao verem as suas produções.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Em 1999, o MPC recebeu um Projeto chamado "Faço Arte com Quem Sabe". As propostas eram inovadoras e contribuíram de forma intensa no processo de criação e fazer artístico. As turmas receberam artistas plásticos, que trouxeram novas técnicas e vivências relativas às suas próprias experiências. Em 2002, surgiu outro Projeto, que foi selecionado a partir de um concurso proposto pelo Instituto Ayrton Senna, chamado "A Terra do Coração Branco". A sua principal contribuição foi o fortalecimento da proposta metodológica a partir de uma formação continuada ligada ao programa de Educação para o desenvolvimento humano através da Arte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Hoje, o MPC tem a Arte como foco principal em suas atividades e vem construindo, junto aos profissionais de diversas áreas, uma proposta interdisciplinar, trabalhando a pedagogia de Projetos e o multiculturalismo; visando à transformação e ao desenvolvimento dos potenciais dos educandos através das oportunidades educativas oferecidas e dos componentes formativos: artes visuais, capoeira, ritmos e movimentos, teatro e leiturização. A comunidade ainda é o tema principal das aulas, os arte/educadores, psicólogas e assistentes sociais fazem um trabalho conjunto ligado às famílias, às escolas e, principalmente, à comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Anualmente, acontece o Festival &lt;em&gt;Agosto das Artes&lt;/em&gt;, que tem como principal objetivo realizar apresentações artísticas de cada componente formativo e divulgar o trabalho para a sociedade. O último, que ocorreu no ano passado (2007), foi considerado um dos melhores - &lt;em&gt;Caleidoscópio, a brincadeira do impossível&lt;/em&gt;. O Teatro Santa Isabel transformou-se num grande caleidoscópio, em que cada criança fazia parte de um fragmento. Cenário, figurinos, danças, músicas, textos, tudo construído por todas as linguagens, cada uma abordando a sua maneira, sem perder a idéia de união e demonstrando a todos o valor da arte em sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-6528731590643424071?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/6528731590643424071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=6528731590643424071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6528731590643424071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6528731590643424071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_2771.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-198831202265697583</id><published>2009-01-23T12:31:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T12:34:37.862-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;.25&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;[Relatos de experiência]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;Arte&amp;amp;Cidadania: Diálogos infanto-juvenis nos projetos formativos do Recife&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Meninos do Campus da UFPE &lt;/em&gt;– um projeto de inclusão social&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right; font-family: georgia;"&gt; &lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;Rosa Vasconcellos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt; O Projeto &lt;em&gt;Meninos do Campus da UFPE &lt;/em&gt;nasceu, em abril de 1999, da constatação de um quadro problemático, no caso, a questão social da infância e adolescência abandonada ou, na melhor das situações, trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;Detectamos que em torno dos edifícios do Campus da UFPE reunia-se um grande número de jovens e crianças carentes, às vezes se dedicando ao trabalho (lavando carros, vendendo cocadas etc), outras vezes, vagando, pedindo esmolas, ou mesmo praticando, ou aprendendo a praticar pequenos delitos, enfim, tentando viver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;Existindo no Centro de Artes e Comunicação da UFPE um Curso de Licenciatura em Educação Artística objetivando a formação de educadores, sentimo-nos na obrigação de nos posicionarmos diante desse quadro. Foi dessa maneira que o projeto surgiu, foi se constituindo, tomando vida, a partir da idéia apresentada pelo aluno da Disciplina Prática de Ensino em Artes Plástica 1, Manuel Romário Saldanha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;Cadastramos essas crianças, totalizando 83 (oitenta e três) entre crianças e jovens. Desses cadastros surgiram informações a respeito dessas crianças e adolescentes que vivem nas ruas, não porque são vadios ou porque são menores abandonados, tampouco por serem filhos de pais irresponsáveis, mas por procederem de famílias vitimadas pela exagerada disparidade social. Nesse sentido, é fundamental refletir sobre o perfil das famílias e sobre qualquer questão relacionada à problemática da infância e adolescência. Essas famílias são chefiadas pela mulher, visto que seu cônjuge é inconstante ou ausente. Coabitam juntos com filhos, netos, sobrinhos. Tem uma história de vida sofrida, sem perspectivas, buscando soluções práticas e de preferência já prontas e imediatas, visando suprir necessidades mais urgentes, como alimentação, habitação, saúde, educação, afeto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;No que diz respeito à escolaridade, só uma pequena porcentagem dos chefes de família já freqüentou a escola, não chegando a concluir o ensino fundamental. Estão desempregados e, na ausência da escolaridade, resta-lhes o mercado informal, realizando atividades como vender picolé, pipocas, catar papelão, biscates, tomar conta de carro. Essas atividades geram pequenas rendas que, somadas ao trabalho, à mendicância (ou pequenos furtos dos filhos), à ajuda de vizinhos e familiares, fazem com que sobrevivam. São comuns situações em que, para a criança ou o adolescente serem aceitos em casa, têm por obrigação trazer dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;Em síntese, e de forma genérica, foi nesse cenário que se situavam as crianças e os adolescentes com os quais desenvolvemos o Projeto &lt;em&gt;Meninos do Campus da UFPE&lt;/em&gt;. Do cadastro dessas crianças e jovens, passamos à confecção de um esquema de atividades lúdicas, educativas e, porque não, profissionalizantes, com vistas a "atrair" tanto a nossa clientela, quanto obter sua adesão à nossa proposta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Procuramos pensar o projeto a partir dos conceitos centrais de história e identidade individuais e culturais como forma de resgatarmos coletivamente o processo de uma socialização fragmentada pelo cotidiano e pelas políticas sócio-econômicas vigentes. Na construção da proposta, recorremos a 5 (cinco) pontos básicos, a saber: a utilização do conceito de cultura numa visão freiriana; a história da arte, como história da cultura na qual o grupo se insere sem desprezar o estudo e o conhecimento da cultura universal; a sintaxe dos elementos visuais e plásticos; a leitura de imagens e o fazer artístico resgatando a sua expressão gráfica indi&lt;/span&gt;vidual; vinculando-os a uma dimensão utilitária e profissionalizante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Ainda fazendo parte da dimensão metodológica trabalhamos conceitos e ações ligadas à cidadania, valores, atitudes, partindo sempre de determinados conteúdos. Naturalmente, esses conceitos foram adequados à capacidade de apreensão do grupo e foram construídos, também, a partir de suas experiências e vida cotidiana. Fazendo-nos conviver com crianças e jovens, descobrir, com eles e para eles, os caminhos de uma ação educacional que, partindo do estágio em que eles se encontravam, pudéssemos acrescer novos desafios, procurando criar um ambiente afetivo e físico, a cada dia, no qual eles fossem assumindo um novo espaço como um lugar possível de mobilizá-los para um novo relacionamento consigo mesmo, com o outro e com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;O comportamento agressivo, desconfiado, que inicialmente eles apresentaram, rompia todo o esquema organizado para recebê-los nos ateliês preparados para acontecerem as oficinas de arte. Durante as oficinas, crianças e jovens se agrediam mutuamente, gritavam umas com as outras, trocavam grosseiras e o desespero tomou conta de nós. Nos encontros destinados à reflexão, sentíamos no grupo o susto, o medo de todos. O que fazer? Como fazer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Vivíamos o impacto entre tudo aquilo que imaginávamos ser necessidade e a realidade em si – vida gritante – dentro de cada participante do projeto. Foi esse o momento de confronto de dois mundos. Ao invés de ensinar as crianças e jovens, partimos para aprender com eles. Nas oficinas, o desperdício de material era grande, mas, por outro lado, adquirimos mais confiança, ficamos mais perto deles, da identidade, da cultura, de seus sonhos e, assim, construímos uma relação verdadeiramente humana, e tudo começou a se modificar as partir do RE-APRENDER, do RE-CONHECIMENTO da realidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Todo esse processo permitiu o crescimento de todo o grupo: coordenador, estagiário e alunos. Como atendemos a uma comunidade carente, ou socialmente excluída, estamos tentando implementar um modelo pedagógico alternativo ou complementar à escola pública, voltado para um ensino baseado em valores e atitudes, cidadania e criação de um profissional minimamente qualificado para atuar no mercado informal. Através do conceito de auto-sustentação e qualidade de vida, buscamos criar junto aos alunos atividades e mentalidades cotidianas que os habitem para uma nova prática política e profissional; a arte foi nesse momento a grande sacada que encontramos na tentativa de introduzir o aluno como agente social na luta por uma cidadania plena. O ensino da arte seriamente trabalhada surgiu como um campo fecundo na redução de quadros sociais problemáticos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;A sociedade, a cada dia, reduz aos jovens sua participação no mercado de trabalho, retardando, assim, a esses excluídos criar novas formas de participação e cidadania. A importância da Arte Educação, quando encarada como elemento de revitalização social através de suas práticas e produtos culturais, é muito grande e ainda pouco explorada. Com uma visão mais crítica da sociedade, com uma maior conexão com as necessidades e problemas da comunidade, poderia, assim, ser o novo horizonte de uma nova escola que precisa nascer imediatamente tendo a arte como eixo condutor do processo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;A arte, em sua função de criar uma cidadania estética, o que implica a erradicação do analfabetismo estético, resulta, pois, de toda uma visão de mundo, que é ao mesmo tempo filosófica, política, econômica, social e cultural. Dentro dessa perspectiva, acreditamos ter contribuído para a construção de um novo modelo político pedagógico. A atividade é sempre enriquecida com temas e módulos, que são trabalhados a partir de discussões e interesses expressados pelos alunos, em que são provocados debates relacionados com o entorno coletivo dos alunos na construção de sua identidade e no resgate de sua cidadania.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;A discussão da problemática social foi contextualizada com a leitura de imagens; os conteúdos da arte foram introduzidos e vivenciados buscando expressividade individual dos jovens. Como resultado do nosso trabalho, observamos maior participação e envolvimento nas atividades propostas, crescimento do repertório gráfico-plástico, enriquecimento da expressão individual e social, melhoria da auto-estima, melhor relacionamento grupal e um produto cultural de qualidade, os cartões, produto confeccionado pelas crianças e jovens nas Oficinas de Papel Reciclado e Gravura Alternativa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Ao final de nossas reflexões, não apresentamos conclusão, mas, tendo em vista que estamos inseridos num processo, apresentamos algumas considerações que julgamos relevantes. A viabilidade da proposta metodológica constata-se pelo fato de que as crianças e os jovens não são obrigados a participarem, mas não faltavam às oficinas e exigiam atividades, uma vez que conquistavam um olhar diferente, crítico, renovado e poético, e nossa proposta pedagógica foi se estruturando no sentido de desenvolver um novo projeto de vida, estimulando sonhos e construindo cidadania.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Observando o percurso, a construção desse caminho, em relação às oficinas de arte, foi muito árdua, mas, ao mesmo tempo, repleta de muitas descobertas, desafios, emoções, aprendizagens e, conseqüentemente, mudanças em todo o grupo envolvido no projeto: coordenador, estagiários, jovens e crianças. Dessa forma, sempre partimos do RE-APRENDENDO – RE-CONHECENDO, olhando cada vez mais esses sujeitos que aprendem a cada instante e nos ensinam a aprender. O Projeto &lt;em&gt;Meninos do Campus &lt;/em&gt;teve uma função múltipla. Primeiramente, em laboratório de experimentação de ensino-aprendizagem em arte, do qual se beneficiaram os alunos da Prática de&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Ensino em Artes Plásticas do Curso de Licenciatura em Educação Artística. Durante 7 (sete) anos de existência do Projeto, cerca de 78 alunos de Licenciatura em Artes Plásticas fizeram seu estágio curricular, sem contar com a participação de outras licenciaturas. Todos esses alunos se beneficiaram da experiência pedagógica que o Projeto ofereceu. Em igual importância, o Projeto funcionou como Extensão Universitária, beneficiando e dando oportunidade a uma parcela da camada da população – privada de recursos e oportunidades – a desenvolver suas potencialidades artísticas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Mas, para transformar em ação, é preciso que haja livros, materiais, espaço e equipamento, porque profissionalizar não é só qualificar o professor, mas também possibilitar que ele seja inserido numa condição de desenvolvimento em que essa formação continuada reverta-se, em longo prazo, numa carreira. Não se forma só para ensinar melhor, mas também para que se possa viver melhor, como cidadão, como indivíduo e como profissional. E essa formação precisa ser reconhecida num plano de carreira, garantindo, junto com a formação, melhoria salarial e de condições de trabalho. Assim caminhou o Projeto &lt;em&gt;Meninos do Campus da UFPE&lt;/em&gt;, resgatando sonhos, construindo cidadania numa aventura criadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-198831202265697583?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/198831202265697583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=198831202265697583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/198831202265697583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/198831202265697583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_1907.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-781292932034952032</id><published>2009-01-23T12:07:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T12:12:37.931-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;.24&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:18;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:180%;" &gt;Teatro perto dos olhos e perto do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;Williams Sant'Anna&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;O representar é uma característica humanamente humana. Fazer-se passar por algo ou por alguém que não se é remonta à nossa pré-história, quando os "homens da caverna" imitavam os sons dos animais no intuito de atraí-los à caça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;Diante da globalização, da presença cada vez mais marcante das mídias eletrônicas e dos processos de rápida comunicação e sua relação com as expressões artísticas, com a presença massificada (e massificadora) da produção televisiva e cinematográfica (graças, em grande parte, ao "mercado paralelo"), como a arte milenar da representação teatral pode encontrar seu espaço e constituir sua perenização?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;color:black;"   &gt;As respostas talvez estejam fundamentadas em seus preceitos básicos – o teatro é uma arte eminentemente presencial, que requer a presença do seu intérprete-criador diante de um público-receptor. O teatro possui uma linguagem específica, que o diferencia e o distancia das outras que utilizam o ator (além da presença física), constituída a partir da análise e observação de atores, encenadores e teóricos, culminando na construção da teorização de sistemas e processos de encenação e, conseqüentemente, materialização de uma idéia ou texto transformado em expressão cênica – a teatralização. Existem inúmeras formas de transpor à cena, por exemplo, uma cachoeira. No cinema, a captação da imagem real da cachoeira seria suficiente para repassar ao público a imagem indiscutível do objeto, de forma precisa e inequívoca. Só o exercício permanente do diálogo entre o teatro e o público poderá criar laços estruturais entre eles. O teatro precisará estar perto dos olhos e perto do coração do seu público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Três projetos merecem destaque no estabelecimento do contato constante, permanente e insurgente do Teatro com uma parcela da população que possui pouco acesso aos produtos artístico-culturais, numa promoção da Secretaria de Cultura do Recife e Fundação de Cultura Cidade do Recife.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;O &lt;strong&gt;Projeto Educação Para o Teatro&lt;/strong&gt;, construído inicialmente para contribuir com a formação do público para o Teatro e estimular o acesso ao Teatro Barreto Junior pela população do Pina e Brasília Teimosa, ocorre ininterruptamente há sete anos. Idealizado e coordenado pela Gerência de Serviço do Teatro Barreto Junior (Sr. Oswaldo Pereira) em parceria com as Gerências Operacionais de Teatro (Célio Pontes) e de Serviço de Teatro (Williams Sant'Anna), o Projeto estabeleceu uma relação com as escolas e entidades sociais do entorno do Teatro Barreto Junior. A partir de junho de 2006, com o fechamento do Teatro para reforma e requalificação técnica, o projeto adquiriu um outro formato – contando com o apoio do MTP – Movimento de Teatro Popular, levando os espetáculos às praças, ruas, pátios e quadras de escolas e entidades sociais, aproximando-o mais do universo cotidiano do seu público–alvo e estimulando os desdobramentos pedagógico-culturais de sua realização.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;É nítida a familiarização que o Projeto estabeleceu entre o público e a linguagem teatral, bem como o estímulo à representação teatral e, conseqüentemente, à subjetividade dos alunos nas escolas, dinamizando os processos educativos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;O &lt;strong&gt;Projeto Multicultural de Artes Cênicas-Teatro&lt;/strong&gt;, desenvolvido pela Gerência de Serviço de Teatro da FCCR, foi iniciado em julho de 2006 e objetiva levar espetáculos às comunidades, cumprindo a descentralização cultural, ampliando a possibilidade do escoamento da produção e estimulando a organização e produção teatral nas comunidades. Além dos espetáculos – que são levados às praças, auditórios, clubes e salões comunitários (com a realização posterior de um debate), escolas e organizações sociais têm levado seus grupos às casas de espetáculos. Essa segunda modalidade do Projeto contribui com a manutenção das temporadas (os ingressos são adquiridos diretamente dos grupos e produtores) e aproxima a comunidade dos equipamentos culturais do Recife. O Projeto ainda atende os alunos da rede municipal de ensino e do PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da Prefeitura do Recife - e os grupos de idosos acompanhados pela Secretaria de Assistência Social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Nas Refinarias Multiculturais Sítio Trindade e Nascedouro de Peixinhos, um outro projeto - &lt;strong&gt;Domingo é Dia de Teatro &lt;/strong&gt;- tem promovido apresentações de espetáculos, aos domingos à tarde, com acesso gratuito, especialmente voltados ao público infanto-juvenil. O Sítio Trindade é notoriamente um espaço incorporado ao movimento cultural do Recife e legitimado pela presença constante do púbico em todas as realizações. Com a promoção das apresentações aos domingos o público ganha mais uma opção de lazer e entretenimento e estreita a relação e o dialogo com a representação teatral. Na nova Refinaria de Peixinhos, o Projeto vem adquirindo uma importância sócio-cultural e pedagógica, aproximando o público do equipamento cultural (a cada domingo a quantidade de espectadores é maior), numa alternativa de qualidade de lazer e entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Certamente essas ações contribuem para a construção de uma relação diferenciada com o teatro, com reflexos na formação de cidadãos e profissionais de quaisquer áreas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-781292932034952032?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/781292932034952032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=781292932034952032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/781292932034952032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/781292932034952032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_23.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-3995668801996154107</id><published>2009-01-22T19:04:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T11:48:59.309-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-size:18;" &gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;.23&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-size:18;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Arqueologias do presente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bruna Rafaella&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Na esteira de um mundo ambientalmente correto e preocupado com sua herança, surgiu um campo de atuação novo para os arqueólogos: a avaliação e o salvamento do patrimônio arqueológico ameaçado por grandes empreendimentos. (&lt;strong&gt;Arqueologia de contrato&lt;/strong&gt;*)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arqueologia do presente é o termo dado a toda produção plástica que possui em seu cerne o ato de extrair dos vestígios do meio urbano, sejam eles materiais e/ou humanos, base simbólica e criativa na elaboração de um conceito estético. Para realizar seu trabalho, o arqueólogo do presente lança mão de diversos procedimentos. Em campo, procura identificar e registrar com câmera fotográfica, filmadora, desenho, gravura, entre outros, aspectos que lhes mostram peculiares na cidade. Nesses sítios o artista/arqueólogo documenta estruturas e coleta objetos que pertencem ao cotidiano da sociedade em que está inserido demonstrando, primeiramente, um repertório de escolhas formais. Em seguida, inicia a fase de estudos e trabalhos plásticos em atelier (laboratório), onde parte para segunda etapa do processo criativo na elaboração da obra plástica, editando todo material registrado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que deve se manter ou ser descartado nesse meio infinito de possibilidades? Que tipo de ação pode tornar um objeto isento de sua função original (lixo), em peça para contemplação, entretenimento e fruição? Para o arqueólogo do presente todo material humano merece ser preservado, e pode ser eternizado em forma artística. As discussões sobre preservação de memória crescem, à medida que cresce a consciência dos homens em relação ao tempo atual.  A cidade tem passado por um processo de transformação tão rápido e rígido, regido pela ditadura da segurança e do progresso econômico, que ao nos darmos conta nos sentimos indefesos e ao mesmo tempo imbuídos de uma obrigação social de transformação desse contexto opressor. Por vezes, outra força que nos faz mover é o fetiche de possuir um objeto raro, a vontade de colecionar, de manter uma parte desse contexto prestes a sucumbir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Indo do gosto comum ao modismo, passando pela produção plástica de diversos artistas que trabalham com extrativismo urbano, percebemos ainda muito forte a herança do processo criativo gerados pelos experimentos dos surrealistas, dadaístas, com seu maior expoente no artista Marcel Duchamp. A diferença e contribuição que a nova geração vem a acrescentar na história da arte estão justamente na motivação dessas ações. Enquanto esses movimentos denunciavam e protestavam contra uma civilização que não conseguia evitar a guerra, a produção visual atual a que detenho minha reflexão busca o belo no meio de um turbilhão de elementos produzidos de forma desenfreada por uma sociedade de consumo que não pára de acumular informações. E dessa infinidade de objetos e informações sempre tenho a desconfortável sensação de obter o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sob essas reflexões elaborei o trabalho "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gravação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;". Trata-se de uma ação performática que gera uma série de gravuras, monotipias, que possuem como matriz, grades de ferro ornamentais de edificações nas cidades em desuso, encontradas, geralmente, em depósitos de ferro velho. Nessa performance, foi usada tinta na cor branca sobre os portões e impressas as grades sobre as roupas que uso durante a ação. O resultado plástico são os registros da performance em fotografias e vídeos, e monotipia com imagens das grades espalhadas sobre vestidos de forma aleatória.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;     &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa pesquisa plástica começou em 2005, de forma bastante experimental, onde por meio de um processo químico muito simples a ferrugem da matriz era passada para tecido. Outro desdobramento dessa pesquisa se dá na impressão de grades realizada em prédios da cidade. Nessa situação os trabalhos recebem título de acordo com o local onde foram feitos. Por exemplo, "Antiga Escola de Belas Artes, 2006" (atual edifício do Liceu de Artes e Ofício). Dessa forma, tomo o trabalho como uma espécie de catalogação, processo corriqueiro da arqueologia científica, gravando não apenas imagens ornamentais, mas também um dado local, contextualizado numa época específica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como muitas dessas configurações de grades de ferro não são mais industrializadas, venho através dessa pesquisa reivindicar a existência desse material, mesmo que de forma efêmera tal qual no caso das gravuras realizadas com ferrugem. Em outro plano de leitura, o trabalho pode nos parecer um documento dos costumes e da memória recifense, onde o ferro na construção de portões, janelas, óculos, pontes, sacadas, etc., sempre esteve lado a lado do processo de urbanização como elemento que presta igual valor a idéia de segurança e ornamentação. Em todos os níveis sociais, em diversas gerações, vemos portões de ferro pela cidade, somando beleza e cor, dos remendos de casas populares da periferia às edificações pomposas do governo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nesse processo, me mantenho no limiar que retira das memórias (pessoais e coletivas) as itinerâncias que compõe o diálogo entre a obra, o tempo, a ação, o sujeito e que nesse desenrolar de sentidos uma especulação acerca de uma arte pública abre mão para noções que norteiam muito mais um processo de busca pessoal. O arqueólogo do presente que, como tantas outras pessoas livres desse tipo de rotulação, passa por um processo de iniciação quando percebe uma ligação "mágica" entre a cidade (como organismo vivo), sua relação com esta e sua identidade. Nessa busca o sujeito percebe que vive dentro de si, sua fonte de inspiração e seu próprio inimigo, e fora dele o tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Disponível em: ITAÚ CULTURAL. http://www.itaucultural.org.br/arqueologia/pt/oq_arqueologia/contrato00.htm. Acessado em 05/04/2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-3995668801996154107?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/3995668801996154107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=3995668801996154107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/3995668801996154107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/3995668801996154107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/esta-postagem-foi-publicada-em-dilogos.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-1007499622074448387</id><published>2009-01-22T19:00:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T11:50:02.111-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;.22&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(112, 48, 160);font-family:Georgia;font-size:18;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;CIRCO: Ainda é a maior diversão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;em&gt;Gilberto Trindade&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;"Não tenho dúvida, a arte-educação é um dos caminhos, embora árduo, para a solidariedade. Essa expectativa tem uma dimensão maior quando tratamos do universo do Circo, pois esta arte tem proporções maiores a partir da sua lona, suas luzes, seus figurinos, seus adereços e suas técnicas". *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;As escolas de Circo sociais têm uma rede de articulação coordenada e apoiada pela rede &lt;em&gt;Circo do Mundo&lt;/em&gt; no qual faz parte o Cirque Du Solei, onde se trabalham vários pilares pedagógicos de trocas de experiências entre estas e somam-se uma média de 50 delas espalhadas pelo país. Uma das discussões mais ferrenhas nos encontros da rede é a tentativa de desmistificar a idéia da "salvação" por parte das escolas e ainda pelo senso comum que todas as crianças e jovens nestes projetos são de rua. O primeiro ponto é o papel da arte em diversas expressões, no caso o Circo não tem essa função social (salvacionista). Ela nasce da necessidade do homem comunicar-se e expressar-se como agente transformador do cotidiano, buscando elementos que o ajudem na sua performance como: objetos para jogar, equilibrar, fazer sumir, brincar com fogo, elemento que por muito tempo foi tão sagrado, domar animais, tirar proveito da sua comicidade ou de seu entorno, manipular o corpo de formas não pensadas, daí surge à arte circense como chamariz de uma conquista que integra respeito, confiança, troca de experiência, levando as crianças e os jovens que participam desses projetos a uma &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;possibilidade&lt;/span&gt; de transformação nas suas vidas e das pessoas que estão ao seu redor e a comunidade familiar, pois na maioria dos casos esses educandos têm pai, mãe e irmãos, ou seja, um núcleo de família, mas preferem a rua pela vida difícil nos seus lares e esta apresenta desafios inusitados, por isso o fascínio do circo que envolve risco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Existe toda uma metodologia para se aplicar os ensinamentos das técnicas circenses nos projetos sociais, com constantes encontros e capacitações, mas é sabido que não existem fórmulas; é a custo do dia-dia que se vai crescendo e contornando as dificuldades. De encontro a esse raciocínio, temos algumas ONG´S compostas de pessoas que sabem como proceder eticamente, mas usam a idéia "salvadora" para conquistar espaço em benefício próprio, principalmente, financeiro, existindo infelizmente muitos apoiadores para esse tipo de conduta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Nas periferias, onde os Circos de bairros têm seu foco, a princípio desorganizados e sem pretensões de fazerem apresentações de alto nível, eles sabem exatamente (por uma rede de comunicação entre os afins) onde vão armar sua casa de espetáculos e que tipo de atrações irá interessar ao público, a sua sobrevivência, que os acompanha pela estrutura material e do espetáculo existindo uma forma de entretenimento particular que dialoga em perfeita sintonia com as comunidades das grandes cidades. A quantidade de público ao seu redor, a música a ser tocada, o figurino e os números que apresentarão, gerando uma renda razoável por três semanas (no mínimo), pois, muitas vezes, as mudanças requerem custo e há pouca disponibilidade de terrenos. Neste quadro o público comparece em massa por muitos motivos, desde esta identificação com o espetáculo até a proximidade da sua residência por economizar passagem, não precisando usar roupas que requeiram uma produção extra cotidiana, e pode levar toda a família, inclusive, o cachorro e os colegas do bairro, e por conta do baixo valor do ingresso, irá mais de uma vez àquele circo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Na outra margem do show circense, temos as grandes companhias que exploram uma clientela específica, geralmente instalam seu espetáculo em grandes shoppings e teatros onde disponibilizam de uma infra-estrutura como: estacionamentos, segurança, conforto, aliado a um forte poder de marketing, liderado pela televisão; A principal característica destes espetáculos são as produções que aliam a tradição a uma forte inclusão de tecnologia para causar efeitos na apresentação, repercutindo diretamente no público, cativando-o, pois este tem uma enorme opção de lazer pelo seu alto poder aquisitivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;A tradição circense familiar, onde gerações vão se perpetuando no fazer arte, está se perdendo principalmente neste começo de século, é inegável a contribuição das trupes contemporâneas vindas do teatro e dança, como também das escolas não importa que sejam elas de técnicas ou sociais, contribuem e contribuirão para uma quantidade e qualidade, à arte circense, e elas não negam a tradição, colocando-a numa perspectiva vanguardista não só como espetáculo como no sentido da platéia que dará este caráter, pois ela é mutante pela itinerância da vida circense e pelo sentido temporal das gerações que assistiram sentido temporal das gerações que a assistiram e irão desfrutar do "maior espetáculo da terra."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;font-size:100%;"&gt;* Trecho do artigo escrito pelo mesmo autor para Escola Pernambucana de Circo no encontro da rede Circo do Mundo no Recife, em 2007 "O futuro: Circo do Mundo para o Mundo".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-1007499622074448387?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/1007499622074448387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=1007499622074448387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1007499622074448387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1007499622074448387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_625.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4288173780826767451</id><published>2009-01-22T17:34:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T11:51:28.349-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: right; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;.21&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 153);font-family:Times New Roman;font-size:18;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:180%;" &gt;A experiência em ensino de arte da casa da criatividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Emília Patrícia de Freitas&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A idéia primeira da Casa da Criatividade, começou a tomar forma por volta de 1996, onde foi criado seu símbolo e seu slogan: "Vamos Construir ESTA* idéia". O projeto, também intitulado Projeto Sócio-Educativo de Ações Integradas, consistia no desenvolvimento de ações sócio-educacionais alternativas visando o atendimento e a promoção das necessidades básicas das crianças e adolescentes, marginalizadas e empobrecidas residentes na comunidade do Coque. Em linhas gerais, o &lt;strong&gt;PROJETO SÓCIO-EDUCATIVO DE AÇÕES INTEGRADAS – CASA DA CRIATIVIDADE,&lt;/strong&gt; buscou efetivar seus projetos sociais e educacionais junto às crianças e adolescentes da comunidade do Coque, com ações que interferissem, positivamente e qualitativamente, na melhoria das condições de vida do público alvo acima descrito, revertendo-se em incremento de renda e no acesso qualificado ao mundo do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas antes de apresentar a proposta formativa atual da "Casa da Criatividade", faz-se necessários alguns esclarecimentos sobre a comunidade onde ela atua diretamente, como também, sobre a Organização não-governamental ao qual ela está vinculada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A comunidade do Coque é uma favela da periferia urbana da cidade do Recife/PE. O Coque é, na verdade, uma ilha (Ilha de Joana Bezerra) com 133 hectares de área e uma população estimada em 48 mil habitantes. A qualidade de vida no bairro e o atendimento as necessidades básicas de infra-estrutura, saúde, educação, alimentação e emprego, são precários. Cerca de 80% da população vive em estado de pobreza crítica, sobrevivendo com renda média entre ½ e 01 salário mínimo. Entretanto, um dos principais problemas da comunidade tem sido o aumento significativo da violência, motivada pela expansão do narcotráfico na localidade. Nesse contexto, crianças, adolescentes e jovens tem sido um público crítico, pois vêem sendo sistematicamente cooptados pelos grupos de narcotráfico local. Apesar de sua localização privilegiada no centro do Recife, a comunidade não está integrada à vida da cidade. Há uma espécie de "barreira invisível", que funciona como bloqueadora dos projetos de crescimento da comunidade. Percebida como uma comunidade violenta, o Coque viu-se enredado num ciclo extremamente perverso: ninguém ajuda, pois a comunidade é violenta; a comunidade é violenta e por isso ninguém ajuda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com uma equipe formada por pedagogos, psicólogos, advogados, médicos, arte/educadores, educadores sociais, educadores Holísticos, entre outros, o Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis –&lt;strong&gt;NEIMFA&lt;/strong&gt;- em seu modelo formativo que articula educação, arte, formação cultural e profissionalização é uma das poucas organizações que atua neste ambiente há quase 22 anos sem sofrer quaisquer interrupções em seus trabalhos. Reconhecido pelas lideranças e pela comunidade, conseguiu mobilizar ações de proteção social para as crianças e adolescentes, visando a reversão ativa dos problemas enfrentados pela comunidade. O NEIMFA hoje tem entre suas principais finalidades:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol style="font-family: georgia;"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Promoção e a defesa dos direitos das crianças, adolescentes, jovens e adultos moradores em situação de vulnerabilidade das periferias urbanas da Região Metropolitana do Recife;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;O desenvolvimento de ações sociais educacionais, em todos os seus aspectos, áreas e dimensões, através de projetos de desenvolvimento comunitário e sustentável voltados à reversão das causas geradoras de exclusão e miséria;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;A promoção dos direitos humanos, do voluntariado e do associacionismo como dever social, exercício da solidariedade e formação para a cidadania.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cerca de 10 anos após a construção da proposta inicial, a "&lt;em&gt;Casa da Criatividade&lt;/em&gt;" junto com a reforma do estatuto do NEIMFA, sofreu algumas modificações em sua estrutura organizacional. A Instituição passou a distribuir-se em Núcleos de Ação, cada um deles com suas respectivas ações e metas. Concretiza-se, então, o &lt;strong&gt;NÚCLEO DE ARTE E CULTURA&lt;/strong&gt;. Dentre os objetivos a serem concretizados por esse Núcleo estão:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol style="margin-left: 37pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Promover o desenvolvimento cultural das crianças, jovens e adultos, através da valorização de seu repertório artístico e estético;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Planejar, executar e avaliar programas e projetos voltados à produção de bens simbólicos e culturais;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Desenvolver ações e experiências formativas nas áreas de música, dança, artes visuais, teatro e literatura para crianças, jovens e adultos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O &lt;em&gt;Núcleo de Arte e Cultura&lt;/em&gt; realiza uma série de ações, entretanto, a mais abrangente, representativa e sistemática são as ações de planejamento e execução dos programas formativos para o Ensino de Arte: a "&lt;em&gt;Casa da Criatividade&lt;/em&gt;". A "&lt;em&gt;Casa da&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;     &lt;em&gt;Criatividade&lt;/em&gt;" busca desenvolver estratégias formativas voltadas ao cultivo da imaginação criadora e a produção de bens simbólicos e culturais, representadas na forma das linguagens artísticas e de entretenimento, nas áreas de música, dança, circo, artes visuais e cênicas. A "&lt;em&gt;Casa&lt;/em&gt;" é responsável pelas atividades de formação em ensino de arte dos arte/educadores da Instituição, que planejam, executam e avaliam as &lt;em&gt;Oficinas de Artes&lt;/em&gt; para as crianças, jovens e adultos da comunidade do Coque.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde que retomou suas ações educativas, já realizou 05 (cinco) grandes cursos de formação para arte/educadores:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;*O Ensino de Arte no Âmbito das ONGs;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;* O Desenvolvimento da Expressão Artística da Criança;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;* Teoria e Prática do Teatro-Educação;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;*O Processo de Avaliação no Ensino de Arte;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;* Arte-Educação Pós-Moderna: princípios e processos;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;*Arte Baseada em Comunidade: uma perspectiva intercultural (em andamento).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os cursos são organizados de modo a contemplar temáticas variadas, relevantes e contemporâneas da arte e de seu ensino. A proposta formativa dá ênfase a uma orientação pós-moderna da arte/educação voltada à atuação no campo não-formal da educação e ao desenvolvimento de ações voltadas a educação cultural e estética através do ensino de arte como mediação cultural e social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As formações estão distribuídas em módulos (intensivo, continuado e cultural). No módulo intensivo, a temática central é objeto sistemático de estudo e conta com a participação de pedagogos, sociólogos, psicólogos, artistas e demais profissionais que visem à formação integral do ser humano. Nos encontros de &lt;em&gt;Formação Continuada&lt;/em&gt;, que acontecem mensalmente, dar-se continuidade aos estudos e discussões dos &lt;em&gt;Cursos de&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;     &lt;em&gt;Formação&lt;/em&gt;, além de promover os encontros de planejamento, monitoramento e avaliação das &lt;em&gt;Oficinas de Arte&lt;/em&gt;. Mensalmente, também, acontecem os encontros de &lt;em&gt;Formação Cultural,&lt;/em&gt; onde os arte/educadores realizam visitas aos Museus, Galerias, Teatros, Cinemas, Feiras de Arte e Artesanato e demais locais onde a arte e as manifestações artísticas e culturais acontecem. Esses encontros são de fundamental importância, pois ampliam o repertório artístico e cultural dos arte/educadores, como também, promovem a interação e a criação de vínculos de amizade entre os participantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Outra importante ação da "&lt;em&gt;Casa da Criatividade&lt;/em&gt;" são as Oficinas de Arte.   Nessas oficinas, são executados projetos de Arte nas várias linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Teatro e Literatura.  Cada oficina atende uma média de 20 beneficiários, numa carga/horária média de 30 horas/aulas. Vale ressaltar que a qualidade do ensino construído e materializado nas oficinas deve-se ao acompanhamento sistemático das ações pelos coordenadores do programa, além da participação efetiva dos arte/educadores nos cursos de Formação e nas atividades de Formação Continuada e Cultural. Os participantes que integram as Oficinas de Arte também realizam encontros culturais os mais diversos. Ao término das oficinas uma &lt;em&gt;Mostra de Arte &lt;/em&gt;é organizada. Nessa Mostra, os resultados obtidos/construídos nas oficinas são levados ao público que compõe a Instituição, como também, aos pais, parentes, amigos dos alunos e para a comunidade. Nós últimos três anos, as ações já beneficiaram, diretamente, mais de 300 crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O NEIMFA, desde o início de sua existência, sempre esteve preocupado com a formação integral do ser humano e, de modo mais ou menos objetivo, as linguagens artísticas sempre estiveram presentes em nossas ações, pois tínhamos consciência de como a arte está impregnada em nosso dia-a-dia, além de permitir a experiência estética, ou seja, a capacidade de contemplação, de reflexão, de análise, de julgamento, de fugir da realidade, de conhecer outros mundos, de amenizar a solidão, de compreender o ser humano e, por conseqüência, compreender, valorizar, respeitar e amar a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todavia, foi apenas após a sistematização das ações, por volta de 2005, que passamos a ter clareza da demanda e interesse real das pessoas pelas &lt;em&gt;Oficinas de Arte&lt;/em&gt;. Quando se divulga uma oficina de dança, por exemplo, em que são oferecidas 25 vagas, a procura é três vezes maior. Infelizmente, nos deparamos aqui com um de nossos limites: o financeiro. Todos os arte/educadores, que são jovens da comunidade entre 18 e 30 anos, atuam como voluntários. Assim, organizam suas vidas entre os aspectos profissionais fora da Instituição e os de atuação voluntária na "&lt;em&gt;Casa&lt;/em&gt;". Os limites financeiros fazem que nossas ações sejam restritas a um número ínfimo diante da demanda/desejo da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Arte é uma presença importante dentro do NEIMFA, por que está presente, também, fora da instituição. A comunidade do Coque, já foi muito reconhecida por suas ações artísticas e culturais. Hoje, sufocados pelo descrédito e pelo inexistente apoio das ações governamentais, a comunidade amarga em seus aspectos mais básicos da dignidade humana. Assim, como proposta de reverter esse quadro de exclusão do conhecimento da arte, que é conhecimento do mundo, as nossas ações de formação/ atuação em arte buscam permitir o acesso aos moradores aos bens artísticos e culturais produzidos ao longo da História pelos homens e, ainda, construir formas de resgatar, valorizar e divulgar as atividades estéticas produzidas na comunidade.&lt;sup&gt;&lt;br /&gt;     &lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim, ressalto, mais uma vez, que ao longo desses anos de ação/atuação muitos problemas já foram formas de obstáculos, todavia, compreender a arte e seu ensino como prática educativa, que vem tendo uma crescente melhora na qualidade de vida dos sujeitos nela inseridos, serve como requisito aos nossos arte/educadores para continuar desempenhando, voluntariamente, as ações de &lt;em&gt;Formação em Ensino de Arte da Casa da Criatividade. &lt;/em&gt;A eles, evidentemente, esse texto é carinhosamente dedicado. Como também aos amigos Everson Melquíades, Selma Santos e Tatiana Araújo que decidiram não apenas sonhar, mas concretizar uma experiência de valorização do que há de mais humano nos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt; A palavra ESTA foi escrita toda em caixa alta, pois representava os níveis de atuação da proposta: Educação, Saúde, Trabalho e Arte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4288173780826767451?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4288173780826767451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4288173780826767451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4288173780826767451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4288173780826767451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2009/01/blog-post_22.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7557516811279961221</id><published>2008-06-08T06:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T07:05:16.789-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.20&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Formação continuada dos(as) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;educadores(as) como espaço &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de diálogo com a arte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cristiane Maria Gonçalves Soares;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gisélia Maria Sátiro da Silva;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jaísa Farias de Souza Freire;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Auxiliadora de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A formação docente, nos últimos anos, vem sendo revisitada como um dos pontos centrais para o desenvolvimento de uma educação que responda às exigências impostas pelas novas relações estabelecidas nas sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A institucionalização da formação continuada dos profissionais da educação se constitui em aspecto conseqüente para a qualidade da educação pública, desde que a consideremos como espaço de acesso dos educadores à diversidade de conhecimentos que se produz no âmbito da sociedade e de permanente ressignificação das práticas pedagógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se do ensino da Arte, com a sua obrigatoriedade no currículo escolar da Educação Infantil ao Ensino Médio e o estabelecimento de conteúdos específicos como parte constitutiva dos currículos escolares, constante na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, torna-se mais evidente a necessidade de os docentes se apropriarem de competências na área da Arte, considerando-se que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem uma consciência clara da sua função e sem uma fundamentação consistente de arte como área de conhecimento com conteúdos específicos, os professores não conseguem formular um quadro de referências conceituais e metodológicas para alicerçar sua ação pedagógica (BRASIL, 1997: 32; 51)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa necessidade foi explicitada pelos(as) professores(as) regentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt; da Rede Municipal de Ensino do Recife, durante consulta sobre os componentes curriculares que apresentavam maior dificuldade na prática pedagógica no cotidiano das escolas, realizada no ano de 2005, em que o ensino da Arte consta como terceiro componente curricular mais indicado e, conseqüentemente, como demanda emergente a ser tratada na formação continuada em rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, além de ser expressão, é objeto de conhecimento, pois vem sendo construída historicamente pela humanidade nos seus diversos contextos e culturas. Essa afirmação nos coloca diante do conteúdo da arte, que é resultado das experiências de vida do homem, seus modos de sentir, ver, perceber, pensar e simbolizar tudo isso através da imagem, do som, do gesto, do movimento, da palavra. Portanto, ensinar arte significa aproximar os estudantes da produção histórica, social e cultural artística, garantindo-lhes a possibilidade de conhecer essa produção e, ao mesmo tempo, promover situações didáticas que os levem a imaginar e a construir propostas pessoais ou grupais com bases nos seus conhecimentos e intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando tais fundamentos, a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer da Prefeitura do Recife, na sua Proposta Pedagógica, concebe a Arte como construção histórica, social e cultural na qual o ler, o fazer e o contextualizar se constituem como ações básicas que devem ser articuladas no processo de ensino e aprendizagem em Arte&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(ii)&lt;/span&gt;. Concebendo-a assim, é necessário inserir esse componente curricular nos programas de formação continuada, para que o(a) educador(a) possa exercitar suas capacidades cognitivas, perceptivas e imaginativas no contato com o conhecer e o fazer arte e possa construir propostas didáticas para os educandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pensar o ensino da Arte num processo de formação continuada de professores(as) pressupõe pensar no seu objeto de estudo, que é a própria arte, como também em objetivos educacionais e caminhos metodológicos. A arte, por ser forma de expressão, constitui-se como linguagem e, de acordo com as diferentes possibilidades expressivas, possui signos específicos, quer dizer, possui uma gramática própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o desafio para o(a) professor(a) polivalente não é apenas o da apropriação das linguagens da arte, mas também, o de transformar os conhecimentos em práticas didático-pedagógicas que promovam seu acesso e o dos estudantes a uma real compreensão de diferentes expressões, patrimônios e manifestações da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que o debate em torno do ensino da Arte tem sido dirigido ao papel do arte/educador, geralmente especialista em uma das linguagens da arte, e pouco se fala do professor polivalente que, mesmo não tendo a formação em arte, é responsável pelo currículo instituído. Essa realidade não deve ser apenas uma lacuna ou um limite imobilizador, mas um ponto de partida para criação de apoio pedagógico aos docentes via modelo de formação continuada que considere o interesse do docente dentro das linguagens que se lhe apresentam no campo da arte; a flexibilização das metodologias e do tempo dos cursos oferecidos; a parceria com as diversas instituições que produzem e/ou veiculam bens culturais e artísticos na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dessas idéias, a formação continuada vem acontecendo, desde 2006, através de mini-cursos e/ou oficinas nas linguagens artísticas escolhidas pelo professor e realizadas em diferentes espaços da cidade como museus, galerias, ateliês, centros de artes, entre outros, através de parcerias estabelecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuir para a construção de competências que favoreçam o desempenho dos professores e coordenadores/ pedagógicos de 1º e 2º Ciclos de Aprendizagem na organização da prática pedagógica em Arte, visando à ampliação da sua formação pessoal, docente e cultural, é o objetivo principal dessa formação continuada, assim pensada e realizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – Oferta de um &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Curso de Introdução à Arte&lt;/span&gt;, ministrado pela equipe do Núcleo de Arte, oferecido aos duzentos e quarenta coordenadores pedagógicos, que atuaram como tutores no cotidiano das escolas, no período de maio a junho de 2006, e realizado na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escolinha de Arte do Recife&lt;/span&gt;. Esse curso pretendeu desencadear um processo de reflexão e ampliação do ensino da Arte com leitura e discussão de textos; apreciação de textos artísticos; contextualização histórico-cultural; criação e produção artística; transposição didática no cotidiano escolar e socialização de experiências vivenciadas na escola. A carga horária do curso foi de 16 horas, distribuídas em quatro módulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Conceito de arte e concepção de ensino da Arte;&lt;br /&gt;2) Artes Visuais – Conceito, modalidades, signos, gêneros e tendências estéticas;&lt;br /&gt;3) Teatro – Conceito, signos, jogo dramático, jogo teatral, aspectos históricos;&lt;br /&gt;4) Música – Conceito, signos, paisagem sonora, experimentação sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cotidiano da escola, os coordenadores ofereceram, no mínimo, quatro encontros com duração de duas horas cada um, com atividades selecionadas a partir da compreensão e das discussões realizadas durante o curso e também utilizando os subsídios disponibilizados, como imagens (impressas e em CD) e textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Oficinas Interativas&lt;/span&gt;, oferecidas em julho de 2006, mobilizaram todos os professores do 1º e 2º Ciclos de Aprendizagem, distribuídos em oitenta e uma turmas de oficinas em diferentes linguagens artísticas. As oficinas tiveram como objetivo contribuir para que os educadores vivenciassem processos de criação e compreendessem o desenvolvimento do percurso criador dos educandos de 6 a 10 anos, como também subsidiá-los quanto às possibilidades de transposição didática. Nessa etapa da formação, houve parceria com diversas instituições culturais e educacionais e com profissionais das diversas linguagens da arte. A idéia da consulta prévia tem-se constituído como um exercício da instituição ao considerar o educador como sujeito de seu processo de aprendizagem na formação continuada. Com efeito, optando pela linguagem com que mais se identifica, haveria uma maior receptividade e aproveitamento das oficinas pelos docentes, bem como a possibilidade de socialização das diversas oficinas/linguagens nas escolas. Assim considerando, as oficinas foram constituídas da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Artes Visuais&lt;/span&gt;: desenho, pintura e gravura, escultura, arte no computador, vídeo e fotografia;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Teatro&lt;/span&gt;: teatro humano e teatro de bonecos;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Música&lt;/span&gt;: produção de jogos musicais e produção vocal, corporal e instrumental;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Dança&lt;/span&gt;: consciência corporal e movimentos expressivos, e&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Literatura&lt;/span&gt;: contação de histórias e poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação das oficinas foi realizada pelos professores, na escola, de forma coletiva, com o objetivo de provocar o diálogo através da socialização e reflexão sobre a diversidade de vivências e acesso aos conteúdos da arte. Os dados apurados demonstraram, no conjunto das oficinas, uma pontuação positiva acima de 80% nos aspectos conteúdo, metodologia, contribuição para a prática docente e nível de participação dos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo, observa-se uma mudança de postura dos docentes quanto ao trato com esse componente curricular, ao interesse pela leitura em arte e à busca de conhecimentos nas linguagens artísticas, proporcionando uma aproximação entre teoria e prática. Constatamos o desdobramento positivo do trabalho, a partir da consolidação, em 2007, do Núcleo de Arte na Gerência de 1º e 2º Ciclos de Aprendizagem, que tem, entre outros, a função e o objetivo de promover e desenvolver ações de apoio, orientação e formação continuada aos professores nas diferentes linguagens artísticas e estabelecer parcerias com instituições formadoras ou de veiculação da arte&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iii)&lt;/span&gt; para encaminhamento de professores e alunos para cursos e visitações às exposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido notório o desejo de continuidade da formação a partir das inscrições desses profissionais, por adesão, em cursos de atualização oferecidos durante os anos de 2007 e 2008 pelo próprio Núcleo de Arte e pelas diversas instituições parceiras, bem como um aumento expressivo de projetos didáticos junto aos estudantes, envolvendo linguagens artísticas. Percebem-se, ainda, mudanças nas produções desenvolvidas pelos alunos, revelando suas expressões individuais além de conhecimentos construídos nos momentos de estudo em arte, o que nos leva a reconhecer a importância de se investir na formação continuada em Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses momentos têm sido ricos, concretizando-se na própria idéia de diálogo com a arte e reafirmando o sentido da formação continuada na perspectiva do sujeito na sua condição de inconcluso e de eterno aprendiz, seja como estudante, seja como formador, levando-o a buscar novos e/ou diferentes caminhos de aprendizagem.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BARBOSA, Ana Mae. A Imagem no Ensino da Arte. São Paulo: Perspectiva, 1991.&lt;br /&gt;_______. Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002.&lt;br /&gt;BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais.2&lt;br /&gt;.Arte:Ensino de primeira à quarta série.I.Título. Brasília: MEC/SEF, 1997.&lt;br /&gt;RECIFE, Secretaria de Educação Esporte e Lazer. Proposta Pedagógica da Rede Municipal&lt;br /&gt;de Ensino do Recife – Construindo competências, Recife, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i&lt;/span&gt; Professor que tem formação em Normal Médio ou Pedagogia, que atua no Ensino&lt;br /&gt;Fundamental I (de 1ª a 4ª séries ou no 1º e 2º Ciclos), também chamado de polivalente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; A Proposta Triangular como abordagem norteadora para o ensino da Arte surge no&lt;br /&gt;Brasil nos anos oitenta e noventa, tendo seus fundamentos sistematizados por Ana&lt;br /&gt;Mae Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iii&lt;/span&gt; Instituições parceiras: Escolinha de Arte do Recife; Projeto Arte na Escola /UFPE;&lt;br /&gt;Fundação Joaquim Nabuco “Projeto Primeiro Olhar”; Centro de Formação em Artes&lt;br /&gt;Visuais da Fundação de Cultura da Cidade do Recife; Museu Murillo La Greca; Instituto&lt;br /&gt;Cultural Banco Real; Oficina Cerâmica Francisco Brennand; Instituto Lula Cardoso&lt;br /&gt;Ayres; Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães; Torre Malakoff; Museu do Homem&lt;br /&gt;do Nordeste; Escola Municipal de Frevo; Museu de Arte Contemporânea de Olinda;&lt;br /&gt;entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7557516811279961221?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7557516811279961221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7557516811279961221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7557516811279961221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7557516811279961221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_6385.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-1592030836937144780</id><published>2008-06-08T06:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T06:54:28.356-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.19&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Cursos de Educação Continuada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do Pólo UFPE como espaço &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de mediação em arte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sebastião Pedrosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Início de abril de 2008. Saindo da sala de aula, sou interpelado por um ex-aluno da habilitação de Artes Plásticas da Licenciatura em Educação Artística da UFPE: “Como se dá o processo de mediação em arte no Projeto Arte na Escola em Pernambuco?”. Respondi: “esta não é uma questão simples para ser respondida em uma frase”. Então, pensei: a questão merece reflexão e pode ser o ponto de partida para um redirecionamento das ações pedagógicas no Pólo UFPE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público com o qual temos trabalhado mais diretamente, desde que o Projeto Arte na Escola foi implantado na UFPE, em maio de 2004, é o professor de arte da escola pública, que, em sua maioria, não teve formação em arte. Desde a sua implantação, o Pólo UFPE tem oferecido sucessivos cursos de educação continuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões recorrentes surgidas daqueles que freqüentam os cursos indicam a inexistência de materiais e espaços adequados para se trabalhar na escola, como também o distanciamento e falta de contato com arte. É certo que toda regra tem exceção e, portanto, não é tão raro surgir aquele ou aquela que demonstra o hábito de visitar as exposições de arte na cidade. Outra revelação freqüente é dos professores afirmarem ter realizado seu último desenho ainda quando eram crianças. O distanciamento entre ver, fazer e ensinar arte, nesse universo de professores, tem-nos levado a pensar numa mediação que proporcione a esses professores a construção de um repertório em arte. Consideramos esses cursos como oportunidades para acolher o professor no exercício de partilhar incertezas e curiosidades, descobertas estéticas e inquietações pedagógicas com relação ao ensino da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que o professor não precise ser artista para ensinar arte, mas necessita ter conhecimento e um repertório em arte os quais abrangem questões de natureza teórica e prática. Isso implica passar também por uma experiência em que se exercitem etapas da produção da obra artística. Por isso, quando os cursos são planejados, pensamos na aproximação do professor com a obra de arte através da inter-relação entre o ver e falar sobre a obra, como também no desdobrar o seu pensamento visual através da expressão plástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação do professor com a obra de arte, nos cursos de Educação Continuada do Pólo UFPE, tem acontecido de várias maneiras. Os materiais de apoio didático fornecidos pela rede Arte na Escola, como o “kit arte br”, a “DVDteca” e os “livros didáticos” têm sido fundamentais nessa construção. Os DVDs se destacam com especial importância na ação pedagógica. Esse material facilita a discussão, ajuda na percepção e na construção do repertório do professor com relação à arte, mas não substitui a experiência sinestésica, quando se entra em contato direto com a obra de arte ou quando se manipulam os materiais necessários à construção de uma obra artística. Nem sempre nos damos conta das complexas relações possíveis que podem ser estabelecidas entre a nossa percepção ou fruição e a produção artística através de reproduções da obra, e também, certamente, em contato direto com a obra, se uma efetiva reflexão não for estabelecida. Assim, num primeiro momento, os cursos priorizaram as discussões sobre aprender e ensinar artes visuais no contexto escolar formal, explorando os seguintes estágios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Explicitação do repertório de artistas familiares aos participantes dos cursos: quais os artistas conhecidos? De que falam suas obras? Quais as relações estéticas possíveis entre os artistas abordados? Que obras ou propostas estéticas nos causam estranhamento ou, ao contrário, encantamento, e as razões para isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Visitação a espaços expositivos como o Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (MAMAM), o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) da UFPE, o Museu do Estado e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Exploração de exercícios que envolvam questões metodológicas do ensino da arte: leitura da obra de arte; construção do conhecimento da linguagem visual; a prática do ateliê de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas etapas nem sempre seguiam uma ordem seqüencial; o diálogo permanente com os participantes determinava a dinâmica dos encontros. Para efeito de ilustração do que tem sido os cursos de educação continuada, apresento a seguir um pequeno recorte do que foi trabalhado com um dos grupos de professores: Queríamos explorar um dos DVDs do acervo, para introduzir o participante ao estudo da arte contemporânea. Escolhemos “Regina Silveira: Linguagens Visuais”. Antes de apresentarmos o vídeo, propusemos uma atividade lúdica com a exploração de luz e sombra. Para darmos início a um dos cursos planejados para professores do ensino fundamental da rede Municipal da Cidade do Recife, propusemos uma atividade lúdica: brincar com sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“No princípio era a sala escura. A luz se projetou sobre a tela branca na parede e eis que surgiram desenhos, sombras, formas projetadas de coisas banais que pouco a pouco ganhavam significado. Copos descartáveis de plástico, objetos pessoais como brincos, broches, colares, chaveiros, pentes surgiam de dentro das bolsas e sacolas dos professores-alunos. Coisas opacas, coisas transparentes, formas superpostas, justapostas e circunscritas. Concentração, dispersão, repetição, ponto focal, campo visual. Exploração de construção de imagens num exercício lúdico e prazeroso.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como ampliar o exercício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As possibilidades de criação de imagens com luz e sombra são imensas. Com alguns materiais básicos foi possível a exploração do conceito de luz e sombra projetada sobre coisas na sala escura. Luz de vela, luz de pequenas tochas, luz do retro-projetor – instrumento quase sempre presente na sala de aula. Projeção na parede, projeção no chão, projeção no teto, projeção na projeção, jogo de luz e sombra. Abstração. Exploração individual de formas e congelamento da imagem projetada através do desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão em pequenos grupos para estudo de situações a serem exploradas em sala de aula aprofundou a questão metodológica: o estudo do desenho e suas modalidades. O estudo da forma através do teatro de sombras: as possibilidades de construção de personagens, construção do espaço cênico, a criação de estórias sem texto verbal, projeção de cenas. As possibilidades do desenho: desenhar com luz, desenho no espaço, outra forma de desenhar. O desenho e suas várias modalidades: desenho de observação; desenho de imaginação; desenho para registro e anotações; desenho para ilustração; desenho da criança, sua gênese, seu desenvolvimento. Seus materiais. Desenho com múltiplos propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte foi assistir ao DVD de Regina Silveira. Um exercício para mergulhar na compreensão da arte contemporânea e de ampliar os significados de uma experiência lúdica vivida pelo grupo. O DVD “Regina Silveira, Linguagens Visuais” foi projetado como mais uma etapa para a construção do repertório dos participantes do curso. Observou-se que o conceito de anamorfose, palavra que entre outros significados quer dizer a deformação de uma imagem formada por um sistema ótico, permeia a obra da artista e indica o seu grau de envolvimento com a pesquisa em arte. A artista vai encontrar nos desenhos de artistas do passado, como Brunelleschi, um referencial para sua afirmativa artística e, com o uso de novas tecnologias, inventa desenhos e espaços virtuais; constrói um jogo de ilusão que, às vezes, o espectador experimenta como real e dialoga mais estreitamente com o objeto artístico. O uso dos objetos do cotidiano apresentados como sombras deformadas dos objetos existentes no mundo real provocou o sentimento de mundo desordenado e instável. Mesmo assim, conseguir ver mentalmente em “in absentia” a figura ausente que o vídeo instalação provoca foi uma descoberta gratificante para os participantes e, talvez, ainda mais, quando conseguiram perceber a referência que a artista faz à obra de Duchamp e descobrir as possibilidades de criação de imagem e construção de metáforas a partir do uso de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DVD sobre a obra de Regina Silveira veio desmitificar uma série de dificuldades entre os participantes: a dificuldade em dialogar com a arte contemporânea; a indecisão na escolha de materiais para se trabalhar com arte; a questão mercadológica da arte; a arte como objeto de adorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse jeito de simplificar e aproximar o arte-educador à obra de arte, seja ela de artistas brasileiros ou de outras culturas, seja a obra original ou reproduzida, seja através do processo reflexivo sobre uma prática pedagógica ou criativa, as barreiras que impedem o acesso do público escolar à obra de arte diminuem, e o lugar da mediação entre arte e público ganha espaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-1592030836937144780?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/1592030836937144780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=1592030836937144780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1592030836937144780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1592030836937144780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_08.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-2408532062110561659</id><published>2008-06-05T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T21:50:05.671-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;.18&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;O museu e seu público &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;no mundo “contaminado”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;Alexandre Dias Ramos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que maneira um museu, nos dias de hoje, deve se relacionar com o público? Que público vai ao museu e quais os modos de apreensão que estão envolvidos no contato com a obra de arte, num mundo tão “contaminado” pelos meios de comunicação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A “verdadeira obra de arte” tem aura, é original, autêntica, bonita... é sagrada, deve, portanto, ser mantida em ambiente ideal e exposta em lugar adequado, para um público adequado, relacionado a tudo o que se diz da Arte ao longo da História.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será? Há muita confusão entre o pensamento tradicional museográfico – diretamente ligado aos cânones da História da Arte Ocidental – e a “contaminação” (para o bem e para o mal) dos meios de comunicação de massa na percepção das leituras da obra de arte. Sem dúvida, diminuiu o desequilíbrio dos tempos passados, em que a posse econômica ditava a hierarquia, assim como selecionava, com exclusividade, o público autorizado ao acesso aos bens simbólicos mais importantes. Agora essa hierarquia, ou melhor dizendo, esse posicionamento no campo cultural se organiza conforme o uso das estratégias e instrumentos daquele que possuir a informação e souber o que fazer com ela. O “ambiente ideal” deu lugar à multiplicidade de tempos e espaços, a aura (antes intocável) deu lugar à produção em massa e à fugacidade do objeto descartável, as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;regras &lt;/span&gt;da arte deram lugar às &lt;span style="font-style: italic;"&gt;possibilidades &lt;/span&gt;da arte – que são muitas e dependem de quem as produz, de quem as divulga e de quem as vê. O processo artístico e os procedimentos museográficos tiveram de enfrentar as novas exigências da comunicação e de se adaptarem a elas. O pedestal de mármore foi substituído pelo suporte da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que a mídia promoveu o completo fim do sagrado? Não exatamente. Desconsiderando os medos da Escola de Frankfurt em relação à alienação dos meios de comunicação, vamos pegar o caso da TV: alguns espetáculos televisivos, concertos de rock, eleições, campeonatos de futebol e jogos olímpicos, por exemplo, podem, muito além do que se poderia imaginar, intensificar o sentido de sagrado. Vemos telespectadores participando ativamente de intensos processos de ritualização, vestindo-se de maneira especial, com uniformes, bandeiras, marcando encontros para uma participação coletiva de alegria, curiosidade ou dor (caso dos históricos funerais transmitidos via satélite). A televisão trouxe consigo a consciência do simulacro, da virtualidade, mas manteve instrumentos importantes para a fabricação e manutenção de tradições, cultos e conexões transnacionais. Os meios de comunicação destruíram a hegemonia da sacralização ortodoxa em nome de uma religião de práticas sociais que criam e recriam símbolos sagrados, muitas vezes no tempo e na efemeridade de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clic&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a idéia de que a cultura midiática regula totalmente o consumo desconsidera o comportamento dos consumidores e as desigualdades econômicas e culturais que limitam tais ações. Na maioria das vezes, as pessoas sabem a diferença entre as coisas, os produtos e a realidade. Sabem também qual a sua própria realidade. Entendem, por razões próprias, por que gostam mais de um trabalho de arte do que outro. Portanto, não se deve pensar o público como uma massa culturalmente dopada, subestimar sua formação. E, para que haja diálogo entre o museu e o público, é preciso levar em consideração as formas culturais que resumem as intenções dos produtores – seus propósitos e suas relações com produtos, patrocinadores, artistas etc. – e a diversidade de gostos, interesses e linguagens de seu público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Morin vai dizer que “nossa relação com o mundo exterior passa não apenas pelas mídias informacionais, mas também por nossos sistemas de idéias, que recebem, filtram, fazem uma triagem daquilo que as mídias nos trazem. Em relação às coisas sobre as quais não temos opinião formada ou preconceito, somos extremamente suscetíveis às informações.” Processa-se, portanto, uma espécie de sistema circular contínuo, em que os agentes culturais produzem o que o público absorve ao mesmo tempo em que também produz... Conversar, assistir, apreciar, consumir são atividades exercidas na difusão dos meios de comunicação e filtradas, diversificadamente, conforme o habitus de classe específico de cada um. Os modos de recepção da informação são tão diversos quanto sua difusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentamos, hoje, novos processos de produção industrial e eletrônica, de circulação massiva e transnacional e, conseqüentemente, novos tipos de recepção e apropriação. Na medida em que cresce o domínio do homem sobre esses infinitos meios de informação, opera-se uma mudança no próprio homem e na percepção daquilo que ele produz. A chave, então, está no processo de seleção e interpretação da informação. O museu pode dar essa chave, servir de interface entre o arcabouço cultural do conhecimento erudito e o cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-2408532062110561659?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/2408532062110561659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=2408532062110561659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2408532062110561659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2408532062110561659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_7005.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7259063019240323096</id><published>2008-06-05T21:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T21:41:43.590-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.17&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PROJETO MUSISER:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma abordagem psicodinâmica &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sobre a importância da música &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;no desenvolvimento do ser humano&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heloisa Maibrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idéia de que a Música tem o poder de contribuir para o bem-estar do ser humano não é novidade. Desde a Grécia antiga, filósofos, a exemplo de Platão e Aristóteles, advogavam o ensino e a prática musical como disciplina tão essencial na formação do educando quanto outras, como a retórica, a lógica e a matemática. A frase de Platão: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A música dá alma ao coração, asas ao pensamento e impulso à imaginação&lt;/span&gt;” pode bem demonstrar o alto conceito que essa arte tinha para o filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três pontos a que Platão chama a atenção na frase sobre a ação da música no ser humano são, na verdade, três chaves essenciais no processo do seu desenvolvimento: o coração, o pensamento e a imaginação. O coração está ligado à afetividade e às emoções; o pensamento, ao raciocínio, à lógica e ao mundo das idéias; e a imaginação, à criatividade e à inspiração. Um desenvolvimento equilibrado desses três pilares, aliado a um processo físico saudável, pode contribuir para o despertar do potencial individual intrínseco de cada ser humano em todas as áreas de sua vida, auxiliando, conseqüentemente, a dinamização da sociedade e a evolução humana como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a música age sobre o coração e, conseqüentemente sobre as emoções, não há o que questionar. Muitos são os exemplos de músicas, tanto populares quanto de caráter mais erudito, que emocionam e despertam sentimentos variados. A busca por músicas que provoquem determinado efeito emocional está demonstrada na diversidade musical disponível ao público no mercado em geral. Como bem disse Robert Jourdain: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algumas pessoas usam a música como um estimulante; outras, como tranqüilizante; algumas procuram intensidade e beleza; outras, distração e barulheira...”&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto pouca atenção tem sido dada ao potencial intrínseco da música como um meio dos mais eficazes para dinamizar o desenvolvimento. No ensino de crianças pequenas, algumas músicas são ensinadas, muitas vezes, pelo seu conteúdo tradicional da cultura, para a aprendizagem divertida de letras pedagógicas, ou simplesmente por pura diversão. Neste âmbito específico, conta muito o conteúdo das letras, acompanhado por uma música agradável ou engraçada. A focalização em elementos puramente musicais, entretanto, presentes em músicas instrumentais, tem sido relegada às escolas especializadas ou a algumas poucas escolas inovadoras que disponham de um profissional com capacitação no ensino da música. Por outro lado, a disciplina do ensino da música nas escolas especializadas, apesar de proporcionar uma base musical teórica sólida, muitas vezes deixa pouco espaço disponível para a exploração espontânea e curiosa da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os elementos que constituem a música, ou seja, ritmo, melodia e harmonia, o ritmo tem especial importância tanto para a fundamentação musical, quanto para o desenvolvimento humano, permitindo que agrupamentos de sons melódicos e harmônicos tenham uma coerência e seqüencialidade no tempo e, através do treino corporal e perceptual, traz uma organicidade física a essas percepções. Sem uma realização física e orgânica do ritmo, a execução musical perde-se no estereotipismo e na mecanicidade ou, então, na incapacidade coordenadora de movimentos. O ritmo é também um elemento que está presente no universo em infinitas modalidades, seja no ritmo do dia e da noite, no ritmo das marés, no ritmo do pulsar do coração e em outros tantos ritmos. Fala-se de uma pessoa que trabalha com ritmo “a todo vapor”, outra “devagar, quase parando”. A percepção física do ritmo, através de movimentos corporais amplos, é um dos principais alvos do Projeto MUSISER, uma vez que essa clareza traz a integração de movimentos precisos e expressivos em sintonia com as idéias musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo dessa integração rítmico-musical proporciona à criança uma maior facilidade no aprendizado de conceitos espaço-temporais, inclusive do raciocínio lógico e matemático. As diversas divisões rítmicas, bem como a disposição das notas da escala musical e dos intervalos entre os sons, são todos baseados em números. Algumas pesquisas realizadas nos Estados Unidos e em outros países têm demonstrado que crianças que foram submetidas a um aprendizado musical apresentaram mais facilidade nessas áreas de raciocínio do que outras que não tiveram acesso ao ensino musical.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(ii)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto MUSISER, entretanto, não visa simplesmente trazer ao público esse resultado, mas, especialmente, através de atividades criativas e auditivas, realizadas através de audições de músicas, de improvisações e de processos simples de composição musical, dinamizar o potencial criador da criança. A criatividade permite que ela ouse utilizar todo o seu potencial imaginativo. Durante o período préescolar, especialmente na faixa dos quatro aos seis anos de idade, faixa do público-alvo do Projeto MUSISER, a curiosidade infantil ainda não está tão limitada por padrões externos, padrões esses que serão gradativamente estabelecidos na formalização escolar dos anos posteriores. Portanto, a possibilidade de experimentar com os sons e ritmos musicais nos anos pré-escolares torna-se uma experiência muito enriquecedora, que pode ajudar a dinamizar outros empregos de sua criatividade e originalidade. A experiência sensorial é parte fundamental no desenvolvimento da criança nessa fase, e tudo o que for apreendido pela criança servirá como base para o seu desenvolvimento intelectual e emocional. A audição de músicas agradáveis irá lhe propiciar experiências estéticas, estimulando-a, inspirando-a e sensibilizando-a para o que é mais harmonioso e inspirador. Dessa forma, a música passa a ser vivenciada em seu aspecto mais puro e global antes de qualquer sistematização teórica, visando despertar e impulsionar todo o potencial criativo e expressivo da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno do ensino da música às escolas de ensino fundamental e médio, que está em vias de ser aprovado no Congresso, virá colocar a música mais uma vez como parte integrante dos currículos escolares, o que poderá beneficiar imensamente as gerações futuras. No entanto, é necessário que a música seja inserida como algo dinâmico, com um propósito maior do que o de divertir ou do que o da aprendizagem de conceitos teóricos. A vivência de experiências sensibilizantes de ouvir música, de cantar, e, especialmente, de criar música poderá trazer resultados surpreendentes que irão auxiliar várias outras áreas do desenvolvimento humano. Como afirmou o escritor e crítico de arte inglês Herbert Read (1893-1968) a respeito das implicações da abordagem artística na educação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O objetivo de uma reforma do sistema educacional não é produzir mais obras de arte, mas pessoas e sociedades melhores. (...) porém, essa atividade artística das crianças pode ser o começo de uma reforma mais ampla. A partir do momento em que os poderes criativos são liberados em uma certa direção,(...) a partir do momento em que os grilhões da passividade da escola são rompidos, uma espécie de liberação íntima, o despertar de uma atividade mais elevada, em geral acontece.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iii)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E continuando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O objetivo da educação estética nas crianças nunca pode, portanto, ser a produção de um tipo de arte em conformidade com um padrão canônico ou esteticamente “superior”, embora a existência de tal padrão seja admitida (...) O objetivo da arte na educação, que deveria ser idêntico ao propósito da própria educação, é desenvolver na criança um modo integrado de experiência (...) em que a percepção e o sentimento se movimentam num ritmo orgânico, numa sístole e diástole, em direção a uma apreensão mais completa e mais livre da realidade&lt;/span&gt;.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iv)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O projeto MUSISER foi elaborado em finais de 2007 e está, atualmente, em andamento como um Projeto de Pesquisa do Departamento de Música da UFPE. O interesse pelo tema da importância da música e, também, de outras artes para o desenvolvimento humano, entretanto, não é casual. É decorrente da mudança de pensamento que vem se desenvolvendo em diversos países, buscando idéias e ideais mais abrangentes e menos restritos unicamente ao método científico de pensar. Os desafios atuais de ordem ecológica, social e emocional têm resultado em uma crescente preocupação com aspectos ligados especialmente à educação. Entretanto, no que diz respeito à aprendizagem musical, é preciso começar cedo. De acordo com a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, da Universidade de Harvard, a musicalidade é uma inteligência que pode ser despertada nos primeiros anos de vida através das influências absorvidas nos lares e nas escolas.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(v)&lt;/span&gt; É esta a principal meta do MUSISER: comprovar que a música, sendo apresentada como um meio de expressão criativa às crianças antes do ingresso no ensino escolar tradicional, pode vir a favorecer de maneira positiva o seu desenvolvimento integral como ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe, através de uma maior conscientização do público, pais e instituições educacionais, poderemos chegar ao ideal de Platão: trazer mais alma ao coração, mais asas à imaginação e mais impulso ao pensamento.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i &lt;/span&gt;Robert Jourdain, Música, Cérebro e Êxtase (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1997), 17.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; Mary Miché, Weaving Music Into Young Minds (Albany, NY: Delmar, 2002), 56.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iii&lt;/span&gt; Herbert Read, Educação Pela Arte ( São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 2001), 63.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iv&lt;/span&gt; Ibid., 115.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;v&lt;/span&gt; Miché, 39.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7259063019240323096?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7259063019240323096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7259063019240323096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7259063019240323096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7259063019240323096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_3400.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-6070176339315894073</id><published>2008-06-05T21:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T21:32:10.408-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.16&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Diálogos Imaginários no Museu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Histórico e Antropológico do Ceará:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;atravessando fronteiras para dinamizar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ou problematizar a vida?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Carolina Ruoso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista nos convidou para escrever sobre um tema instigante do nosso presente: produzir uma reflexão sobre as possibilidades de relações que um Museu pode construir com o público nos processos de mediação de saberes e gostos. Essa inquietação faz parte do cotidiano de quem trabalha em instituições culturais, pois não há exatamente uma resposta e os caminhos que vêm sendo tracejados contribuem na construção de propostas que intentam dialogar com os desafios museais deliberados pela nossa contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses desafios partiram de desejos por uma sociedade mais sensível às questões sócio-culturais postas em pauta no mundo e pela forte ligação dos museus aos espaços de entretenimento, combinando museu e consumo. Constituiu-se, então, um ponto de tensão nas abordagens direcionadas ao público. Era preciso estabelecer novos procedimentos para atrair público e a pergunta “para que serve um Museu?”, depois dos anos cinqüenta do século XX, foi fundamental para a construção de definições políticas com relação às funções sociais do museu. É dentro dessa polêmica que trazemos o Insigne Projeto Capistrano de Abreu, do Museu Histórico e Antropológico do Ceará, com o tema Museu – Escola, para que, no diálogo com experiências do passado, ensaiemos provocar o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto era em homenagem ao historiador cearense Capistrano de Abreu, não pela abordagem historiográfica de sua escrita, mas porque ele era um cearense considerado digno para ser referenciado como herói e, nesse caminho, servia como exemplo histórico. Outro indício provocador está na escolha de um historiador como mestre de um projeto que trazia, nos seus objetivos, a intenção de conquistar os jovens e estimular neles a vontade de pesquisa no Museu. Era um historiador como patrono do gosto pela história, era um nome forte, revelador de uma abordagem histórica personalista e legitimador de uma proposta educativa: levar o museu até as escolas. Que museu e para qual escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa iniciativa foi desenvolvida pelo diretor da casa, Osmírio de Oliveira Barreto, e aconteceu com maior freqüência nos anos oitenta do século XX, durante sua gestão de quase vinte anos (1971-1990). Tratouse de uma iniciativa, nos anos de ditadura no Brasil, período em que a força de uma tradição re-inventada e os usos da memória estavam voltados às celebrações de acontecimentos e símbolos que representavam a comemoração de um passado legitimador de uma “essência nacional”, da moral e da família&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os museus também estavam envolvidos nas disputas pela memória, pois através das suas exposições, dos seus objetos e das suas práticas sociais, os museus históricos constroem uma história da nação, que sempre é retomada como tradição quando se faz necessário provocar o espírito nacionalista. E a História, como mestra da vida, era fundamental na conquista dos corações juvenis que eram convidados ao encantamento e à construção de uma admiração pelo Museu de História, o desenvolvimento de um gosto atravessado pela sacralidade e pelo reforço ao respeito a esses símbolos da nação, referências do patriotismo. Amar a história era amar a pátria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, era aplicado o trabalho educativo do programa de dinamização. Havia uma História a ser transmitida de maneira expositiva, que estaria pronta para ser acatada e reproduzida. Esse era o método valorizado para atrair o público jovem ao museu, a denominada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pedagogia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do dedo em riste&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;educação bancária&lt;/span&gt;. Essa prática ainda está presente em muitos dos nossos museus de história ou de arte. O debate em torno do museu&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(ii)&lt;/span&gt; como lugar de reflexão sobre os problemas sociais e ainda como laboratório da história pautado na construção de uma relação de diálogo com a comunidade é do mesmo período e vem, com o passar dos anos, ganhando mais força conceitual, mais adeptos e mais pesquisas. Então, em que consiste o trabalho de mediação quando a proposta é o diálogo construtivo? Como fazer desse lugar de memória um espaço de problematização da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio diretor do Museu Histórico e Antropológico do Ceará mandou fotografar os objetos e as salas em exposição, montou um conjunto de aproximadamente oitenta slides coloridos para compor uma apresentação. Esse gesto produziu um recorte, uma apropriação simbólica daqueles objetos e formou uma coleção sobre o acervo, que passaria, posteriormente, a fazer parte das coleções do Museu do Ceará. Com esse material em mãos, o diretor agendou visitas, esteve em diferentes escolas da cidade de Fortaleza e não se esqueceu de agendar também com os jornais da cidade para registrar publicamente as suas ações museais. Quando chegava às escolas, organizava seu projetor e palestrava com os estudantes, partindo dos objetos-biografados&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iii)&lt;/span&gt; para falar das personalidades da história do Ceará ou dos seus acontecimentos. Depois da apresentação, convidava a platéia para visitar o Museu Histórico e Antropológico do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, inicialmente, foram os museus históricos que trouxeram a preocupação com a formação de coleções que narrassem uma história nacional, as quais foram organizadas dentro da perspectiva de seus fundadores. Nessa preocupação, já existia uma intenção educativa para com o público: contar a história do Brasil. Cada museu acreditava estar expondo da maneira mais fiel e, assim, o público visitaria o museu para comprovar a existência da história. Nesse início, os museus foram se formando, constituindo suas coleções através das doações de objetos da cultura material. Os museus são lugares de produção de imortalidade.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iv)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) o período subseqüente à II guerra mundial marcou o início de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma transformação qualitativa e quantitativa nos processos de activação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;patrimonial, fruto de uma nova sensibilidade em face aos referentes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;culturais potencialmente patrimonializáveis, conferindo novos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;usos e sentidos a objectos, modos de vida, saberes e lugares. A procura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;da autenticidade e da tradição configura-se, assim, como uma característica &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;distintiva das novas formas de consumo cultural, às quais o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;patrimônio e os museus não permaneceram indiferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(v&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;Os museus, a partir da segunda metade do século XX, começaram a mudar seus focos de atuação, desviaram um pouco a centralidade nos objetos e passaram a direcionar suas ações ao grande público. As preocupações estavam relacionadas à divulgação, ao nível das informações contidas nas exposições, à educação e à formação de novos freqüentadores, ao estabelecimento de um discurso autorizado sobre respeito ao patrimônio cultural e, ainda, com a construção / destruição de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;distinção culta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(vi)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato de deslocar os objetos do museu, que já haviam perdido seu valor de uso, classificados como bens culturais, apropriados numa fotografia e, por esses motivos, redimensionados no espaço, quando projetados por uma luz, e que estavam inseridos em um sistema próprio de  organização, produzia uma metamorfose geradora de um novo museu. Para Malraux, qualquer obra que pudesse ser fotografada pertenceria ao seu Museu Imaginário. As possibilidades de relações eram infinitas, como num jogo de similitudes, era possível encontrar, segundo ele, estilos de unicidade entre obras de técnicas e períodos distintos. A ação do professor de história da arte ao levar à sua sala de aula uma caixa de slides a fim de apresentar uma organização e uma leitura da arte aos estudantes era um método constitutivo do museu de Malraux.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(vii)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;Seria essa prática de dinamização um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Museu Imaginário&lt;/span&gt;? Todo o investimento em tornar o Museu Histórico e Antropológico do Ceará um espaço conhecido na cidade pelos seus estudantes e visitado por um maior número de pessoas consistia em uma ação inovadora no campo da museologia. Mesmo cheia de contradições, trata-se de uma importante contribuição para a divulgação nas escolas e para a construção de uma maneira de visitar, anotando as legendas dos objetos e nomeando isso de pesquisa. Note-se que muitas escolas que receberam a visita com a projeção dos slides do Museu mantêm, até hoje, na sua agenda, pelo menos uma visita anual ao Museu do Ceará. No entanto, ficava faltando o estímulo ao desenvolvimento da imaginação criadora com o uso dos jogos de similitudes e a produção de relações entre os objetos, pois os estudantes não eram convidados a questionar a construção daquela história, eram reunidos para serem fisgados pelo amor à pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As iniciativas de produção de diálogo com o público são de diferentes envergaduras e podem estar focadas somente no público de turistas, como era o caso do Museu Histórico e Antropológico do Ceará antes do Projeto Capistrano de Abreu. Por poder construir uma relação com a comunidade na cidade onde o Museu está situado, esse diálogo deve ser estabelecido compreendendo as potencialidades de participação dos diferentes grupos sociais de cada lugar. Não estando mais limitado apenas a transmitir um conteúdo, esse estabelecimento deve convidar à reflexão e à produção de um patrimônio cultural. Os museus são responsáveis pela construção de memórias em cada uma das atividades que podem ser desenvolvidas pelos seus trabalhadores e, por esse motivo, o diálogo e o compartilhamento de idéias e ações devem estar garantidos, pois é desse encontro que depende a qualidade do trabalho com o público.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i&lt;/span&gt; CANCLINI, Nestor. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 2000.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; Para conhecer mais ver os seguintes documentos produzidos pelo pensamento museológico:&lt;br /&gt;Mesa Redonda de São Tiago, Chile 1971; Carta de Quebec de 1984 e&lt;br /&gt;Subsídios para a implantação de uma política museológica brasileira, 1976 produzido&lt;br /&gt;pelo Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais IJNPS são alguns exemplos destacáveis&lt;br /&gt;sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iii&lt;/span&gt; O objeto-biografado é aquele objeto da cultura material que pertence ao conjunto do&lt;br /&gt;acervo de um Museu não pelas suas características de objeto, mas por ter pertencido&lt;br /&gt;a alguma personalidade considerada de valor histórico pela sociedade. Conferir em&lt;br /&gt;RAMOS, Francisco Régis Lopes. A danação dos objetos – Chapecó SC: Argos, 2004.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iv&lt;/span&gt; ABREU, Regina. A Fabricação do imortal: Memória, história e estratégias de consagração&lt;br /&gt;no Brasil. Rio de Janeiro, Rocco: Lapa, 1996.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;v&lt;/span&gt; ANICO, Marta. A pós-modernização da cultura: patrimônio e museus na contemporaneidade.&lt;br /&gt;IN: Revista Horizontes antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n 23, p 71-86,&lt;br /&gt;jan/jun 2005.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;vi &lt;/span&gt;BOURDIEU, P.; DARBEL, A. O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seu&lt;br /&gt;público – São Paulo, Edusp e Kouk, 2003.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;vii&lt;/span&gt; MALRAUX, André. O Museu Imaginário – Portugal, Edições 70, 2000.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-6070176339315894073?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/6070176339315894073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=6070176339315894073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6070176339315894073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6070176339315894073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_5606.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-683246110663138273</id><published>2008-06-05T21:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T21:21:52.860-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Goya e os jogos: a imagem como análise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Anderson Pinheiro entrevista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;o Prof. Dr. Ademir Gebara&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diálogo iniciado após deparar-me com o estudo desenvolvido pelo Prof. Dr. Ademir Gebara, Jogos e brincadeiras em Goya, sobre a análise histórica dos jogos e brincadeiras, antes da história dos esportes modernos, a partir das imagens contidas nas tapeçarias de Francisco de Goya (1746-1828). O referido texto despertou o interesse em questionar como uma imagem pode servir de base imagética de comprovação, de explanação ou mesmo de apoio às idéias de comportamentos humanos no transcorrer da história da humanidade. Nessa entrevista busquei conhecer mais sobre a pesquisa e os possíveis frutos desencadeados a partir do diálogo entre a imagem e os elementos essenciais dos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anderson Pinheiro&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ler é atribuir significados, é interpretar o mundo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;"&gt;produzindo sentidos, traduzindo-o para a sua própria codificação fato e imagens, tentativa de recontar a aventura humana por meios de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;linguagens&lt;/span&gt;.(i) Partindo dessa citação e tendo como apoio seu estudo sobre &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;os jogos e as brincadeiras a partir das tapeçarias de Goya, gostaria &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;de que falasse um pouco sobre seu processo de utilizar a leitura de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;imagem. Como começou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ademir Gebara&lt;/span&gt; - Na história do lazer e do esporte, há uma seção bastante complexa que é a seção das transições do brinquedo para o jogo e do jogo para o esporte. Eu trabalho com essa questão há muitos anos, ela é mais uma questão de história cultural do que história do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei, no trabalho do Huizingas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo Lundens&lt;/span&gt;, 2001), um problema de tradução, já que o livro foi escrito originalmente em alemão (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo Ludens – vom Unprung der Kultur im Spiel&lt;/span&gt;) e no alemão só há uma palavra tanto para jogo quando para brincadeira. Para brincar e jogar é uma palavra só, assim como no espanhol, e diferente do português e do inglês, em que se tem a distinção de jogo e brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi isso e comecei a me interessar principalmente pelo fato do Huizingas iniciar seu livro dizendo que o jogo precede à cultura porque os animais também brincam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o brincar é que precede à cultura, porque o jogar já implica a construção do universo simbólico. Inicia-se a construção de regras, ainda que o grupo que esteja brincando elabore as regras. O brincar implica socialização, mas não implica construção simbólica do que está sendo feito. Nesse sentido, um gato ou um cachorrinho brincam com uma bolinha, mas um humano, quando brinca, é capaz fazer da brincadeira um jogo e do jogo um esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava na Espanha visitei o Museu do Prado, onde estava um conjunto grande de obras do Goya. Deparei-me com algumas tapeçarias em que ele retratou, bem no começo da carreira, jogos e brincadeiras cotidianas. Ali, observando as tapeçarias do Goya, comecei a pensar que uma análise daquelas figuras poderia me ajudar a compreender algumas sutilezas da transição do brincar para o jogar. Então comprei catálogos e livros sobre Goya, artista do qual eu já gostava muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui trabalhando nisso muito esporadicamente, porque eu era, naquele momento, professor da UNICAMP- orientava muitos trabalhos na área de história do esporte e história do lazer - e esse trabalho, apesar de ser algo que fermentava na minha cabeça, que não podia jogar no lixo, era um estudo que eu ainda não tinha uma dimensão de onde iria dar. Fui amadurecendo, fiz o primeiro ensaio (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogos e brincadeiras em Goya&lt;/span&gt;, 2004) e apresentei no simpósio regional da ANPUH, que foi na UNICAMP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, debatendo com alguns colegas, percebi que o ensaio era inconclusivo, que era apenas uma apresentação. Pensei que, mesmo não sabendo aonde eu iria chegar com aquilo, tinha que tentar avançar um pouco mais, e, de fato, na UEL (Universidade Estadual de Londrina) eu consegui terminar a análise dos quadros do Goya. Ampliei um pouco, consegui fazer uma análise um pouco mais detalhada. Foi um ano de observação, comecei a discutir com outras pessoas e percebi que as idéias variavam muito. Em Londrina, tive de, mais uma vez, admitir que o estudo ainda era inconclusivo. A questão era: aonde é que dá para chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava para dizer ainda que eu queria buscar ali elementos que discutiriam a transição, ou seja, por que determinadas táticas corporais se configuram como brincadeiras, outras como brincadeiras e jogos, outras como brincadeiras, jogos e esporte, e porque algumas sempre se configuram como brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, continuei a pesquisar e achei novos autores, novos pintores, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brueghel &lt;/span&gt;(Pieter Brueghel, o velho. 1525?-1569), por exemplo, que pintou quase que 200 anos antes do Goya o quadro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogos infantis&lt;/span&gt; (1560), no qual se encontram, mais ou menos, umas 80 brincadeiras. Também achei um autor, contemporâneo ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya&lt;/span&gt;, que já me permitiu chegar a algum lugar. É um Francês, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragonard &lt;/span&gt;(Jean Honoré Fragonard, 1732-1806), que foi um pintor da realeza na prévia revolução francesa, o que o difere de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya&lt;/span&gt;, os padrões são inversos. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragonard &lt;/span&gt;estava pintando a nobreza e dentre seus quadros havia dois que me interessavam muito, principalmente o balanço (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Balanço&lt;/span&gt;, 1767).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a comparar. Assim como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragonard&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya &lt;/span&gt;tinha uma pintura com um balanço. Ambos possuíam pinturas de “cabra-cega” (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le collinmaillard&lt;/span&gt;, Fragonarde, c.1770 e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Gallina Cega&lt;/span&gt;, Goya, c.1775/92). Comparando os fatos, foi possível evidenciar que, enquanto o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya &lt;/span&gt;pintava uma família em que as crianças brincavam no balanço, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragonard &lt;/span&gt;pintava um casal no balanço. Ou seja, na verdade, não é a mesma atividade lúdica, existem múltiplas dimensões. No quadro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya&lt;/span&gt;, trata-se da família fazendo um piquenique. As crianças brincam, a mãe vigia-os, o pai observa-os de longe, todo mundo deitado, com um tipo de fundo, de emolduração da atividade lúdica. No caso do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragonard &lt;/span&gt;não, é um casal nitidamente jogando o jogo da sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse estudo, eu vou ter uma análise de jogos e brincadeiras do século XVI, em que elas são mais úteis. O Goya e o Fragonard estão no XVIII. Aí eu vou voltar às pesquisas para captar mais. Estou me detendo na fase préesportiva, porque, na verdade, os esportes modernos só vão surgir no século XIX. Eu queria tentar efetuar a análise até o XIX para depois incorporar, com as pinturas, quadros que se refiram a esse assunto. É basicamente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP &lt;/span&gt;- Eu verifiquei que, no texto, o senhor faz uma análise dos cartões de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;tapeçaria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya&lt;/span&gt;, seja da posição dos personagens, da forma como eles &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;olham, como eles estão vestidos e até dos próprios corpos, que estão em posições &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;bem diferentes, dando a entender que as atividades eram diferentes &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ou teriam objetivos diferentes. Há um quadro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Los Zangos&lt;/span&gt;, c.1775/92), &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;por exemplo, que mostra personagens uniformizados em cima de pernas de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;pau e uma moça, numa janela, no lado direito da cena. O senhor diz que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;parece que eles levam um recado para ela. Existe toda uma organização &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;excessiva que cria uma estratégia. No quadro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brueghel &lt;/span&gt;também há, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;numa mesma cena, um excesso que é muito pertinente aos temas dele. Em &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;qualquer um deles é possível fazer leituras. Será que, no contexto atual, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;já que “ler é atribuir significado”, inclusive significados contemporâneos, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;analisar o conteúdo e a forma como cada um deles foi representado, não &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;modifica ou direciona sua pesquisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AG&lt;/span&gt; - No primeiro momento, quando comecei a discutir essas coisas, o Edgar DeDecca, uma pessoa com a qual eu tenho uma relação acadêmica bastante constante, disse-me algo assim. Eu pensei um bocado e vi que eu estava propondo uma profunda análise não estética. Na verdade, toda análise é estética, mas não predominantemente estética. Eu estava propondo uma análise que fosse capaz de centrar na atividade motora registrada pelo pintor, ou seja, o resto seria paisagem e molduração da arte. Interessavame saber que tipo de atividade motora havia ali e que contexto se constrói a partir dessa atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, aquele quadro ao qual você se refere é muito interessante. Duas pessoas nas pernas de pau, uniformizadas, com dois jovens, também uniformizados com as mesmas cores no chão. Evidentemente, aquele tipo que está uniformizado sugere algum tipo de atividade profissional, eles estavam nitidamente chamando a atenção, tanto pela perna de pau, quanto pelo uniforme. Estão mostrando que o grupo tinha uma função que os unificava. Poderia ser um meio de comunicação da época, que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya &lt;/span&gt;retratou ou, simplesmente, um meio de comunicação, de comunicar um evento e de fazer com que essa comunicação fosse bastante observada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no meu caso, a análise que eu faço é importante porque é um registro de uma forma de atividade motora que envolve certa técnica, certo nível de profissionalização sugerido pelos uniformes. Só eles estavam uniformizados e a atividade era exercida numa rua, numa praça e não num local específico. Assim como nos outros tapetes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goya&lt;/span&gt;, em que não há nada além de um campo, uma ravina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava ensinando como fazer aquilo onde houvesse gente, onde se caracterizava a urbe. É uma atividade física que não evolui para o jogo. Não tem uma atividade, um jogo conhecido e divulgado que seja feito com pernas de pau, você no máximo consegue saber sobre uma corrida com algo parecido com uma muleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora propondo um universo lúdico, a ação motora não é, necessariamente, uma brincadeira ou um jogo. Isso tem conseqüências teóricas, porque você vai ao jogador de futebol profissional, por exemplo, ele não está brincando. A platéia, o público, o espectador têm uma referência lúdica em relação à ação profissional do jogador, mas o jogador não necessariamente. Ele até pode executar ação de forma prazerosa, ou seja, o que significa brincadeira para alguns, significa atividade profissional para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou historiador da arte, eu apenas achei interessante esse link que serviria de documento para o tipo de problema que estou formulando há anos. Por outro lado, minha formação como historiador me permite trabalhar com múltiplas formas de documentos, muitos tipos de documentos. Mas, mesmo para os historiadores, o uso de quadros e pinturas não é muito comum; é raro. Você até encontra alguns profissionais que usam a imagem, mas como reforço do diagnóstico, como um exemplo de diagnóstico e não como um documento base.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i &lt;/span&gt;AZEVEDO, Fernando - XV Congresso Nacional da Federação de Arte-Educadores do&lt;br /&gt;Brasil - Brasília, 2006.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-683246110663138273?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/683246110663138273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=683246110663138273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/683246110663138273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/683246110663138273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_6340.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-6248876618123239464</id><published>2008-06-05T20:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T21:09:18.324-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.14&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Mulheres: ocidentais e orientais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Taciana Durão Leite Caldas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antigamente, a grande maioria das mulheres só iniciava sua vida sexual após o casamento. Em geral, seus maridos já haviam tido experiências sexuais, muitas vezes em relações sem afeto. Hoje em dia, o acesso às informações sobre sexo melhorou bastante. Além disso, os costumes em relação ao namoro e às atividades sexuais estão mais liberados, principalmente, nas grandes cidades e em populações de baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa maior liberdade sexual vem apresentando, hoje em dia, uma outra conseqüência: está aumentando o número de adolescentes grávidas, e a gravidez está acontecendo cada vez mais cedo na vida das meninas. Isso pode ocorrer por falta de informação sobre os métodos anticoncepcionais. Mas, segundo Osny Telles, no seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Começo de Conversa, Orientação Sexual&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) ocorre também porque muitas adolescentes estão andando tão depressa, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que mesmo tendo informação, não têm maturidade para compreender &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o risco de ficar grávida e as conseqüências que isso trará &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para sua vida: ter que cuidar o tempo todo que depende de você. Com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os meninos que se tornam pais precoces, o mais comum é que eles não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aprenderam que o risco da gravidez também é seu problema e preferem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;deixar que a menina se preocupe sozinha. (MACHADO, 1993:51)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava arrumando as mesas para iniciar uma aula e um grupo de cinco alunas, todas com aproximadamente 14 a 16 anos, ofereceramse para ajudar. Todas elas cursavam o 2º ano do 4º ciclo e, enquanto arrumávamos, começamos a conversar. Elas comentavam sobre uma colega que tinha deixado de estudar por ter dado à luz uma criança e precisava tomar conta do filho. O pai da criança tinha sido visto na noite anterior em uma praça “agarrando” outra garota, sem importar-se com o filho recém nascido. Em seguida, começaram a conversar sobre seus namorados, a maioria “ficantes”. Na conversa, elas relataram momentos de intimidade entre eles, sem o menor pudor, querendo mostrar qual namorado era mais dedicado e como eles não tomariam a atitude de abandoná-las caso engravidassem. Percebi claramente na conversa que elas não descartavam a idéia da gravidez e não tinham a menor noção da responsabilidade de criar uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conversa me assustou, pois me colocou frente a frente com a gravidez na adolescência, questão social importante para a estabilização de uma das células mais importantes da sociedade, a família. Célula essa que está, de certa forma, desestabilizando o papel da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei, então, recursos que, através da arte, pudessem orientar os alunos sobre esse tema e lembrei-me do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pollock &lt;/span&gt;(2000). Além de apresentar a arte moderna, poderíamos debater sobre a conduta de sua esposa Lee, mulher emancipada, dona de sua vida, que deixa tudo para viver em função do seu amado e, apesar de toda a dedicação, com firmeza de propósito e de caráter, abdica de gerar filhos pela consciência da vida que levavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse tempo, estavam acontecendo as capacitações no Instituto Ricardo Brennand (IRB). Uma delas foi sobre o orientalismo, tema pelo qual me apaixonei, pois abriu horizontes para que as idéias se estruturassem e, assim, eu pudesse organizar as etapas desse projeto. Dessa maneira, pude encaixar o que estava querendo trabalhar e oferecer informações sobre a atualidade, às quais os alunos poderiam assistir em programas televisivos, como noticiários ou que poderiam ler em qualquer jornal. Também pude apresentar-lhes conteúdos de outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei, após o filme, transpondo para a sala de aula os conhecimentos adquiridos durante a capacitação. Iniciei elucidando a localização geográfica do Ocidente e do Oriente, falei sobre as congruências e diferenças culturais e as últimas relacionadas à área geográfica. Apresentei dois mapas: um sobre o Oriente Médio, outro sobre a Ásia. Neste último mostrei a localização do Extremo Oriente relatando que, apesar de estar localizado no mapa na parte oriental, possui grandes diferenças culturais em relação ao Oriente Médio. Foi redigido um texto, no quadro, e pedi aos alunos que eles copiassem para um maior aprofundamento do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, foquei os aspectos religiosos que dão origem aos aspectos culturais do Oriente Médio. Falei um pouco sobre o Islamismo, o Afeganistão, o Alcorão, Maomé e os Mulçumanos. Finalmente, li para eles várias proibições feitas às mulheres do Oriente Médio, que seguem o Alcorão (livro sagrado, seguido pelos maometanos). Foram lidos 34 itens em sala de aula. Os que estão relacionados abaixo foram os que mais impressionaram os educandos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É absolutamente proibido às mulheres qualquer tipo de trabalho fora de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras etc. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia de um “nmahram” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(pai, irmão ou marido).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É proibido ser tratada por médicos homens, mesmo que em risco de vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É proibido o estudo em escolas, universidades ou qualquer outra instituição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;educacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É obrigatório o uso do véu completo (“burca”) que cobre a mulher dos pés &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;à cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É proibido qualquer tipo de maquilagem (foram cortados os dedos de muitas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mulheres por pintarem as unhas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte: Revista Notícias Magazine, 21 de Outubro de 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;É importante frisar que não existe a intenção de fazê-los aceitar ou não as proibições Orientais em nossa cultura, mas que através desses fatos eles percebam como as diversas sociedades vêem a mulher e como a nossa sociedade apresenta a mulher Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de evidenciar o tempo todo que se trata de uma questão cultural daquele povo, e que, nos dias de hoje, já não existe esse rigor, devo ressaltar que os educandos da oitava série se colocaram nos debates, opinando como essas regras são absurdas e inviáveis. Repudiaram ao extremo a submissão das mulheres em relação à religião. Os próprios alunos homens se colocaram contra as tais proibições, mesmo conscientes de que todas essas regras fazem parte da religião e da cultura deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando seqüência aos debates, abordamos os temas sobre os haréns. Foi explicada a verdadeira função dos haréns, de onde vêm as mulheres que lá moram, e qual o interesse do Sultão nessas mulheres. Quem são os Eunucos e sua função nos haréns e quais são os seus objetivos em entrar para um harém. Enfim, procurei abordar tudo o que fosse possível para abranger a maior quantidade de conteúdos sobre os haréns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter conhecido todas as proibições em relação às mulheres do Oriente Médio e refletido em debates sobre o comportamento da mulher Ocidental, em relação à sua vida e de sua família, pedi aos educandos que formassem grupos de quatro alunos e escrevessem um texto com, no mínimo, 15 linhas, respondendo à seguinte pergunta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para você qual seria a mulher ideal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tivemos um total de oitenta e quatro alunos entregando seus depoimentos e sem esquecer que eles estavam agrupados. Portanto, na nossa pesquisa, todos os dados de um texto têm seu resultado multiplicado por quatro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;  &lt;table class="MsoTableGrid" style="border: medium none ; margin-left: -97.75pt; border-collapse: collapse; width: 489px; height: 621px;" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border: 1pt solid windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ideal de mulher é aquela que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quantidade de respostas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ideal de mulher é aquela que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quantidade de respostas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É fiel   ao marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;44   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É mãe   batalhadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;08   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É dedicada à família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;44   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que tem   senso de humor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;08   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É carinhosa, sincera e humilde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;20   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ajuda o   seu homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;08   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Adquire   o respeito de sua rua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;24   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabe   cozinhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;04   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É aquela   que pega o homem certo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;12   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Obedece   e ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;04   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabe   valorizar o pouco que tem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;08   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabe   fazer de tudo um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;04   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 197.75pt;" valign="top" width="264"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 76.85pt;" valign="top" width="102"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 114.25pt;" valign="top" width="152"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabe dar   amor, cuidar e dar confiança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.35pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;04   alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/div&gt;  Obs.: Em cada texto foram abordadas mais de uma das respostas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após ter passado pela análise da conduta de Lee, no filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pollock&lt;/span&gt;, seguindo os ensinamentos e reflexões sobre o Orientalismo, chegou a hora de inserir o tema gravidez na adolescência. Através de um novo debate, pedimos aos alunos que respondessem à seguinte pergunta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imaginem duas adolescentes, ambas com 15 anos, uma oriental, residindo no Afeganistão, e a outra ocidental, grávida, residindo no Brasil. Qual das duas vai possuir mais liberdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Realmente o debate gerou grande polêmica, porém a maioria dos educandos chegou à conclusão de que uma das formas de uma adolescente perder a liberdade é gerando um filho sem condições de criá-lo. Algo também percebido entre eles foi o fato de o pai da criança, normalmente, não assumir suas responsabilidades, sendo um item que também tolhe ainda mais a liberdade da mãe da criança, diferente do homem do Oriente, que assume sua família, sendo isso um ponto de honra para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o grande dia em que 50 alunos de 5 turmas de oitava série foram escolhidos para visitarem o IRB. Os alunos foram divididos em dois grupos, que se alternaram na visita, cujos temas foram Orientalismo e Mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ficaram extasiados. A maioria nunca tinha visitado o Instituto, e a eloqüência dos mediadores do IRB ajudaram aos alunos a cristalizarem tudo o que haviam aprendido em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando para a escola, montamos uma oficina de pintura em tela. As telas foram conseguidas junto às escolas particulares. As tintas e pincéis, os alunos e a diretora da escola Maria Sampaio de Lucena colaboraram. Pedi aos educandos que transpusessem para as telas o que mais os impressionou em tudo que foi estudado em sala de aula e no IRB. Vale salientar que o projeto foi aplicado com todos os alunos das cinco oitavas séries, não apenas com os alunos que visitaram o Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado das pinturas foi único. Eles normalmente dividiam a tela em duas partes. Em uma delas retratavam um elemento da cultura Ocidental e na outra, eles pintaram o mesmo elemento visto na cultura oriental. Apesar de ver retratada, em uma simples tela, a gravidez na adolescência, sabemos que o tema Orientalismo e a construção dos textos visuais com esse tema fizeram os educandos refletirem mais sobre a liberalidade em seus relacionamentos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto apresentou situações dicotômicas que nos faz refletir o porquê da sociedade encaminhar-se para algumas situações difíceis. Inicialmente, os educandos, em debate, repugnaram a forma como as mulheres do Oriente Médio são tratadas, não aceitaram a sua falta de liberdade, entretanto, em seus textos, a maioria dos educandos escreveu que a mulher ideal é aquela que segue uma linha de submissão ao marido, é dona de casa, fiel a seu marido, tendo que ter bom humor e compreensão para com tudo e com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, eles não aceitam os exageros (para nós ocidentais) e a forma proibitiva a que as mulheres orientais têm de submeter-se, porém eles aprovam à submissão da mulher ocidental em relação a seu marido e à sua família, colocando, quase em sua totalidade, a mulher como mãe. Partindo dessa análise, podemos considerar que 90% das meninas que participaram do projeto se percebem mães, vêem-se cuidando do lar e de seus filhos, portanto já é de se esperar que elas não percebam a gravidez precoce e sem estrutura como algo que vai atrapalhar seu futuro. Pois, mesmo que elas se percebam mães no futuro, expressam nos textos que a mulher ideal é aquela que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabe valorizar o que tem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ajuda o seu homem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabe cozinha&lt;/span&gt;r, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;obedece e ajuda&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é aquela que pega o homem certo&lt;/span&gt;. Sendo assim, demonstram total resignação em relação ao futuro que vislumbram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus depoimentos durante os debates, os adolescentes demonstram e atuam como seres acomodados que estão acostumados com o que lhes acontece e não procuram ter persistência para sair da inércia e ir buscar vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, unindo esse conjunto de fatores - sociedade, sistema educacional, falta de ideal por parte dos educandos - a perspectiva de conscientizar os adolescentes, no sentido de pensar em seu futuro, atinge a pouquíssimos alunos. É um trabalho lento como passos de formiga, do qual só veremos resultado em longuíssimo prazo.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MACHADO, Osny Telles Marcondes. Começo de Conversa – Orientação Sexual – 1ª Edição- São Paulo – Ed. Saraiva – 1993.&lt;br /&gt;BUORO, Anamélia Bueno. Olhos que pintam – a leitura da imagem e o ensino da arte – 2ª edição – São Paulo: Educ / Fapesp / Cortez – 2003.&lt;br /&gt;CANTON, Kátia. Retrato da Arte Moderna – Uma História no Brasil e no Mundo Ocidental (1860- 1960) – 1ª Edição – São Paulo – Ed Martins Fontes – 2002.&lt;br /&gt;Apresentação do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: temas transversais. Secretaria de Educação – Brasília. 1998.&lt;br /&gt;BARBOSA, Ana Mae (Org). Arte/Educação Contemporânea, Consonâncias Internacionais. – 1ª Edição – São Paulo – Cortez Editora – 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Sites Pesquisados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;www.wikipedia.org/wiki/orientalismo&lt;br /&gt;www.sapere.it/tca/minisite&lt;br /&gt;www.theosophy.ca/theosophical.ws/Portuguese/OrienteOcidenteAB.htm&lt;br /&gt;www.br.geocites.com/geografiadooriente/atual/limites&lt;br /&gt;www.br.geocites.com/geografiadooriente/glossário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-6248876618123239464?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/6248876618123239464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=6248876618123239464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6248876618123239464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/6248876618123239464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_308.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4583838194681893342</id><published>2008-06-05T20:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T20:29:57.171-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.13&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Mediação estética:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O que temos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O que precisamos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Maria Helena Wagner Rossi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Mediação estética: o que temos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde a década de noventa, vem sendo publicada grande quantidade de material para subsidiar as atividades de leitura de imagens na escola e no museu. Dentre esses, estão livros didáticos, sites da Internet, recomendações, pareceres legais e até os Parâmetros Nacionais Curriculares em Arte. No entanto, a qualidade desses materiais, muitas vezes, deixa a desejar, pois não respeitam a natureza da leitura dos alunos, nos diversos momentos e contextos do processo de escolarização. Como a maioria dos professores não conhece o pensamento estético de seus alunos, não têm condições de avaliar tais propostas. Assim, muitos professores estão fazendo o papel do mediador estético a partir das orientações disponíveis. No entanto, está na hora de perguntar: Estamos abordando a leitura estética de forma adequada? Estamos respeitando o modo de construção do conhecimento da arte através da leitura? Estamos usando estratégias adequadas para promover a formação estética, um dos principais objetivos do ensino da arte? Conhecemos as possibilidades e as limitações das leituras que propomos? Que tipos de leituras devemos (e podemos) proporcionar ao aluno nos diferentes níveis e contextos da escolarização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, para respondermos a essas perguntas, é necessário, antes, ter as respostas para outras tantas: O que o aluno vê em uma imagem / obra? Que aspectos da imagem são priorizados na sua análise? Como interpreta? Que critérios usa para julgar as obras? O que diferencia a leitura de cada um? A que se devem tais diferenças? Enquanto não pudermos responder a tais questões, não estaremos preparados para atuar na mediação estética, nem teremos consciência das (des)orientações que estaremos disseminando por aí. Em muitos casos, as idéias trazidas por essas publicações deixam de oportunizar uma orientação adequada ao professor, ávido de informações que possam implementar a sua ação. Dentre as inúmeras possibilidades, enfocamos a orientação encontrada à página 63 dos PCNs/Arte (Séries Iniciais), em que é sugerido o seguinte conteúdo para a apreciação estética: “...identificação dos significados expressivos e comunicativos das formas visuais”. Aqui, podemos perguntar se a identificação dos significados expressivos e comunicativos de uma imagem é possível (e necessária) à construção do conhecimento da arte nas séries iniciais. Nossas pesquisas mostram que os significados que os alunos atribuem às imagens dependem de vários fatores, entre os quais condições cognitivas, níveis de familiaridade com arte e discussão estética, experiências de vida, contextos socioculturais etc. Assim, acreditamos que não há &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;identificação do significado&lt;/span&gt; e sim &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;atribuição de significados&lt;/span&gt; pelos leitores. Para entendermos melhor esse pensamento, vamos exemplificar enfocando o item “A forma artística fala por si mesma, independe e vai além das intenções do artista” (PCN/Arte, p. 38-39), que diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A “Guernica”, de Picasso, contém a idéia do repúdio aos horrores &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;da guerra. Uma pessoa que não conheça as intenções conscientes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de Picasso pode ver a Guernica e sentir um impacto significativo; a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;significação é o produto revelado quando ocorre a relação entre as &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;imagens da obra de Picasso e os dados da sua experiência pessoal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A forma artística pode significar coisas diferentes, resultantes da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;experiência de apreciação de cada um. Seja na forma de alegoria, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de formulação crítica, de descoberta de padrões formais, de propaganda &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ideológica, de pura poesia, a obra ganha significado na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fruição de cada espectador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vê-se que o documento não aborda as possíveis leituras de crianças, o que certamente ajudaria o professor no seu papel de mediador. Isso porque ler é fazer, implicitamente, perguntas ao texto, seja ele escrito, visual ou outro. Quando estamos frente a uma imagem, dialogamos com ela, buscando compreendê-la. Um leitor experiente fará uso de seu conhecimento estético e artístico no seu encontro com a obra. Nesse caso, suas indagações apontarão para as discussões do mundo da arte. Um adolescente poderá enfatizar a expressividade, mas uma criança dialogará com a imagem enfatizando os elementos concretos ali presentes vendo as coisas do mundo e não metáforas possíveis aos leitores mais familiarizados. Em um diálogo&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt; frente a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guernica &lt;/span&gt;algumas crianças de seis a oito anos, enfocando a imagem do cavalo, disseram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Camila &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este cavalo parece de aço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Rebeca &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu acho que ele está segurando uma coisa na boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Breno &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parece que é um cachorro segurando uma faca&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Cássio &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parece que o cachorro tem uma faixa na boca com uma faca fincada&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Caroline &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esta foto ou pintura é muito maluca, é tudo preto e branco! Tem um dragão de jornal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Camila &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tem um cavalo de aço com um prego dentro da boca. Eu acho que tem fantasmas e um boi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Cássio &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele boi parece um boi fantasma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Bruna &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é aquilo dentro da boca do dragão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Cássio &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já que todos são fantasmas, aquele cavalo parece uma estátua. Então, quem fez a estátua colocou um espinho na boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Felipe &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu acho que é um jornal na boca do dragão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Cássio &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não é uma boa imagem porque tem muitos fantasmas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Bruno &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não é boa. Não dá para ver quase nada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Lucas &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É uma boa imagem porque tem uma vaca e um cavalo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde o leitor experiente pode ver “o grito lancinante de toda a humanidade, simbolizado pela imagem do cavalo, com sua língua em ponta, afiada como o gume da espada, em protesto contra a barbárie...”, as crianças vêem coisas concretas, como pedaços de metal ou madeira, pregos, espinhos. Citam também dragões, fantasmas, cachorros, lâmpada mágica... Por quê? Porque essas são as respostas às perguntas que fizeram, implicitamente, à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas tem um impacto significativo e lê a imagem como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desordem&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desgraça&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;morte&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caos&lt;/span&gt;; inclusive muitas crianças mencionam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gritos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;briga &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;destruição&lt;/span&gt;. Mas existe a possibilidade de o aluno não ler a imagem da maneira que o professor espera. Os depoimentos acima revelam outras relações entre a imagem e as experiências das crianças. Concordamos que “a forma artística pode significar coisas diferentes, resultantes da experiência de apreciação de cada um”, porém o documento fecha as possibilidades, quando afirma que estas podem ser apenas através “de alegoria, de formulação crítica, de descoberta dos padrões formais, de propaganda ideológica e de pura poesia”. Na leitura das crianças da Educação Fundamental, isso não aparece. Sem essa compreensão corre-se o risco de, se o aluno não identificar o significado do quadro, o professor, com a melhor das intenções, fazer a leitura por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Mediação estética: o que precisamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As perguntas feitas às obras são sempre as oportunas, para cada pessoa, em cada momento da vida. Isso porque nada pode ser interpretado sem uma conexão com o mundo no qual se vive. A vida de uma pessoa é determinada, culturalmente, pela maneira como é criada. E a interpretação estética resulta dos instrumentos que a cultura lhes dá para compreender o que está sendo oferecido para leituras. O professor/mediador tem de estar atento a isso durante as atividades de leitura. Além disso, deve levar em conta a natureza do desenvolvimento estético dos alunos. Quando dissemos que as perguntas que emergem durante a leitura são sempre as oportunas para cada pessoa em cada momento da vida, queremos dizer que essas são as perguntas que devem ser enfocadas, discutidas e estimuladas pelo professor, a fim de que o conhecimento estético do aluno possa ser desenvolvido. Se ele considerar que tais questões são infantis, ingênuas, menores, não estará respeitando a construção do conhecimento estético do aluno. Se ele considerar que as questões dignas, corretas, adequadas, são as que se referem apenas aos aspectos formais da composição, como a linha, a cor, a textura, os planos, o equilíbrio etc., estará demonstrando uma concepção modernista de leitura estética&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(ii)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência, estará desviando a condução das atividades de leitura para um caminho que levará ao empobrecimento do processo de construção do conhecimento estético do aluno. O Construtivismo nos ensina que o conhecimento é uma construção ativa do sujeito. Assim, fazer suposições sobre o que o aluno deve ler, ou impor a nossa compreensão sobre a imagem, é algo que devemos evitar, se pretendemos agir de acordo com os avanços das ciências da educação, da sociologia e da psicologia, particularmente das teorias do desenvolvimento cognitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leitura &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apreciação &lt;/span&gt;são sinônimos de compreensão, e esta é decorrente de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;interpretação&lt;/span&gt;. Quando os alunos pensam que estão apenas descrevendo o que está objetivamente à sua frente, estão, na verdade, interpretando, ou seja, atribuindo sentidos. Suas falas são interpretações do que vêem, as quais são geradas nos contextos por eles vivenciados. Eles adotam os valores da sua cultura, mesmo que não demonstrem a consciência desse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao trabalhar com a leitura estético-visual com crianças, o papel do professor é propiciar situações que possam implementar o processo de desenvolvimento da compreensão estética. Ao invés de fixar-se nos aspectos formais e histórico-factuais da obra (o que nada acrescenta ao processo de construção do pensamento estético) ou de superestimar as habilidades interpretativas do aluno (por exemplo, exigindo a “identificação” do significado da imagem através de metáforas), o professor fará melhor se respeitar a natureza da construção da criança. Para tanto, a sala de aula deverá se transformar num espaço estimulante, provocativo, problematizador, onde o aluno possa ter suas idéias e teorias confrontadas, refutadas, compartilhadas, enfim, discutidas entre colegas. Só assim, pode haver crescimento. Um professor ciente de como se dá o conhecimento estético e receptivo às manifestações do aluno poderá promover tal situação. Ao contrário, um professor que tem restrições ao discurso espontâneo e intuitivo do aluno, tenderá a “ensinar-lhe” como interpretar e julgar as imagens, de acordo com o que ele julga digno, correto, adequado.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i &lt;/span&gt;Foram suprimidas as falas do professor/mediador.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; Ana Mae, ao inventariar as diferentes abordagens de leitura da obra de arte, destaca o formalismo e a iconografia como as abordagens mais importantes durante o Modernismo. Em ambas, a prioridade é a obra e não o leitor ou o contexto. Diz a autora: “Para Roger Fry, um dos primeiros formalistas modernos vinculados às artes visuais, a análise de uma obra deve priorizar os elementos do design: equilíbrio, ordem, ritmo, padrão, composição” (Tópicos Utópicos, 1998, p. 47).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4583838194681893342?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4583838194681893342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4583838194681893342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4583838194681893342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4583838194681893342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_7114.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7144939351123994760</id><published>2008-06-05T19:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T20:13:47.028-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.12&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Entrecruzamentos do olhar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Ana Carolina Campos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há vários modos de ver. Cada um, em particular, obtém uma forma de enxergar o que está a sua frente convidando à interpretação. Afinal de contas, é isso que fazemos a todo o momento, codificamos o que está diante de nós. O ser se faz na interpretação mediado pela consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mesmo fenômeno pode ser observado através de espectros plurais. Uma única imagem pode suscitar diversas sensações, dependendo dos olhos que a enxergam. Quando se abrem os olhos, as experiências absorvidas são inúmeras, e a partir delas vamos construindo e reconstruindo nosso próprio mundo. Diante desse fato, podemos falar em horizontes de sentido. Camadas que se sobrepõem, num processo em que nos deparamos com o outro, com o diferente, que também detém seus próprios horizontes. Conseqüentemente, estes horizontes se chocam, havendo, então, uma fusão entre eles. Talvez tivéssemos também a liberdade de denominá-lo diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento é circular. Parte de nós até o outro e sai do outro até nós, sem perder de vista também que este outro pode ser nós mesmos, e que, para que essa engrenagem funcione, há de se ter uma impulsão que podemos encontrar em nossas consciências. É ela que nos proporciona dar sentido às coisas, pois não há consciência por si só, há sim, sempre, consciência de algo. Trabalhando junto a ela estará a percepção do mundo que temos, o cenário por onde caminha nosso olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer sobre esse olhar que é solicitado quando estamos num museu ou em qualquer outro espaço expositivo apreciando uma obra de arte? Como será o direcionamento dele? O mediador torna-se um canal entre a cultura contextualizada do produtor da obra e do objeto de conhecimento: arte e fruidor, idealizando recortes e percursos, sendo também um criador, ou seja, um autor de um discurso. Em uma obra de arte, diferentes atos, episódios, acontecimentos mesclam-se e fundem-se numa unidade e, não obstante, não desaparecem nem perdem o seu próprio caráter. Numa conversação, há intercâmbios e fusões contínuas, contudo cada interlocutor não apenas mantém seu próprio caráter, como ainda o manifesta, denunciando-se mais claramente do que o desejaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa experiência de pensamento surge apenas quando uma conclusão se manifesta. Tal experiência, como na observação de uma tempestade, alcança sua culminância e decai, gradualmente, apresentando contínuo movimento de temas. Como uma pedra que é jogada num lago calmo, e seu mergulho proporciona círculos que se expandem pela película delicada da água. Se for alcançada uma conclusão, é a de um movimento de antecipação e de acumulação que por fim chega a completar-se. Uma conclusão não é uma coisa separada e independente, é a consumação de uma circulação. A ação e sua conseqüência precisam estar juntas na percepção. Essa relação é o que proporciona sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num espaço de exposição, é natural o público espontâneo ser o próprio diretor do seu percurso, ele elege por onde vai olhar. No caso do público que solicita um agendamento ou uma visita guiada, fica à mercê do trajeto definido pelo mediador(a). Quem é este senhor(a) responsável por direcionar o olhar ou até estimular aberturas de caminhos? Onde fica o papel de alguém que está numa passagem de fruição estética entre o espectador e a obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para perceber, o espectador precisa criar sua própria experiência. E sua criação tem de incluir conexões comparáveis àquelas que o autor sentiu. O ambiente da mediação é um vácuo entre o que a exposição pretende apresentar e a possibilidade de fruição dos diversos públicos, criando assim um espaço de produção de sentido, desvelando, através do diálogo, as possibilidades de interpretação. Nesse exercício, o mediador “desenha” pontes entre a obra e o público, além de convidá-los a caminhar por elas, ou até sugerir qual delas escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mitologia grega, Hermes era o responsável por levar as mensagens consigo do mundo dos deuses até o mundo dos mortais. Esta seria a função dele nesse reino de decodificações, a função de um tradutor. Tradutor que também leva consigo a designação de traidor. Nunca, realmente, conseguiremos elucidar plenamente o texto do compositor, tracejar a mesma experiência que ele desenhou para poder produzir sua obra. Quando traduzimos, paradoxalmente à nossa vontade de esclarecimento, estamos traindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são as linguagens que recepcionamos do mundo. É dessa forma que, de antemão, tentamos clarificar os sinais que o permeiam. O mediador pode, sim, trair o autor, mas as possibilidades de fazê-lo são vastas, quando praticada dialogicamente, confunde-se também com a traição dos espectadores. Foge da questão da culpa, apesar de conhecermos o território escorregadio do discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto existente entre o objeto de contemplação e o observador revela não somente uma interpretação, mas uma identidade, pois nesse processo há também um confronto consigo mesmo, uma revelação do ser. O caminho delimitado pelo mediador suscita um desvelamento, por mais que o discurso seja diretivo, havendo abertura para o diálogo, certamente revelar-se-ão os sujeitos. No encontro provocativo entre a arte e o espectador, podemos ser instigados a vivenciar outras visões. Algo intrínseco nessa conversa pode gerar uma nova tomada de atitude diante da própria vida e faz parte de uma constante reconstrução dos sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, o sujeito é detentor de uma história, portanto seu modo de ver o mundo estará impregnado de um passado. O olho está “contaminado” com uma experiência, e sendo este observador detentor de uma visão mutável, participando de um processo fluido, as acomodações são efetuadas de acordo com as fusões de horizontes que o mesmo é provocado a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A transmissão da mensagem do artista para o espectador exige competência &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de ambos: daquele, para criar, e deste, para entender. Os especialistas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em comunicação podem dizer a mesma coisa de outra maneira: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o emissor e o receptor da mensagem devem valer-se do mesmo código, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para que a mensagem seja comunicada. (GRINSPUM, 2000)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de haver espaço para a conversação. Um diálogo deve ser construído no processo da mediação, porém, para que esse episódio aconteça, faz-se necessário um movimento de via dupla. O receptor deve estar apto para a conversa, ou seja, aberto para ouvir e, a partir desse movimento, retrucar com seus pontos de vista. O mediador, por sua vez, deve perceber os caminhos que percorrem os diversos discursos e saber revidar, traçando assim um diálogo de percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interpretações e os discursos se sustentam no diálogo, sem ele não ocorre fusão de horizontes, sendo assim, não experienciamos e não criamos nossos próprios julgamentos. Os mediadores são todos Hermes, mensageiros da poesia, “cegonhas” de fruições estéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, em grande parte de nossas experiências, não nos ocupamos da conexão de um incidente com o que sucedeu antes ou com aquilo que há de suceder. É preciso estar presente na experiência. Saber que a culminância de um pensamento ou sensação teve um caminho a percorrer. A partir disso, obteremos uma experiência dotada de qualidade estética, desencadeada por esse habitante do “entre - espaço”, cujo desempenho é papel fundamental na cena da confabulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. 8ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, Bragança Paulista, SP: Editora São Francisco, 2007.&lt;br /&gt;GRINSPUM, Denise. Educação para o Patrimônio: Museu de Arte e Escola. 2000. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7144939351123994760?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7144939351123994760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7144939351123994760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7144939351123994760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7144939351123994760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_05.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-8883698236761312209</id><published>2008-06-03T18:27:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:45:40.026-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;.11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;A verdade para a obra não existe:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;o que existe são as relações &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;construídas&lt;br /&gt;pelo observador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;[Anderson Pinheiro entrevista]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt; Profa. Dra. Nina Velasco e Cruz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ter conhecimento, através da professora, do livro de Jonathan Crary&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt;, Techniques of the Observer: On Vision and Modernity in the 19th Century, no qual o autor trata das evoluções técnicas ocorridas no século XIX, que permitiram uma nova perspectiva sobre a visão, convido-a para um batepapo. Aproveitando sua dissertação de mestrado “O dentro é o fora: a participação do espectador na obra de arte de Lygia Clark e Hélio Oiticica”, conversamos sobre a relação do sujeito (espectador / observador / participador) com o objeto (mais especificamente o artístico) e sobre a recepção da imagem por parte de quem observa uma obra dentro e fora do seu contexto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anderson Pinheiro&lt;/span&gt; - Eu gostaria que pudéssemos dialogar a partir da frase de Jonathan Crary:  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sujeito que observa é simultaneamente o produto histórico e o lugar de certas práticas, de certas técnicas, instituições e procedimentos de subjetivação&lt;/span&gt;(ii). &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Dentro do campo do observador ou do espectador, como é que seria esse sujeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nina Velasco&lt;/span&gt; - Na relação espectador e obra, no museu, existem um sujeito e a obra de arte. O que vai fazer com que se chame esse sujeito de espectador, de observador ou de participador&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iii)&lt;/span&gt; será, justamente, esse momento histórico, esse contexto que incide sobre esse sujeito de uma maneira constitutiva, ou seja, ele, ao mesmo tempo em que está ali tendo aquela experiência, é formado por determinadas técnicas, determinados discursos que emergem no momento. O que Jonathan Crary está falando é bem próximo do que Walter Benjamin (1892-1940) dizia quando se referia ao fim da aura na obra de arte na época da reprodutibilidade técnica. O que Crary quer dizer com produto histórico e lugar dessas práticas é que ele é o produto histórico tanto quanto suas práticas. Ao mesmo tempo, aquele sujeito que está diante de uma obra naquele momento, naquela época, vai ter um olhar fotográfico, mesmo que não tivesse tido contato ainda com a fotografia, por isso que Benjamin vai inverter a questão que estava na moda na época: ‘será que fotografia é arte?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele vai dizer que não basta questionar se fotografia é arte ou não, o que importa é a arte como fotografia. O impressionismo, por exemplo, que existe quase coincidentemente com a fotografia, estava fazendo arte como fotografia; em esferas totalmente diferentes. Quem estava criando fotografia não estava com as mesmas preocupações que os artistas impressionistas. É verdade que hoje os discursos deles coincidem em vários aspectos, mas em outros não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles estavam interessados numa determinada verdade, numa objetividade, na ciência. Como Eadweard Muybridge (1830-1904), que estava pensando a decomposição do movimento. Seu estudo não estava associado à finalidade de criar uma tecnologia do entretenimento como o cinema, mas sim uma ciência do movimento. E, no fim das contas, esses estudos, as experiências do Muybridge, vão gerar um dos pressupostos, uma das pré-condições do surgimento do cinema.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, esse espectador vai se tornar observador ou participador na medida em que ele é um fruto desse contexto histórico, em que há entre essas transformações da relação entre sujeito-objeto e, ao mesmo tempo, em que está exposto a determinadas tecnologias. Nunca estamos pensando somente na recepção, estamos pensando também na produção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, por que a gente vai ver os quadros dos impressionistas? Porque é exatamente nesse momento que há essa transição de que o Crary está falando. Você vê como os impressionistas vão trabalhar a construção da cor, a construção da imagem a partir de uma fragmentação dessa imagem em várias pinceladas, não é uma cor única, homogênea, é uma cor que vai se dar na composição entre várias cores. Naquelas obras você vê o conceito materializado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num quadro desses, de longe, você tem uma imagem, de perto, vocêtem outra. De longe, você vê como as cores da imagem são homogêneas, mas, quando se aproxima, você vê que na verdade ali há várias cores, você não está vendo uma cor só. Essa unificação se dá por uma atividade do seu cérebro. Você apreende aquelas informações como uma cor só, aquelas diversas cores como uma cor só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP&lt;/span&gt; - A gente pode até trazer essa experiência, esse exemplo, para o outdoor, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;pois o outdoor ainda mantém essa estrutura de cores separadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NV&lt;/span&gt; - Não só o outdoor, mas a própria ampliação gráfica, imagens digitais que trabalham com pixel, que é uma fragmentação da imagem. Se formos ampliando a imagem, vamos chegar a um ponto, que é uma representação muito menor do que a gente possa imaginar. Seja num quadro impressionista, na fotografia ou até no plotter. Podemos dizer que a preocupação com a relação entre o observador e a imagem surgiu como grande conseqüência dessas descobertas. E são essas descobertas que fazem parte de uma transformação epistemológica, que é a transformação da maneira de o homem se relacionar com o mundo; do sujeito com o objeto. Mas essa relação, sendo uma relação problemática, vai depender muito de quem está ocupando esse lugar de observador. Então, ele não é o mesmo, independente de quem seja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP&lt;/span&gt; - A gente fala da relação do observador diretamente com o objeto, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;a relação do sujeito-objeto. E quando a gente coloca alguém entre esse &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;sujeito e esse objeto? Um alguém que já tem uma decodificação dessa &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;imagem e que mantém um diálogo com o outro, transformando, conduzindo, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;desestruturando, até mesmo dizendo que é outra coisa além do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;que está ali na visualidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NV &lt;/span&gt;- Essa função é extremamente contemporânea. Na verdade, não se poderia imaginar isso antes de toda transformação que estou colocando. Porque é justamente quando você tem esse terceiro, que se tem a prova de que não existe essa separação tão clara entre sujeito-objeto. Não é que não pudesse ter uma explicação sobre as obras, até porque essa explicação, antes, não seria dada da mesma maneira que ela é dada hoje, ela poderia até ser dada como uma informação a mais, apesar de que eu não sei até que ponto isso existia. Digo antes do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é o caso hoje. Quando a gente fala desse mediador, desse participador, desse observador, a gente nunca está colocando como se houvesse uma única chave de leitura, uma única chave de ação e de compreensão daquilo. O que eu entendo e imagino que seja o objetivo não é explicar e chegar a um único sentido. É você abrir. Você não deve, em nenhum momento, fechar o sentido de uma obra, se você fecha um sentido de uma obra, você vai estar atrasado diante de todas as mudanças que aconteceram na história da arte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não é o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não vai chegar e falar “olha, você tem que fazer isso, isso e aquilo” ou “você tem que entender dessa forma, porque é essa forma que o artista quis dizer” ou “é essa a forma certa de se ver”, não é nada disso. Justamente porque há essa mudança epistemológica, não existe uma única verdade, não existe esse mundo dado, não existe essa relação pacífica entre o sujeito e o objeto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP&lt;/span&gt; - Há uma frase na sua dissertação, “O dentro é o fora”, sobre a consciência &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;do artista, segundo Hélio Oiticica (1937-1980) e a Lygia Clark &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(1920-1988), que dizia o seguinte: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;"&gt;O artista deve criar com a consciência de que não há nada que o separe daqueles que experimentam sua obra de arte, na medida em que &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu papel é apenas propor a todos uma vivência artística&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NV&lt;/span&gt; - Há, inclusive, uma frase clássica da Lygia, que eu acho que eu cito em algum momento, que é “Nós somos os propositores &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(iv)&lt;/span&gt;”. A questão, ali, é simplesmente propor. Existe uma discussão nas cartas do Hélio para a Lygia que fala sobre isso, como muitas vezes isso é incômodo para o artista. É o fato de ele não ter o menor controle sobre o que vai acontecer com a obra depois que ele propõe, e a Lygia diz que, às vezes, ela se sentia praticamente estuprada pelo espectador quando ela observava o que ele fazia com a obra dela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, isso fazia parte dessa inovação, dessa nova maneira de se pensar a produção da arte, que é você não fechar, não dá um ponto final ao que você está fazendo. Isso não é específico da vida da Lygia ou do Hélio, isso faz parte de toda uma tendência da arte na modernidade e na pósmodernidade. É dessa época, entre o fim do séc. XIX e início do séc. XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a obra aberta está tão aberta, talvez, tanto num quadro impressionista quanto no “Parangolé” do Hélio Oiticica, nos “Bichos” da Lygia ou até mesmo nessas instalações virtuais, tecnológicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos pegar um exemplo: não vemos, hoje, a Monalisa como se via quando a Monalisa foi feita. A Monalisa hoje não é a mesma, ela parece ser a mesma, mas não é. Nenhuma obra de arte é a mesma. Se pensarmosna teoria de Walter Benjamin, vamos observar que ele falava que só existiu a aura até um determinado momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir do fim da aura, não era mais possível você ter aquela experiência estética da mesma maneira como você tinha antes; então, para uma pessoa, digamos, do século XVII, a Monalisa representava uma idéia. Essa idéia, seja da Monalisa, seja de uma estátua como a Vênus (Benjamim coloca como exemplo a Vênus), está ali representando toda uma tradição, uma história que ela carrega nela, que está encarnada naquele objeto. Esse aqui agora que ela evidenciou desde o momento em que foi criada até chegar ao Louvre. É isso que o Benjamin vai dizer, e eu acho que está bem dentro dessa corrente do Crary. Na verdade, não é o Crary que diz, ele está só retomando outros estudos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, é que, no momento das novas tecnologias de produtividade, nesse processo, nessa transição que é no fim do século XIX, você não está mais diante de nenhuma obra, inclusive daquelas anteriores, da mesma forma de quando foi criada. O que está em jogo não é mais o valor de culto, não é mais essa tradição, não é mais esse aqui agora. Quando você está diante da Monalisa, você não pensa na Monalisa enquanto aquele quadro que Leonardo Da Vinci (1452-1519) fez e que passou por tantos compradores até chegar ao Louvre e que você pode atestar isso através de processos químicos que vão mostrar a originalidade daquela obra em relação a cópias, que é o que Benjamin vai falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, tudo isso ainda pode ser válido para determinada obra que é única, só que a experiência que você tem não é como se estivesse diante de uma obra única, porque você já foi exposto milhares de vezes a reproduções de todas as maneiras possíveis da Monalisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP &lt;/span&gt;- Eu me lembrei de duas coisas quanto à relação do sujeito com o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;objeto. Há um fenômeno que não é novo quanto à descoberta de que as &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;esculturas clássicas gregas e romanas eram coloridas. Essa descoberta &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;de que elas, na verdade, não eram brancas, eram pintadas tem causado &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;desconforto em algumas pessoas. Pois, perceber que aquela imagem &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;clássica da beleza feita de mármore não era tão branca assim causou &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;uma ruptura na informação que já havia. Por outro lado, eu me lembrei &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;também de que em determinado estudo dizia-se que, com a construção &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;de uma câmara escura, como as existentes no século XVII, seria possível &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;recriar um ambiente. É como se pudéssemos ver como Johannes Vermeer &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(1632-1675) via, de modo que conseguiríamos ver hoje um Vermeer &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;como era quando foi pintado. Como se fosse possível recriar o contexto &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;com a mesma luz, dessa mesma época... Há outros estudos que dizemque isso nunca vai ser possível, mesmo com a câmara escura, porque, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;afinal, nem a luz é a mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NV&lt;/span&gt; - No fim das contas, ainda estamos no paradigma da câmara escura. Nessa discussão toda, ainda existe um paradigma porque existe uma verdade que está lá inserida em um determinado momento histórico, é a verdade que estamos buscando, só que essa ‘verdade’ não existe. A crise da verdade é uma crise que não é só da visualidade, cada uma das verdades tem que despertar todos os conhecimentos. Por exemplo, a ciência hoje trabalha cada vez mais com métodos que tenham ação, tentando fugir das armadilhas da subjetividade, o que é absolutamente simples. Então, por exemplo, quando se faz pesquisas sobre medicamentos novos, antigamente trabalhava-se com placebo, porque se sabe que o sujeito está induzido a achar que houve melhoria, na realidade, não está melhorando por causa do medicamento, mas porque se acha que está melhorando. Isso é antigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje se trabalha com outro método. O próprio médico não sabe se ele está dando placebo ou remédio, porque o próprio médico, ao dar o placebo, está induzindo o paciente a perceber que é um placebo. Ou, o próprio médico, ao observar o paciente que está tomando placebo, já o observa de uma maneira diferente daquela do paciente que está tomando remédio de verdade. Não há objetividade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há, porque sempre vai haver um sujeito. Tudo isso já colocou em jogo essa possibilidade de você ter uma objetividade completa. Ver o quadro de Vermeer, como Veermer veria, é absolutamente impossível, mas não é impossível só porque a luz não é a mesma, é porque é impossível. Porque cada sujeito vê de uma maneira. É muito mais profundo do que a simples relativização do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes do século XIX, dentro da perspectiva aural de Walter Benjamin, era completamente importante que a estátua não tivesse um braço porque isso é a aceitação de que aquela obra passou por tudo o que ela passou para chegar ali e que é a mesma obra que está lá no Louvre. Dentro de outra perspectiva, você pode pensar que “não, a obra para nós é como ela era, exatamente como foi produzida na época”. São duas  maneiras de entender o que é a verdade da obra. A verdade da obra está no autor, que pensou a obra daquela maneira, com aquelas cores etc., ou está na história que aquela obra passou, vivenciou e que faz com que ela se transforme? É justamente essa transformação que faz com que ela seja ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade para a obra não existe. Existe aquele objeto lá, que a gente chama de obra e que diante dele cada um vai ter uma relação diferente; inclusive, muitos dizem ‘aquilo não é obra’. Uma pessoa pode olhar aquilo como documentário, outra pessoa pode olhar aquilo como um pedaço de mármore quebrado, outra pessoa pode olhar aquilo e achar que ficaria bem no meio da sala dela...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i&lt;/span&gt; Professor de História da Arte da Columbia University.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; Tradução livre de: “(...) observing subject who is both the historical product and the&lt;br /&gt;site of certain practices, techniques, institutions, and procedures of subjedification”.&lt;br /&gt;(CRARY, Jonathan. Techniques of the observer: on vision and modernity in the nineteenth&lt;br /&gt;century. First MIT Press, 1990:5).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iii&lt;/span&gt; Participador foi um termo criado pelo artista carioca Hélio Oiticica, para designar,&lt;br /&gt;assim, aquele sujeito que transformava a obra com a sua participação direta, pois sem&lt;br /&gt;a participação do mesmo a obra não se concretizava.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;iv &lt;/span&gt;“Somos os propositores: somos o molde; a vocês cabe o sopro, no interior desse&lt;br /&gt;molde: o sentido de nossa existência” (1968: Nós somos os propositores”. In: Lygia&lt;br /&gt;Clark. Rio de Janeiro: Funarte, 1980).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-8883698236761312209?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/8883698236761312209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=8883698236761312209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8883698236761312209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8883698236761312209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_8516.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-4762214793183134452</id><published>2008-06-03T18:20:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T12:26:38.707-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;.10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;A leitura que forma o mediador,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;forma o olhar e ajuda a ler o mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Simone Ferreira Luizines&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na contemporaneidade, quase tudo do que nos é apresentado é feito visualmente. Também é consenso que a capacidade de assimilação é muito mais ampla na visualidade do que em outros sentidos. O que não significa que conhecemos tudo o que vemos. A comunicação hoje, feita através dos mais avançados meios tecnológicos, expõe-nos a múltiplos elementos visuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa realidade, o aprendizado e a reflexão sobre esse mundo das imagens são imprescindíveis à compreensão de nossa atual cultura. A distância entre a riqueza da visualidade contemporânea e a habilidade para analisar essas imagens criou um campo de estudo que se dedica a perceber as diferentes formas com que as pessoas observam, analisam, decodificam aquilo que lhes é visualmente apresentado e a formar pessoas capazes de auxiliar terceiros durante o processo de leitura dessas imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na Arte-educação contemporânea, um dos grandes enfoques de discussão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é a leitura da imagem e, apesar de quando falarmos em leitura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a primeira idéia a vir a mente ser a de compreensão das palavras, em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentido freiriano (2003), leitura é bem mais que decodificar palavras: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é ler o mundo. E como na atualidade o mundo está repleto de mensagens, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a leitura também envolve ler imagens e dentro da imagem, a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;obra de arte. (AZEVEDO, s.d.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A expressão Ler Imagens, já circula nas áreas de comunicação, sob influência do formalismo da Gestalt e da semiótica desde o final da década de 70, e muitas teorias e metodologias de leitura conseguem auxiliar a ler arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma linha de leitura que, no caso de alguns museus, ainda se vê é a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;submissão do educador aos desígnios do curador, funcionando o mediador &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como mero reprodutor das idéias curatoriais. Ainda se observa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;também uma forte tendência ao formalismo, análises das obras apenas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em função da identificação de linha, forma e cor sem preocupação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com a construção de significados (BARBOSA, 2004).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porém, não interessa aqui discutir se é sob a ótica formalista, estética, de faceta semiótica (denotativa ou conotativa) ou sob a proposta de ver a imagem como fonte documental, como têm feito alguns historiadores, antropólogos e sociólogos, que a leitura tem sido aplicada pelo mediador. O que se pretende é questionar a compreensão de mediador da leitura de imagem como aquele que “ensina a ver e ler”. Ensina a ver o quê? Quem é esse personagem que, mesmo diante da complexidade visual da contemporaneidade, seria capaz de ver e ler qualquer imagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade ou não da utilização do mediador é uma discussão antiga. Já na reforma protestante, com a tradução da Bíblia, fez-se desnecessária a presença do Padre, mediador das palavras bíblicas, o que ocasionou uma diversidade de interpretações e obrigou a Igreja, preocupada em retomar sua hegemonia e controle, a reconsiderar a presença do mediador - personagem com o papel fundamental de mediar e de conciliar tensões intelectuais, resolvendo discrepâncias aparentes, harmonizando assim todos os elementos da vida mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo das artes plásticas, a cada dia, a produção aproxima-se mais da vida. E é esse um dos grandes obstáculos para a compreensão da arte contemporânea e conseqüente valorização da figura do mediador - personagem que media o contato e a fruição entre expectador e obra. E será que o mediador da leitura de imagem, e agora me detenho apenas à leitura da imagem de obra de arte, não tem atuado apenas como esse conciliador de tensões, ou até controlador de interpretações? Será que o que se tem feito, tanto no museu quanto na sala de aula, é realmente uma formação do olhar como costumamos pregar, ou será que, de fato, temos tentado ensinar nossos alunos a ver e ler sob a nossa ótica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos sobre leitura da obra de arte situam-se num marco teórico que vê a educação não apenas restrita à formalidade da instituição escolar, mas estendida a inúmeros mecanismos educativos presentes em diferentes instâncias socioculturais, como por exemplo, os museus. Grande parte destes tem como função primordial educar os sujeitos e,  por estarem inseridos na área cultural, são revestidos de características como prazer e diversão, mas esses espaços também educam e produzem conhecimento. O que precisa ser revisto é que tipo de conhecimento tem sido produzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas costumam defender a idéia do mediador como aquele capaz de facilitar a fruição da leitura sem interferir ou influenciar a construção do educando com seus conhecimentos e reflexões. Nem oito, nem oitenta. Não se pode pensar a figura de um mediador como aquele que ensina a ver, nem muito menos aquele capaz de formar o olhar abstendo-se de qualquer construção do grupo, até porque isso seria impossível. O mediador, como ser em processo, deve perceber-se e portar-se não como imparcial ao grupo, mas como parte integrante e de extrema importância dentro dele, ou, como defendia Vygotsky (MELLO, 2004), o indivíduo mais experiente que, através da mediação, estimulará o processo de aprendizagem do menos experiente. O mediador - refirome à semântica da palavra dentro da educação e não a seu conceito abrangente - tanto do Museu quanto da sala de aula, deve dialogar com os interesses do grupo e, a partir disso, propor questionamentos que despertem reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando a leitura sob uma abordagem crítica, e entendendo-a como um campo de estudo transdisciplinar e multirreferencial, que pode tomar seus referentes tanto da arte quanto da história, psicologia cultural, psicanálise, antropologia, sociologia e filosofia, sem fechar-se nestas ou somente sobre essas referências, é que alguns autores enfatizam que esse campo de estudos se organiza a partir de relação dos significados culturais, valores, identidade e noção de representação. Sendo assim, uma leitura torna-se significativa quando se estabelecem relações entre o objeto de leitura e a experiência cultural do leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse caso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a pedagogia questionadora – aquela que propõe questões que exigem reflexão, análise e interpretação, sem que sejam evitadas as informações que esclarecem e/ou apóiam interpretações - é muito mais apropriada, já que a função da pergunta é levar a pensar, estimular associações e interpretações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(BARBOSA, 2004)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, já não cabe mais perguntar o que os educandos não sabem e posicionar-se como o meio termo entre aqueles que querem ver e aquilo que se quer ver, mas sim propor conexões, a partir do que já se sabe, para que, juntos, possam ampliar e organizar discursos com os saberes que todos possuem. A proposta é construir relatos visuais, utilizando diferentes suportes relacionados com a própria identidade e  contexto sociocultural, os quais ajudem os educandos a construir um posicionamento diante do mundo sem que o mediador/educador dite um direcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante entender que o processo de aprendizagem é móvel, pois a cada dia se incorporam novos aspectos. Nesse sentido, os mediadores/educadores têm de estar atentos ao que está se passando no mundo e responder com propostas que possibilitem aos educandos elaborar formas de compreender e atuar no mundo. É essa postura que definirá se o mediador em questão é um educador, que media as experiências culturais e estimula a construção coletiva do conhecimento, ou se é apenas aquele que media as discrepâncias e que controla as tensões. A situação criada pelo mediador/educador para iniciar o processo de aprendizagem é o que sinaliza sua orientação educativa e define seu papel diante do grupo.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referencias Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PILLAR, Analice Dultra. Leitura e releitura. In: Pillar, Analice D.(org.). A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Ed. Mediação, 1999.Série Cadernos de Autoria.&lt;br /&gt;SANTOS, Anderson Pinheiro e LUIZINES, Simone Ferreira. Justifique sua resposta. In: Revista 2 Pontos para Documenta de Kassel. Recife, 2007.&lt;br /&gt;SARDELICH, Maria Emilia. Leitura de imagens e cultura visual: desenredando conceitos para a prática educativa. No curso “Educación Artística: enseñanza y aprendizaje de las artes visuales”, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Barcelona, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Citações Indiretas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;AZEVEDO, Fernando Antônio Gonçalves. A arte possibilita ao ser humano re-pensar suas certezas. s.d.&lt;br /&gt;BARBOSA, Ana Mae. Arte/educação em Museus: Herança intangível. 2004.&lt;br /&gt;MELLO, Suely Amaral. A escola de Vygotsky. 2004.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-4762214793183134452?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/4762214793183134452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=4762214793183134452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4762214793183134452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/4762214793183134452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post_03.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-8709357469731318578</id><published>2008-06-03T17:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T09:41:39.483-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.09&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Desenhar materiais para educadores:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;uma experiência e desafio&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Rejane Galvão Coutinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de considerar a experiência de conceber materiais de apoio para educadores sobre exposições de artes visuais, no caso específico, as exposições do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, apresento como preâmbulo alguns pressupostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso o verbo desenhar no sentido figurado de elaborar projetos, conceber, desenvolver e configurar; da seleção e delimitação dos conteúdos e articulações internas às configurações formais e visuais. É um desafio, porque somos educadores propondo materiais para educadores, ou seja, não somos especialistas em concepção e produção de materiais didáticos. Mas, antes, somos usuários em potencial dos materiais que concebemos, pois estamos inseridos no contexto das demandas e necessidades. O contexto dos desafios contemporâneos dos educadores brasileiros, que nas duas últimas décadas vêm buscando aproximar a arte da educação, inserindo a arte na escola, inserindo a arte nos currículos, aproximando os estudantes da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem somos nós? O &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Arteducação Produções&lt;/span&gt; é uma equipe de arte-educadores e produtores culturais que presta consultoria e desenvolve projetos de ação educativa para instituições culturais em São Paulo. São projetos que se inserem no que hoje se designa nomear de campo da mediação cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio de conceber materiais para educadores acompanha os projetos desenvolvidos pela equipe desde suas primeiras atuações em 2001, pois sempre buscamos a parceria da escola. Entendemos que as ações educativas propiciadas pelas instituições culturais não devem se limitar a ações internas, mas têm potencial de reverberação para além dos espaços instituídos, fazendo com que os visitantes das exposições levem consigo questões para refletir sobre as experiências vividas, questões que teçam relações com a vida, que busquem estreitar as relações com a arte, que possam se transformar em conhecimentos significativos. E, nessa perspectiva, contar com a parceria dos educadores é fundamental. Educadores no sentido genérico, pois temos como princípio e, talvez, ambição abranger educadores de vários segmentos e áreas de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso trabalho tem como fundamento a abordagem triangular e esse é outro grande desafio: exercer as dimensões da leitura, produção e contextualização de forma articulada no espaço transitório da mediação. Temos a nosso favor a situação de confronto presencial entre a arte e as pessoas que a procuram voluntariamente. Entendemos que a função do mediador é potencializar esse encontro, estimulando diálogos pertinentes, propondo questões instigantes em direção a uma crítica artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A toda ação educativa se antecede um trabalho de preparação nem sempre evidente e devidamente valorizado. Nesse caso específico, para conceber e desenvolver uma estratégia de mediação para uma exposição é necessário, inicialmente, um denso e amplo mergulho no universo a ser mediado. Um movimento sincrônico que busca situar e revelar questões pertinentes às obras e ao contexto, através de uma pesquisa de teor interdisciplinar. Com as possíveis questões delimitadas, seguese a elaboração de estratégias e percursos de visita que servem como diretrizes para a concepção e desenvolvimento de outros materiais, tais como: material de apoio ao mediador, material para público escolar, material para educadores etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto, analiso dois diferentes materiais para educadores, concebidos e desenvolvidos nesse contexto específico. A escolha dos exemplos teve como critério poder mostrar uma diversidade de possibilidades, de propostas e de recursos materiais para efetivá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Exposição Alex Flemming – Corpo Coletivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Realizada no Centro Cultural Banco do Brasil em 2001, com curadoria de Ana Mae Barbosa, a exposição pretendia revelar como o artista Alex Flemming vem trabalhando com a temática do corpo. Não era, portanto, uma exposição cronológica, mas um recorte antológico no conjunto da produção do artista, com foco maior em suas produções recentes, que desafiam os limites de um corpo culturalmente inscrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As condições iniciais para desenvolvimento do projeto educativo foram bastante favoráveis: uma parceria estimulante entre os arte/educadores e a curadora (também arte/educadora) permitiu o acompanhamento do processo curatorial. Inclusive, um membro da equipe do Arteducação Produções, a produtora Sofia Fan, atuou nas duas frentes, como produtora da ação educativa e também da exposição, estreitando as trocas e comunicação no processo. Um fruto concreto dessa parceria foi a inclusão de um texto do educativo no catálogo da exposição&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, vale também salientar o estreito diálogo estabelecido entre o artista e o educativo, fato relevante e bastante desejável numa exposição de arte contemporânea, pois, infelizmente, sabemos que muitos artistas alimentam preconceitos em relação à educação, especialmente a arte/educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra condição primordial foi o significativo investimento do projeto como um todo na edição de material para professor com a mesma qualidade gráfica do catálogo e folder da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O material para educadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ANDY%7E1.SAN/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXn40-DlmI/AAAAAAAAAKg/fdgyGAkGoDo/s1600-h/alex.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 202px; height: 151px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXn40-DlmI/AAAAAAAAAKg/fdgyGAkGoDo/s320/alex.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207823507601462882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estrutura do material: conjunto de sete cartões em formato big postais 16 x 22 cm; frente - imagem de uma obra selecionada; verso - textos, questões e outras imagens. Policromia. O conjunto se acomoda em uma caixa que contém um bloco de anotações. Uma característica marcante deste material é o diálogo entre forma e conteúdo resultante da parceria com o designer do projeto, Vicente e Nasha Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos dos postais têm um formato semelhante: um conjunto de questões e outras imagens que fazem referência ou criam relações com a imagem da frente. As questões com seus comentários seguem certo padrão com algumas variações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos cartões abaixo, por exemplo, temos os seguintes textos ou provocações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXsg7stIZI/AAAAAAAAAK4/sZPhsyakWYs/s1600-h/Slide2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXsg7stIZI/AAAAAAAAAK4/sZPhsyakWYs/s320/Slide2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207828594649014674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXsg1G5LwI/AAAAAAAAALA/hZY2ieVyn9U/s1600-h/Slide4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXsg1G5LwI/AAAAAAAAALA/hZY2ieVyn9U/s320/Slide4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207828592879808258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Você sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que esta série se encontra na estação Sumaré de metrô? Vale a pena fazer uma visita.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Observe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de foto é esta? Você já fez alguma foto parecida? Onde ela é usada? Quem são estas pessoas retratadas? Você consegue decifrar os textos sobre as fotos? O que eles dizem?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Que tal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Brincar com fotos 3x4, suas e de seus alunos, ampliando, recortando, multiplicando e por fim construindo um painel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Pesquise / pense / imagine.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando surgem as primeiras fotos 3x4? Será que têm relação com os retratos na história da arte?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Conte uma história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escolha uma destas fotos e imagine como é a vida desta pessoa. O que será que ela achou de ser retratada assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto compreende ainda um postal de contexto do artista, que apresenta o recorte da exposição e um postal de relações com obras de outros artistas que dialogam com o recorte e/ou questões tratadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rápida análise podemos dizer que o material é estimulante para o professor pela estrutura de questões propostas, principalmente, se temos claro que a sua distribuição estava atrelada aos encontros presenciais em que se discutiam o contexto da exposição (artista e obras), o recorte e possíveis relações e ampliações, refletindo sobre esses aspectos. Por exemplo, as obras e o artista apresentados no cartão de referências eram discutidos como possibilidades nos encontros presenciais de professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, podemos avaliar também que o material tem um potencial independente da presença do educador nos encontros, pelo seu caráter estimulador de reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Rembrandt e a arte da gravura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Exposição realizada no CCBB-SP, em 2002, com curadoria de Pieter Tjabbes, apresentando a excelente produção do artista nessa técnica, com obras pertencentes ao acervo do Museu Casa Rembrandt de Amsterdã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa exposição, vivenciamos um processo de diálogo formal com a curadoria e produção da exposição, como é de praxe na grande maioria dos casos, quando recebemos o roteiro ou projeto com as questões curatoriais e a lista de obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tratava de uma exposição histórica, houve necessidade de ampla pesquisa sobre o artista, o contexto e as técnicas empregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve investimento por parte da instituição em produção de material para educadores. Mesmo diante desse contexto, o programa educativo resolveu investir nessa direção, produzindo um material em impressão caseira, com uma impressora jato de tinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material consiste em nove folhas tamanho carta grampeadas em uma das pontas com o seguinte conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Capa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Apresentação da ação educativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;3. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Sobre o artista&lt;/span&gt; (com foco na sua produção como gravador);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Sobre a técnica&lt;/span&gt; de água-forte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Relações – Reflexões – Revelações&lt;/span&gt;: comparação de duas obras do artista: uma pintura e um desenho em aguada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Relações – Reflexões – Revelações&lt;/span&gt;: comparação de duas obras do artista sobre temas semelhantes: uma pintura do sacrifício de Abrão e uma gravura do sacrifício de Isaac (comparação de diferentes tratamentos dados pelo artista);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Relações – Reflexões – Revelações&lt;/span&gt;: comparação entre uma gravura de paisagem de Rembrandt e uma gravura da companhia holandesa das Índias Ocidentais de Maurício de Nassau em Pernambuco 1644, mesma época da produção de Rembrandt na Holanda. Junto às imagens, há dados sobre as invasões holandesas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Relações – Reflexões – Revelações&lt;/span&gt;: comparação de auto-retratos em diferentes técnicas: Rembrandt, Flemming, Anita Malfatti;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt; Referências bibliográficas&lt;/span&gt; sobre arte/educação e sobre o artista; ficha técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material segue claramente a abordagem triangular e configura-se como um resumo das pesquisas feitas pelos educadores para a ação educativa. Tem uma tônica nas relações: leitura X contexto, e atrela-se aos encontros em que se exercia a leitura e interpretação das obras, discutia-se o contexto da exposição com ênfase na técnica e refletia-se sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um material de baixo custo e de baixa qualidade de impressão, configurando-se apenas como referência para pesquisa dos educadores que devem produzir seus próprios materiais de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Considerações finais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não temos receita de como produzir material para educadores, mas temos princípios e fundamentos e sabemos que isso é essencial para a concepção de qualquer tipo de ação educativa, pois eles orientam os processos e nos ajudam a vislumbrar pontos de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida de qualquer ação educativa é sempre a pesquisa. O exercício da pesquisa deve ser a base de toda a prática e a idéia é partilhar essa pesquisa com os educadores, nossos parceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos o material como incentivo à pesquisa e apoio à prática do educador, não como material prescritivo ou como guia de aulas, pois acreditamos que método e metodologia são desenvolvidos pelos educadores diante da realidade e do contexto em que atuam e, sobretudo, a partir das crenças que orientam suas práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforçamos a premissa de que elegemos possíveis recortes para adentrar a exposição, não somos donos da verdade, mas de pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i&lt;/span&gt; Alex Flemming: corpo coletivo, catálogo, centro Cultural Banco do Brasil, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-8709357469731318578?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/8709357469731318578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=8709357469731318578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8709357469731318578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/8709357469731318578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/blog-post.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cWLH-yTeeKg/SEXn40-DlmI/AAAAAAAAAKg/fdgyGAkGoDo/s72-c/alex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-2846951289139005755</id><published>2008-06-03T17:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:16:46.129-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Construção de sentidos e vivências &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;estéticas:&lt;br /&gt;algumas considerações sobre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;a relação entre jogo e arte-educação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Neila Pontes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São várias as representações que encontraremos associadas à palavra jogo. Inúmeras situações são hoje denominadas “jogo”, de modo mais direto ou metafórico. Atividades de naturezas as mais distintas como, por exemplo, o jogo de cartas ou o jogo da sedução têm sua denominação primordial na palavra jogo. Impossível definir tal palavra em rigor científico senão estritamente associada ou referente a outros conceitos subjacentes. Os usos contemporâneos desse vocábulo designam ações de naturezas diversas que, de modo geral, envolvem a proposição de relações entre os “jogadores”, as regras que permeiam essas realizações e o lúdico. Estes três pilares podem traduzir uma idéia generalizante de jogo, que permeia desde as relações interpessoais até o uso didático de atividades lúdicas com fins educacionais. O que se tem como princípio é que o jogo trabalha com símbolos e, portanto, permite a manipulação mental destes para a construção de sentidos, ou seja, possibilitam uma significação ou interpretação. Conceitos esses que subtendem o processo de escolha das conexões que são estabelecidas pelo indivíduo no momento do jogo as quais variam de acordo com os processos individuais e subjetivos de exploração, identificação, reflexão, decodificação, apropriação, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johan Huizinga (1872-1945), em sua obra Homo Ludens, evidencia este processo de seletividade e construção de sentidos pertinentes ao jogo ao afirmar que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se verificarmos que o jogo se baseia na manipulação de certas imagens, numa certa ‘imaginação’ da realidade (ou seja, a transformação desta em imagens), nossa preocupação fundamental será, então, captar o valor e o significado dessas imagens, dessa ‘imaginação’. Observaremos a ação destas no próprio jogo, procurando assim compreendê-lo como fato cultural da vida. (HUIZINGA, 1980:7).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As imagens, principalmente as das Artes, são pautadas na representação, e os recortes selecionados obedecem à construção histórico–social do sujeito que a produz. O artista, em seu ato criativo (que em alguns momentos também pode ser considerado jogo), representa, através de objetos simbólicos, seus devaneios sobre aspectos da vida. Podemos perceber o jogo e a arte, então, como atividades lúdicas que simulam uma parte do real e permitem a exploração mental (através da imaginação) dos signos e dos símbolos, conectando-os em significações, designações. O jogo e a arte, que se estruturam no campo do imaginário- simbólico, constroem linguagens e constituem-se parcelas de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui podemos contar, mais uma vez, com as contribuições de HUIZINGA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na criação da fala e da linguagem, brincando com essa maravilhosa faculdade de designar, é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a matéria e as coisas pensadas. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora, e toda metáfora é jogo de palavras. Assim, ao dar expressão à vida, o homem cria um outro mundo, um mundo poético, ao lado do da natureza. (HUIZINGA, 1980:7)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E refletindo sobre o mito, que também é uma “imaginação” do mundo exterior, HUIZINGA afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... é no mito e no culto que tem origem a grande força instintiva da vida civilizada: o direito e a ordem, o comércio e o lucro, a indústria e a arte, a poesia, a sabedoria e a ciência. Todas elas têm suas raízes no solo primevo do jogo. (HUIZINGA, 1980:7)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Podemos evocar vários pontos de convergência entre a arte e o jogo, como por exemplo, seu caráter lúdico e representacional, o jogo de analogias que permite o pensamento artístico e a construção de obras com significados próprios para o autor e os diferentes espectadores que tiverem acesso a elas, a frivolidade deferida à tarefa criadora, o caráter histórico-social de sua produção, posto que o artista é ser socialmente construído dentro de determinados parâmetros criados pela sua sociedade. Enfim, vários elementos podem auxiliar no entendimento do entrelaçamento existente entre esses dois termos. Na mediação cultural e social, podemos observar esses e outros pontos que ligam o jogo à arte e evidenciam as atividades de criação simbólica como expusemos acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No percurso de uma mediação, que se pretende, na maioria dos casos, lúdica e enriquecedora, os mediadores se colocam como propositores, auxiliares no processo de construção de sentidos, fornecendo informações e estabelecendo, em conjunto com o público, as conexões imaginativas que lhes permitem construir seus próprios sentidos para o objeto. A mediação, partindo desse pressuposto, pode ser entendida também como jogo, um jogo de construção conjunta de sentidos&lt;br /&gt;que, como apontado por HUIZINGA, deriva da necessidade de captar o valor e o significado dessas imagens. Nas interações ocorridas entre público-mediador-objeto, as associações imaginativas e derivações são promovidas e evidenciadas conferindo sentido à obra “lida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Célia Almeida (in: FERREIRA, 2001) defende a idéia de que os campos simbólicos presentes na arte podem auxiliar os processos educacionais e afirma que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As artes fornecem um dos mais potentes sistemas simbólicos das culturas e auxiliam os alunos a criar formas únicas de pensamento. Em contato com as artes e ao realizarem atividades artísticas, os alunos aprendem muito mais do que pretendemos, extrapolam o que poderiam aprender no campo específico das artes. E, como o ser humano é um ser cultural, essa é a razão primeira para a presença das artes na educação escolar. (ALMEIDA, 2001:32).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lúdico também é elemento inerente ao jogo e Platão preconiza que este (o jogo) está intrinsecamente ligado à noção de ficção e que, estando a criança afeita ao ficcional, torna-se, portanto, elemento instigador no processo educativo podendo ser utilizado como estratégia para a educação. Ele destaca que o jogo é o elemento promotor de prazer que motiva a criança para a&lt;br /&gt;aprendizagem. De acordo com VASCONCELOS (2003), “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para Platão o jogo é naturalmente criador, pois enseja naquele que joga a ação conjunta de criar, de dar sentido&lt;/span&gt;” (VASCONCELOS, 2003:18). Desdobrando essa concepção, Platão reitera que é pelo jogo que se entende ou se chega ao conhecimento (logos). E, ainda, que a educação não principia pela verdade e sim pela ficção como é o caso do jogo, que educa a partir de elementos imaginários (PLATÃO apud VASCONCELOS, 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a essa ludicidade inerente, o jogo foi por muitas vezes encarado como frivolidade e relegado ao papel de recreação (eventualmente tomada pelos autores com sentido pejorativo), tendo sido desconsiderado este sentido recreativo como importante instrumento que é de socialização e educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo, na contemporaneidade, está fortemente associado à idéia de experimentação dos papéis sociais que serão realizados pelas crianças em sua fase adulta (jogo infantil). Essa noção também constitui uma das justificativas para a utilização dos jogos no meio educacional, embora também contribua para configurar a aura pouco séria que o jogo assume, por se tratar de simulacro infantil, fato freqüentemente associado à infantilização ou banalização do uso dos jogos como fator educativo. Ainda que o jogo possa estar associado, em nossa cultura, ao frívolo e à recreação, seu valor educativo, freqüentemente evocado no decorrer dos últimos dois séculos, coaduna com os campos operacionais da educação e da arte colaborando com as relações estabelecidas entre o campo da representação artística e da educação (escolar ou não). Portanto, a frivolidade atribuída ao jogo não impede que nele se veja uma importante estratégia educacional. De fato, o jogo se constitui com grande valia como meio para seduzir a criança para os estudos, dependendo apenas que receba por parte do educador os devidos cuidados pedagógicos e preserve seu caráter flexível e aberto.Sobre estes cuidados Célia Almeida (in: FERREIRA, 2001) nos alerta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nenhuma proposta pedagógica é, em si, adequada a toda e qualquer situação de ensino-aprendizagem. Para poder ser colocada em prática, ela necessita ser apropriada pelo professor, ser reconstruída, precisa fazer sentido para ele e seus alunos. Propostas aplicadas mecanicamente, como se fossem receitas, meras reproduções do que propõem, estão fadadas ao fracasso. (ALMEIDA, 2001:33)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mencionarei algumas experiências educativas que podem ilustrar essas relações estabelecidas, acima, entre o jogo, a arte e a educação. As experiências que aqui citarei ocorreram no percurso de desenvolvimento das ações educativas promovidas pelo Projeto Primeiro Olhar, na FUNDAJ. As ações educativas desenvolvidas naquela instituição visaram à promoção da formação do público, fruidor e crítico em arte, e, para tanto, fez-se necessário instrumentalizar esse público com subsídios legítimos, a fim de que pudessem ser asseguradas as analogias necessárias a uma leitura fundamentada da obra de arte. Em total consonância com as relações desveladas neste texto, o projeto ofereceu aos educadores participantes do curso de atualização em arte contemporânea (uma das ações executadas) um Kiteducativo que continha elementos auxiliares do processo de construção de sentidos como: informações conceituais sobre os artistas, glossário específico, jogo ou proposta de atividades que se destinavam à aplicação nas salas de aula. Destacarei, pois, dois desses jogos desenvolvidos com o objetivo de fomentar o debate sobre a arte contemporânea e seus modos de representação de mundo. Os jogos foram pensados, antes de tudo, como prolongamentos da mediação que ocorria nas galerias da FUNDAJ. Mesmo as crianças que não tiveram acesso à obra, realizaram interpretações significantes baseadas no uso dos jogos e em informações trazidas pelo material educativo e pelo relato das experiências vivenciadas pelos colegas que visitaram a exposição. Os jogos funcionaram, dessa maneira, como mediadores, requerendo e possibilitando analogias no processo de construção de sentidos das obras em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo dos “Cartões relacionais” consiste num conjunto de 26 cartões, 12 deles contendo termos referentes às reproduções de obras encontradas nos outros 14 cartões restantes. Duas das imagens presentes no jogo foram selecionadas entre as obras em exposição no Trajetórias 1. Aline Dias, artista catarinense, contribuiu com a imagem de sua obra “Carpet”, e Bruno Vieira, artista pernambucano, participou da mostra expondo seu trabalho “Da série Invasões”. No texto relativo a este jogo, encontrado no Kit Educativo, havia indicações para o uso desses cartões relacionais como jogo da memória, em que os jogadores poderiam estabelecer pares termo-termo, obra-obra ou ainda, termo-obra, explicitando e justificando verbalmente sua escolha e evidenciando assim as analogias realizadas na junção daquele par de cartas, bem como foi solicitado ao professor a utilização diversa desse material, requerendo dele e de seus alunos a postulação de novas regras para o uso dos cartões relacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro jogo, presente no catálogo 2003-2006 da mesma instituição, foi oferecido ao público geral, bastando que se destacassem as últimas folhas da referida publicação e se arranjassem alguns pinos para ter o prazer de jogá-lo. O “jogoCatálogo”, formado por um tabuleiro com casas em que eram definidas as ações que deveriam ser realizadas pelos jogadores e cartões nos quais constavam imagens das obras expostas no ano de 2006, ou apresentavam “Citações conectivas” (trechos selecionados de textos contidos no corpo do catálogo relacionados à poética dos artistas), ou ainda outros que traziam as “Conexões para o passeio” (perguntas que possibilitavam a reflexão dos temas trabalhados nas obras expostas). Os objetivo do “jogoCatálogo” ´se resumiam à realização das ações propostas nas casas do tabuleiro e ao estabelecimento de relações entre as citações e as conexões dadas pelos conteúdos dos cartões. Ao final das trajetórias era pedido aos jogadores que tentassem definir, através da leitura da imagem, qual reprodução da obra tinha a ver com a trajetória percorrida no tabuleiro, devendo justificar sua resposta verbalizando as analogias usadas na escolha da imagem relacionada à determinada trajetória que seguiu durante o jogo. Esse jogo nos deu grande alegria já que possibilitou o acesso às reproduções e às informações de dezenas de exposições de artistas contemporâneos a um público que normalmente não as acessa em visitas a exposições de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os jogos foram pensados com vistas à promoção da ludicidade e quiçá da possibilidade de uma reconstrução mental do percurso criativo do artista. Requeriam a ação mental ou física de seus participantes para a construção de significados ou a realização de ações significantes (como a construção de conceitos artísticos ou objetos plásticos), bem como estabeleciam ou pediam o estabelecimento coletivo de regras para sua realização, abarcando as generalidades e algumas das especificidades observadas na configuração das atividades lúdicas como jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traço aqui, ainda, algumas observações no tocante à disponibilidade de algumas instituições culturais para o estabelecimento de parcerias efetivas com as escolas, visando a uma diminuição da distância na comunicação entre essas instituições e com foco no atendimento às necessidades específicas apontadas pelo educador escolar. Reforço aqui a necessidade do estabelecimento de diálogos efetivos entre as instituições para que o educador tenha acesso não só aos conteúdos oferecidos pelas instituições culturais, mas também que seja ele mesmo capaz de evidenciar as analogias que realiza diariamente na escolha das exposições que irá visitar com seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale salientar que em tempos de tantas dificuldades no setor educacional não devemos menosprezar nenhuma estratégia de sedução das crianças e jovens para o estudo e a pesquisa necessários à construção do conhecimento.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Célia Maria. Concepções e práticas artísticas na escola. In: FERREIRA, Sueli (org.). O ensino das artes construindo caminhos. Campinas: Papirus, 2001.&lt;br /&gt;HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura; Tradução de João Paulo Monteiro. São Paulo: Editora Perspectiva, 1980.&lt;br /&gt;VASCONCELOS, Paulo A. C. O jogo e Piaget. São Paulo: Editora Didática Suplegraf, 2003.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-2846951289139005755?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/2846951289139005755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=2846951289139005755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2846951289139005755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2846951289139005755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/08construo-de-sentidos-e-vivncias.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-2615658188837354626</id><published>2008-06-02T11:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:17:15.497-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;.07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Será que a influenciou de alguma forma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Anderson Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá vem ela do outro lado da sala sorrindo. Aquela garota nos seus quinze, dezesseis anos. Chega perto e diz: olá, tudo bem? Não me lembro dessa garota, mas respondo, cuidadosamente (com um sorriso também), que vai tudo muito bem sim. E ela continua o seu relato como se fosse  minha melhor amiga, como se todos os dias eu a visse e nós comentássemos sobre algum fato cotidiano: faz tempo, né? Deus meu, o que é que faz tempo? Prossigo na conversa dizendo que é verdade, pois se aquela garota diz que faz tempo, deve ser por isso que eu não consigo me lembrar da dita cuja. Então ela prossegue: Vim novamente com esse grupo, mas não consigo me lembrar daquela história sobre aquela peça (e aponta discretamente com um pedacinho de dedo). E ainda complementa: naquele dia você até me contou, mas eu não consigo me lembrar. Bom, pelo menos estou começando a encaixar algumas peças de minha memória a partir dessas&lt;br /&gt;informações, pois já sei que ela já visitou esse museu antes e que sua visita foi mediada por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto o que tem feito da vida já que, segundo ela mesma informou, faz tempo que não aparece por ali. Ela me responde: estou no segundo ano e fazendo esse curso de administração técnica. Pôxa, bacana mesmo, agora já sei que ela ainda estuda e que veio antes com uma escola. Minhas memórias já conseguiram encontrar no meu porão imagético a associação que faltava para eu me lembrar dela. Agora eu me lembro de tudo. E tudo começou assim....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de alunos do ensino médio de uma escola pública recifense tinha ido visitar o museu cerca de um ano atrás. A maioria do grupo nunca tinha ido ao museu e entre eles essa garota. O grupo mostrara-se, aparentemente, um pouco desconfiado ou um pouco tímido, ou ambas as coisas. Eles já tinham sido orientados por seus responsáveis quanto ao comportamento adequado dentro dos espaçosexpositivos. Esses acordos de boa convivência sempre são bons para ambos os lados, mas às vezes desconfio de que, para alguns grupos, eles viram regras supremas cuja ruptura por qualquer um dos membros pode desencadear uma possível punição severa, será isso mesmo? Bourdieu (2003) faz uma comparação interessante, em seu livro “O amor pela arte”, entre um museu e uma igreja, já que ambos possuem  rituais sociais de trânsito, de modo a gerar uma peregrinação e muitas vezes uma consagração exacerbada de relíquias, levando esses produtos e o espaço a um local de adoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, o mais difícil em qualquer situação é a conquista. Sendo ela gradual e baseada na confiança, pode ser compartilhada a partir da honestidade na comunicação do mediador com o grupo, tornando assim mais simples a compreensão das regras (por que não posso tocar as esculturas?), fazendo-os sentirem-se inseridos no contexto museológico. Não seria perfeito se pudéssemos ativar em todos nós outros sentidos, além do ocular, na fruição estética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de pesquisas realizadas na década de 1960 em museus europeus, Pierre Bourdieu e Alain Darbel (2003) mapearam diversas características sociais e culturais do público visitante de museus. Numa dessas pesquisas, percebe-se que, entre as classes populares (agricultores, operários, etc.), 42% do público desejava a visita com um conferencista contra 17% que preferia estar só. Entre o público da classe média (Artesãos, comerciantes, empregados, etc.), 40% preferiam estar com um amigo competente contra os 26% que preferiam um conferencista. Já nas chamadas classes superiores (estudantes, professores, especialistas em arte, etc.), 40% preferiam visitar só, e 43% preferiam estar com um amigo competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso percebeu-se que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto os membros das classes cultas sentem repugnância pelas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;formas mais escolares de ajuda, preferindo o amigo mais competente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao conferencista e o conferencista ao guia que se ri da ironia distinta, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os visitantes oriundos das classes populares não têm receio do aspecto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;evidentemente escolar, de um eventual enquadramento: ‘no que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;diz respeito a explicações, quanto mais houver, melhor... É sempre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom ter explicações seja lá para o que for (...). O mais importante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é o guia que nos orienta e nos fornece explicações’ (operário, Lille).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Em vez de ficar só, gostaria de estar com alguém qualificado; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;caso contrário, a gente passa ao lado e não vê nada’ (operário Lille) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Bourdieu, 2003:88)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Klaus-Dieter Lehman, presidente do Goethe-Institut, numa palestra em 2006 a respeito de uma determinada exposição sobre esculturas gregas, verifica que, até o século XIX, havia a possibilidade de o museu atender o público de modo individual. Algo que se tornou impossível nos tempos atuais devido à multiplicação de visitantes, necessitando uma ação educativa que gerasse estratégias de atendimento de modo que esses profissionais qualificados não fossem conferencistas, e sim mediadores de diálogos entre a exposição e o público.&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(i)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Outra construção difícil após a conquista da confiança é fazer com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;que um grupo aparentemente mudo possa incluir você em seu diálogo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;(monólogo) mental. Alguns até ousam e participam, mas estes já são, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;assim, extrovertidos por natureza, geralmente ficam à vontade mais rápido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Acredito ser importante não esquecer aqueles que tem um mundo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;idéias na cabeça e que gostariam de trocar figurinhas, mas que sentem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;pânico em ser ridicularizados por seus parceiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Assim foi com aquela garota. Ela estava praticamente colada em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;mais duas outras garotas como se uma se apoiasse na outra e assim por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;diante. Ela nunca falava nada, mas sempre observava com uns olhos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;disfarçadamente atentos. Como me chamou atenção, resolvi fazer um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;questionamento. É verdade que assim, de supetão, ela ficou um pouco &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;mais nervosa, mas de algum modo resolveu responder ao desafio. Arriscou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;uma resposta conforme ela acreditava que poderia me satisfazer. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Questionei se, caso ela observasse melhor os detalhes, a resposta seria &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;ou não diferente &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;(ii)&lt;/span&gt;. E se era nessa resposta que ela acreditava, (e pensei: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;afinal, não era a mim que a mesma deveria satisfazer, mas apenas a ela). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ela hesitou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Talvez esse comportamento se deva a que, muitas vezes, a imagem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;do mediador (ou a idéia dessa imagem), suas discussões e conseqüentes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;conexões tendem a confirmar a posição do detentor das informações que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;o difere por completo daquele que se encontra a sua frente. Aquele que, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;como Mefistófeles (personagem do livro Fausto, de Goethe, século XIX), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;guia pelos caminhos dos saberes diversos, levando o visitante a embarcar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;nesse roteiro. Existe um perigo nesse itinerário: o modo como o (suposto) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;diálogo é conduzido, e todos nós precisamos ter cautela. Às vezes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;parece que acontece uma subestimação quanto à bagagem informativa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;que o outro possui. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais o mediador ocupa um espaço na vida desse outro &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;como um amigo, professor ou parente que vai além de um mero conhecido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ao construir um processo dialético com esse visitante, o mediador &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;tem acesso a um local que já não é mais dele, uma interseção entre omundo dele e o do outro que se expõe, como uma rede de conexões &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;epistemológicas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ao ser solicitado por participação e raciocínio perante os objetos do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;museu (ou do mundo circundante), o visitante abre a “porta” de seu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;íntimo para relatar as associações / idéias / conexões vivenciadas, permitindo-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;se ao diálogo. Põe, de certo modo, sua “cara à tapa”. Um mediador &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;que não está pronto para agir dinamicamente com essas conexões e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;continua no desenrolar do seu discurso narcisista não é exatamente um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;profissional a que se preze o respeito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Afinal, ser mediador não se trata exatamente de ouvir as partes, gerando &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;uma boa compreensão entre si e incentivando o outro a participar, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;a expressar? Segundo Gilberto Velho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os indivíduos, especialmente em meio metropolitano, estão potencialmente expostos a experiências muito diferenciadas, na medida em que se deslocam e têm contato com universos sociológicos, estilos de vida e modos de percepção da realidade distintos e mesmo contrastantes. Ora, certos indivíduos mais do que outros não só fazem esse trânsito, mas desempenham o papel de mediadores entre diferentes mundos, estilos de vida e experiências (VELHO &amp;amp; KUSCHNIR, 2001:20 apud RIAL, 2001).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, é de se esperar que essa interação entre os mundos do mediador e do visitante se dê por completo quando há a percepção do outro, estando no lugar do outro e participando com o outro desse processo de visita dialogal. Construindo uma afetividade naquele espaço de tempo tão mínimo que passe a se tornar uma experiência, não apenas uma vivência, já que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o sujeito da experiência tem algo desse ser fascinante que se expõe atravessando um espaço inderteminado e perigoso&lt;/span&gt;” (LARROSA, 2004). Como Heidegger pôde muito bem definir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fazer uma experiência com algo significa que algo nos acontece, nos alcança; que se apodera de nós, que nos tomba e nos transforma. (...) podemos ser assim transformados por tais experiências, de um dia para o outro ou no transcurso do tempo. (HEIDEGGER, 1987 apud LARROSA, 2004:162)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à garota, ela respondeu a minhas indagações e me deixou satisfeito. Naquele primeiro encontro, ela era apenas mais uma de um grupo que recebia diariamente. A volta dela foi que me assustou. Levou-me a questionar meus atos e a estar sempre atento às palavras com as quais eu me dirijo ao outro. Pergunto-me sempre: o que será que eu disse ou fiz para que fizesse parte da bagagem imagética dela? Será que a influenciou de alguma forma? Como sou tolo, é claro que sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;i&lt;/span&gt; No Brasil, foram surgindo, desde os anos 50, “os primeiros serviços educativos em Museus (que) foram organizados (...) por Ecyla Castanheira e Sígrid Porto, no Rio de Janeiro”. Os anos 80 foram marcados pelo início dos cursos de formação de professores de Arte “introduzindo-os à condição pós-moderna”. Já nos anos 90, implantaram-se setores educativos nos museus, seja por fatores econômicos (quantidade de público versus quantidade de patrocinadores) seja por fatores educacionais. (BARBOSA, 2004)&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ii&lt;/span&gt; Essa experiência aconteceu no Instituto Ricardo Brennand, em 2007, cuja coleção possui além de outros objetos, armas brancas. A Ação Educativa&amp;amp;Cultural dividiu, para melhor atender ao público escolar, as visitas pelo museu por temas, que são escolhidos pelo professor ou responsável no ato do agendamento. Um dos meus exercícios na visita com o público adolescente era deixar o olhar caminhar pelo acervo, deixando assim que fossem feitos os recortes referenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BARBOSA, Ana Mae. REVISTA MUSEU. Museu como laboratório, 2004. Disponível em: http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=3733. Acessado em 05/04/2008.&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre. DARBEL, Alain. O Amor pela Arte São Paulo, EDUSP e Ed. Zouk, 2003.&lt;br /&gt;LARROSA, Jorge. Linguagem e educação depois de babel. Belo Horizonte, Autêntica, 2004.&lt;br /&gt;LEHMAN, Klaus-Dieter. FÓRUM PERMANENTE. Palestra sobre a exposição “Deuses Gregos”, FAAP, São Paulo, 17 de agosto 2006. Disponível em: http://forumpermanente. incubadora.fapesp.br/portal/.event_pres/jornadas/folder.2006-08-10.8328589885/ relato-lehmann/. Acessado em 19/04/2008. RIAL,&lt;br /&gt;Carmen. Mediação, Cultura e Política. MANA(on-line), Rio de Janeiro, v.7, n.2, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0104- 93132001000200014&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso. Acessado em 07/04/2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-2615658188837354626?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/2615658188837354626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=2615658188837354626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2615658188837354626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/2615658188837354626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/07ser-que-influenciou-de-alguma-forma.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7343124449081046532</id><published>2008-06-02T10:37:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:18:04.723-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.06&lt;br /&gt;A corporificação da experiência:&lt;br /&gt;“para que serve isso que você está me dizendo?”&lt;br /&gt;Anderson Pinheiro entrevista:&lt;br /&gt;Prof. Dr. Eduardo Duarte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;Anderson Pinheiro - Há uma divergência entre alguns profissionais de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;museus sobre a nomenclatura de que quem trabalha diretamente com &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;o público. Para algumas instituições ele é o mediador cultural, para outras, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;o monitor, para outras, o arte-educador ou, ainda, o educador. Essa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;denominação depende, muitas vezes, dos dirigentes ou da coordenação &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;dessas instituições. Partindo disso, numa conversa anterior, o senhor me &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;disse o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;A preocupação quanto ao discurso implica uma re-forma de paradigma, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;de sistema conceitual, de percepção de mundo para o arte-educador. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;E uma ação dessa natureza tem de ter várias frentes simultâneas, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;como um programa bem pensado de revisão de valores a fim de que, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;espontaneamente, o próprio sistema refaça sua proposta de ação. Se &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;não for assim, e com muita paciência, qualquer trabalho nesse sentido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;fica muito ferramental, os arte-educadores vão “usar” as novas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;informações, sem conseguirem ser reformulados por elas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;Então, já que entramos no que seria um problema dos arte-educadores, o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;que o senhor pode dizer quanto à nomenclatura que se dá a quem trabalha &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;diretamente com o público no processo de mediação?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Duarte&lt;/span&gt; - São duas situações políticas distintas, e são duas problemáticas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;realmente distintas, em relação, sobretudo, a essa mensagem. Na realidade, a minha preocupação maior é entender que todo grupo de educadores foi ‘formado por’. Um ‘formado por’ indica que ele foi fragmentado a partir de uma tradição. A pergunta que se faz é se a tradição na qual aquele que educa foi formado é suficiente, nos dias de hoje, para dar conta do processo educacional; seja ele no campo das artes, seja no campo das ciências, da humanidade, da biologia etc. Seja lá em que campo for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a crise de paradigmas que nós encontramos na produção de conhecimento, na produção de pensamento, estabelece-se exatamente por conta de certa noção inclusa na perspectiva epistemológica daqueles que formam os formadores. Essa perspectiva é muito antiga, são princípios que norteiam o fazer-saber a preparar um educador para que ele execute um trabalho de formação partindo de uma idéia de que aquele que ele vai formar não tem, organicamente e cognitivamente, um motor próprio cognitivo de percepção das experiências estéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando falo em experiência estética, eu me refiro também à experiência científica, porque um pesquisador só se interessa em fazer ciências se, de alguma forma, for tocado esteticamente pela beleza do que significa fazer ciência. Então, não é apenas por uma questão mercadológica, quantitativa e financeira, mas um verdadeiro cientista se apaixona; ele vê, nas fórmulas de química, de física, uma beleza de cumplicidade do mundo a sua volta que o inspira. Então, há uma experiência estética por trás do fazer científico. Eu parto do princípio de que a experiência estética é um processo de descoberta, é quando o conhecimento se forma enquanto corpo; ele não é algo que você ensina, é algo que você me aponta, mas quem compreende, quem forma esse conhecimento sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessar essa porta, por exemplo, só pode fazer sentido se eu atravessar a porta, mesmo que você me diga “atravesse essa porta, porque você vai chegar ao estacionamento”. Mas, você me dizer, apenas cria para mim um referencial teórico do que significa “chegar ao estacionamento”; o referencial teórico não é a corporificação de um conhecimento. Já existem aqui duas matrizes muito diferentes. A idéia de que você, o educador, ou alguém têm informações acumuladas a respeito de tal situação, ou o educador que corporificou um conhecimento a respeito de uma determinada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que quis dizer de uma diferença paradigmática profunda, porque você só pode, de fato, criar sensibilizações nas outras pessoas, no seu alunado, ou nas pessoas que querem ser monitoradas, ou naqueles que vão visitar o Espaço Ciência (não vejo muita diferença entre o Espaço Ciência e um museu de arte) se essa sensibilização passar pela sua corporeidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vem o grande desafio, formar investigadores ou formar educadores esbarra na dificuldade deles próprios, que querem compreender o para que serve. “Se está me ensinando serve para alguma coisa?” Na medida em que eu me preocupo com “para que é que serve”, eu vou instrumentalizar isso na justa medida na qual você me ensina para que eu devo usar. Mas, uma verdadeira fórmula de sensibilização implica ultrapassar sua expectativa de “para que serve” e, inclusive, ir contra suas expectativas na medida em que estou tentando formar em você uma nova capacidade possível de reinventar o que o apresento. Mas isso só é possível se seu corpo vibra e descobre sentido nele mesmo para o que descobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantemente, nas minhas aulas sobre ‘Cultura e Cognição’, os alunos chegam e dizem “para que serve isso que você está me dizendo?”, e eu digo “serve para você dar um tiro na sua cabeça”. Então eu provoco um choque, eu não respondo. E imediatamente há uma baixa de guarda neles. Ás vezes ficam com raiva de mim, às vezes ficam simplesmente como se estivessem escutando um Koan (Koan é uma piada zen). Um Koan na medida em que o tempo dirá à pessoa que há a necessidade de encontrar uma funcionalidade ou de criar um sentido próprio para o que ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é preciso criar novos deslocamentos referenciais, novas sensibilizações, ou aquilo que eu chamo de novas experiências estéticas. Não se trata de, ao final dessa formação, o indivíduo ter um conjunto de ferramentas de como vai executar o seu trabalho com outras pessoas. Ele já tem condições, porque já corporificou certa densidade de conhecimento para além da informação de começar a processar a sua forma de gestar para o outro a sensibilidade que ele vai passar. É como quem diz a uma criança que quer colocar o dedo na tomada “não coloque o dedo, porque você vai levar um choque”, isso é apenas uma informação; ela não entende isso, então ela pode saber a informação de que passa choque; mas, o que é choque? Então, num determinado momento, ela pode colocar o dedo e tomar o choque; então, ela corporificou a informação. Agora, todo o corpo dela entende o que é choque, todo o corpo dela entende o que significa aquilo e pode, inclusive, transformar aquela corrente elétrica numa idéia para uma outra construção que estava para além da informação que foi dada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;AP - A corporificação seria a própria experiência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ED&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;- É a experiência estética! É um estágio de vertigem que pode amorosamente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;conduzir uma pessoa a relativizar o ponto de vista do qual ela vê o mundo. Se você consegue ajudar alguém a relativizar o ponto de vista do qual ela vê o mundo, ela cria enormes possibilidades de se afetar por circunstâncias do mundo que nunca lhe foram apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 20 anos que nós temos uma massificação de uma narrativa visual que acelera a percepção cognitiva de espaço-tempo. Muitos de meus alunos que fazem comunicação dizem “isso é feio, isso é ruim, isso é chato...”, diante de filmes de narrativas mais lentas. Mas eu digo que o lento faz parte do que é produzido pela cognição do planeta, como é que você poderá comunicar algo ao mundo se você restringe ao mundo apenas aquilo lhe informou, ou seja a velocidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que você possa passar por uns abalos físicos que possam reorganizar suas próprias questões do ponto de vista cognitivo, de modo a começar a haver uma possibilidade de sentido na produção cultural que destoe a sua compreensão. Mas isso não como uma informação que você deverá armazenar; isso como uma corporificação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;AP - Certa vez, vi uma referência que para causar um estranhamento no &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;outro é preciso gerar uma estrutura que seduza o outro, concorda com &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;isso? Realmente tem que criar uma estrutura de sedução? Essa sedução &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;está baseada no diálogo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;ED &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;- Está baseada no diálogo e ela está baseada sobretudo nele. O diálogo &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;é a ferramenta, mas nenhuma ferramenta faz sentido sem que haja &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;antes uma predisposição. Há um livro de que eu gosto muito, chama-se &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;“On dialogue”, do físico David Bohm e ele escreveu que:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;font-size:100%;" &gt;é fundamental ao diálogo que os participantes suspendam suas estruturas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;font-size:100%;" &gt;tácitas de conceitos de idéias para poder encontrar-se com as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;font-size:100%;" &gt;estruturas tácitas de conceitos e idéias do outro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;Para ele essa era a condição para haver o diálogo, porque eu não posso &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;considerar a existência de um diálogo na medida em que as suas estruturas &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;mais profundas não estão disponíveis. Para que haja diálogo, é preciso &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;que haja disposição, e para que haja disposição é preciso que haja &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;uma relativização do que é certo e do que não é certo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;AP - No seu artigo “Epistemologia da comunicação”, o senhor se refere &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;ao objeto de comunicação. Há uma frase que diz que “o objeto da comunicação &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;engloba as manifestações dos artistas, midiáticas ou não.” O senhor &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;poderia explicar melhor essa manifestação dos artistas?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;ED - &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Qualquer coisa que se&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;coloca em uma posição de ser uma obra&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;de arte, mesmo que ela não tenha sido colocada em suporte de mídia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;(fotografada, codificada no jornal ou cinemafotografada), se ela é uma &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;obra de arte, ela é inevitavelmente uma proposta de comunicação. É &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;uma proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode efetivar a comunicação, naturalmente ou não. Então, veja que objeto de forte comunicação quando você tem um quadro como a Monalisa, que está lá no Museu do Louvre. Sobre essa obra, várias traduções e retificações já foram dadas, mas ela continua lá sendo motivo de novas recriações. Ela continua sendo atualizada pelas recriações que pode suscitar entre as pessoas. Então, no instante em que você tem o espectador participando ativamente das reconstruções imaginárias que uma obra suscita, ela estabelece um laço de comunicação, porque ela não é apenas um canal de informação de um tempo. Honestamente, eu creio que só a obra de arte pode ser canal, realmente, da mobilização da comunicação. Ou, para não ser totalmente radical, ela tem a maior disposição de provocar e provocar-se como objeto de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de arte implica, inevitavelmente, uma parada no tempo. A obra de arte estabelece para com aquele que vai se relacionar com ela uma nova configuração espaço-temporal. Nessa reconfiguração espaçotemporal, o indivíduo inevitavelmente tem que se desabrigar do seu contexto para poder, sensibilizado medianamente ou profundamente, ser atraído para aquele espaço midiático sonoro ou contextual que se coloca como obra para ele naquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que, talvez, seja um grande desafio para todos nós que procuramos falar sobre educação, procuramos falar sobre arte, sobre comunicação é entender o tempo em que cada coisa toma corpo com aquele em que nós conversamos; porque se não houver respeito pelo tempo em que o fenômeno toma corpo, jamais estaria mediando, jamais estaria facilitando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou preocupado, realmente, com o efeito classificatório das teorias da arte em relação à obra, eu estou mais preocupado sobre qual a intensidade de provocação perceptiva e de deslocamento perceptivo que ela provoca, estou muito mais interessado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando falamos sobre qual é a palavra que melhor define a profissão de vocês, eu acho que a melhor palavra é educador mesmo. Mas, a gente precisa saber de que tipo de educação nós estamos falando. É mediador? Também. É um facilitador? Aí eu tenho medo. Eu tenho medo da palavra facilitador. Pois facilitador é um termo tão pertinente quanto impertinente, porque todo aquele que facilita alguma coisa também dificulta outra, todo aquele que dificulta num argumento facilita num outro; então facilitar não acho que seja a melhor maneira de descrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato mesmo é que estamos diante de combinarmos sobre qual educação nós estamos falando? De uma educação dentro da qual você opera com o repertório de expectativas de sensibilizações que o seu público tem em relação ao que você vai fazer? Ou você está se referindo a uma educação na qual o banco escolar implica: “Ouça, anote e qualquer pergunta, no final, fale”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, são duas formas de você apontar o processo de educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AP - Eu posso dizer, assim, que numa mediação o profissional deveria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;proporcionar esse discurso crítico que vai permitir uma repercussão, tendo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;determinado tipo de postura, de discurso, de diálogo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ED &lt;/span&gt;- O que ele deve ter como preocupação é abrir o sistema de compreensão e não fechá-lo, essa é a premissa que eu acho que todo educador deve ter. Você pode trabalhar o conteúdo como informação a ser passada, ou o conteúdo como um problema a ser pensado. Se você trabalha com o problema, toda a informação histórica que você utiliza, você utiliza no contexto de provocação, você está sempre conduzindo o seu grupo a que se instale um problema. Acho que essa é uma diferença gritante no processo de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estou falando de problema, estou falando das circunstâncias humanas que estão ali presentes, é sempre uma tentativa de fazer você habitar não a informação, mas o problema. Alguém que vá fazer uma crítica de um novo filme, por exemplo, que vai estrear na semana que vem, pode tratar desse filme dizendo “ele é isso, ele é assim, ele é assado, ele não presta ou ele é bom”. Ou eu posso colocá-lo dentro de uma moldura contextual, de uma época de produção na qual certas sensibilizações são apresentadas e, quando eu entro por aí, conduzo o espectador a habitar, ele sai com uma disposição de entender os caminhos que a obra está abrindo, sem que, necessariamente, venha a se posicionar com “isso é bom, isso é trash, isso presta, isso não presta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é criar no outro a disposição de que o outro recorra a visões e imagens de organização dessa informação. É o que eu digo sobre a diferença entre você dar um conhecimento fechado (“aprenda assim e reproduza”) e você dar um conhecimento aberto, um conhecimento em que você aposta na capacidade criativa que o outro tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7343124449081046532?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7343124449081046532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7343124449081046532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7343124449081046532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7343124449081046532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/05a-corporificao-da-experincia-para-que.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-1808110948477832890</id><published>2008-06-02T09:08:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:18:53.935-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.05&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Educação em Museus: termos que revelam preconceitos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ana Mae Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para os alunos e professores&lt;br /&gt;da Especialização em Arte/Educação&lt;br /&gt;da UNICAP/Recife/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I - O termo mais revelador do preconceito contra Educação nos Museus é o de monitor para aquele profissional encarregado de visitas, recebendo escolas e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente são educadores formados em Universidades, nos cursos de História, de Arte, de Educação e até mesmo de Comunicação. Eles &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;são educadores, pois tratam de ampliar a relação entre o museu e o público, ou melhor, são mediadores entre a obra de arte e o público. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Monitor é quem ajuda um professor na sala de aula ou é o que veicula a imagem gerada no HD, no caso de computadores. Atrelada à palavra, vai a significação de veículo e de falta de autonomia e de poder próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, a paisagem social de “monitores de museu” está mudando e a função, atraindo jovens saídos das classes médias que não querem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se sujeitar ao sistema, ensinando em escolas. Para eles é muito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais prazeroso e significativo trabalhar em museus, além de que podem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;agüentar a incerteza econômica da profissão. Alguns museus, os mais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;intelectualizados, em respeito à nova classe social que neles trabalha, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;estão conferindo mais dignidade designativa à profissão e chamando-os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de EDUCADORES, titulo ao qual fazem jus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, em mega exposições como a Bienal de São Paulo eles continuama ser chamados de monitores. O trabalho na Bienal é duro demais, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;são muitas horas e paga-se pouco. Como resultado, atrai estudantes universitários &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de classes sociais mais baixas, por isso a elite se dá bem ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desqualificá-los como meros monitores ou ao fazê-los vestir uma camiseta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que traz nas costas designação mais desqualificante ainda - “tira &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dúvidas”, como foi feito na Bienal de 1998. Em outra Bienal, resolveram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;reservar a “monitoria” para os alunos da Fundação Armando Álvares &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Penteado. Os alunos desta escola, uma das mais caras do Brasil, pouco &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se interessaram. A Bienal foi obrigada a aceitar alunos de Escolas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Arte da periferia e das universidades públicas como USP e UNESP, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;injustamente consideradas escolas de ricos. Essa é uma propaganda da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;direita contra a universidade pública. Eu ensinei 34 anos na USP e nunca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tive um(a) aluno(a) rico(a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;II - Visita guiada é outro termo preconceituoso. Pressupõe a cegueira &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do público e a ignorância total. Uso há vinte anos o termo visita comentada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, por algum tempo, chamei visita dialogada. Preferi comentada, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;porque o visitante pensa que não vai se comprometer, vai só ouvir e, no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;processo, engaja-se sem ter tido chance de se recusar ao engajamento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O diálogo significa participação do visitante também e, declarado de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pronto, pode amedrontar. Ninguém quer se confrontar com sua própria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ignorância. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o sentido epistemológico de uma visita com educador de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;museu e qualquer público tem sempre que ser o diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao público resta escolher: se você quer visitar o Museu sozinho e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;calado, como muitas vezes tenho necessidade, tudo bem. Quando meu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;marido estava no hospital eu saía de lá desesperada por consolo e corria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para o museu mais próximo, ansiando por não encontrar ninguém e ficar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sozinha com as obras. Nessa ocasião, uma exposição de Lívio Abramo no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Centro Cultural Tomie Ohtake me agasalhou muitas vezes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se alguém quiser dialogar, chama-se um educador para, juntos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;verem a exposição, comentarem, trocarem idéias e sensações sobre a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;obra e informações sobre a exposição. Em São Paulo, os únicos lugares &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em que me sinto à vontade para fazer isto são o Centro Cultural Banco &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do Brasil e o Itaú Cultural. Outro dia pedi um educador no Itaú, fiquei &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;feliz, pois achei que ele não me reconheceu e, no final, até dei meu cartão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou meu nome a ele, achando que ele nunca ouvira falar em mim. Foi &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma ótima visita, falei de curadorias que fiz, comentamos sobre aquilo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de que mais gostávamos na exposição, foi um diálogo mais que agradável, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foi recompensador e tive conhecimento de detalhes do processo decriação de algumas obras, fato que melhorou minha recepção a elas. Saí &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pensando que bom, não enganei o educador, porque demonstrei ser do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ramo, mas não disse que era arte/educadora, o que podia tê-lo inibido. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dias depois, recebi um e-mail de Renata Bittencourt, diretora do Educativo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do Itaú. Entre outras coisas, ela me dizia que o educador tinha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gostado muito de nossa conversa. Fomos bons atores, fingimos bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;III- Curadoria Educativa não é propriamente preconceituoso, mas é usado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para dissimular o preconceito. É só um meio artificial de tentar conferir &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a mesma importância da educação à curadoria de obras de arte. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para mim, a importância é a mesma, mas não é assim que a elite que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comanda os museus pensa. Daí o artifício “curadoria educativa”, muito &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;usado por quem organiza cursos, seminários etc. e quer ser importante. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, seria interessante analisar por que no Brasil as &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;instituições procuram dar “nomes - fantasia”, como dizem os farmacêuticos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;à Educação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas são as instituições como museus e centros culturais que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;têm a coragem de designar seus departamentos voltados para ensino, divulgação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou extensão simplesmente de Departamento, Setor ou Divisão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isso não ocorre no Primeiro Mundo. Houve um tempo em que a França &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;escondia o trabalho educacional de suas instituições sob o nome de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ação Cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era a síndrome pós 68 de rejeição à Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje assumem o papel educacional e a designação educação com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;orgulho e com a consciência de que a principal função da cultura é educar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como vem apregoando Jack Lang, que já ocupou com muito sucesso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque será que temos tanta vergonha de nos aliarmos à educação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e adotamos expressões desviantes, maquiadoras, como ação educativa, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ação cultural, curadoria educativa (quando se trata simplesmente de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;organização de cursos, congressos, seminários) e outras mais limitantes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e burocratizadas, como serviço educativo, quando o que fazemos é especificamente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Educação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O desprezo pela educação que caracteriza as entidades culturais de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;elite é ainda maior quando essa entidade se dedica à arte, especialmente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;às artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parece que, em se tratando de arte, quanto mais protegê-la da contaminação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com Educação, mais valiosa será.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pior é que o nojo por educação ataca com uma freqüência enormeos próprios professores de arte de faculdades e universidades. Não é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;raro, no Brasil, que artistas professores(as) universitários(as), em discussões &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sobre ensino universitário ou em congressos de arte/educação, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em geral, comecem ou terminem por afirmar enfaticamente que não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entendem de Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como ensinam, por que ensinam, a quem ensinam não os interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deveriam se interessar por essas questões, ou ao artista basta sua &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;obra para ensinar? Além disso, disseminam o slogan modernista de que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;arte não se ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sejamos radicais: nada se ensina e tudo se aprende, depende do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diálogo, da interlocução, da intermediação, da necessidade e do interesse. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que a maioria dos artistas, quando ensinam arte, fazem-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no para complementar orçamento. Ao desprezo pela educação, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;característico daqueles que se dedicam às atividades de elite e não são &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ricos, acrescenta-se uma certa vergonha por não ser campeão de vendas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que lhe permitiria viver exclusivamente da mercantilização de seus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na cultura artística brasileira, educação é considerada sinônimo de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mediocridade. Será pela má qualidade de nosso ensino? Talvez não, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;porque os que têm horror à educação “não entendem de educação”, não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sabem julgar o que é qualidade em educação, nem em relação ao ensino &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que praticam. Acredito que foi a ação repressora da ditadura e os baixos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;salários que criminalizaram a educação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na sociedade neoliberal só merece respeito quem tem dinheiro para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;consumir. No mundo das artes plásticas, os que importam vestem-se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bem, vão aos cabeleireiros de luxo, podem comprar obras de arte, podem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;influir ou aspiram a influir em conselhos de galerias e museus e, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;principalmente, nas decisões das instituições que financiam projetos e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dão bolsas. Qualquer defesa da educação levanta a suspeita de pobreza &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no bolso e, por raciocínio primário, no espírito. É a lógica capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para não parecer injusta, quero lembrar que nos últimos anos empresas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e fundações ligadas a empresas ou ao capital “desnacionalizado”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;alertadas pelas nações centrais sobre os perigos endêmicos da miséria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na sociedade que os circunda , têm criado programas de apoio financeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a projetos de educação para os pobres. Entretanto, as razões neoliberais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se impõem e limitam a ajuda a projetos que possam em curto prazo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se autofinanciar. A verdade é que aqueles que são mesmo necessários &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nunca poderão se autofinanciar, porque não são comerciais, enquantomuitos projetos equivocados que colonizam mais ainda a pobreza servem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de marketing para pessoas e empresas financiadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, voltemos às instituições culturais. No Brasil, em museus e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;centros culturais, a educação, embora glamourizada por outro nome, é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sempre a última na escala de prioridades e valores hierárquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Curadoria Educativa é mais um artifício para nominalmente esconder &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que devemos tratar em museus de EDUCAÇÃO. Considero o termo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;curadoria educativa pedante, revelando falta de coragem de se enfrentar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que importa: EDUCAÇÃO. É patética a tentativa de se aliar a um termo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de prestígio nos museus para fazer a EDUCAÇÃO ser engolida goela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;abaixo pelos capitalistas. É tentativa de enganação da EDUCAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estudar curadoria, sim, os cursos universitários deviam ter esta matéria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no currículo, para que os jovens não confiassem tanto nos desígnios &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos curadores. Aprenderiam que muito curador é apenas um político da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;arte. Privilegia uns para ser privilegiado por outros. Defendo até que se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;deveria fazer experiências de curadoria em sala de aula do ensino fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre curadoria na sala de aula, houve um trabalho muito interessante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na Escola da Vila feito por Rosa Iavelberg, mas não sei se ela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;escreveu acerca. Esse processo foi muito bom e levou os alunos a preparar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;suas próprias exposições e assumir papéis de curador, assistente de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;curador, designer de espaço etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ana Amália Barbosa também fez um excelente trabalho com os alunos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;adultos (na maioria professores) do NACE/ECA/USP. Era um curso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com três componentes: fazer arte, leituras de obras e do campo de sentido &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da arte e contextualização (metodologias). Os alunos do componente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fazer arte, ao fim do ano, tinham que organizar uma exposição de seus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trabalhos em galeria de arte comercial ou museu. Tinham que conseguir &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a galeria, escolher os trabalhos e organizar o discurso da exposição, fazer &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os convites e folder (design gráfico), fazer divulgação e montagem, projetar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as atividades para educação etc. A exposição aconteceu e o texto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que a explica foi impresso no folder. A tese de doutorado de Fabio Rodrigues, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na Universidade de Sevilha, fala desse processo e da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais um outro exemplo é a excelente dissertação de Fabíola Burigo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que trata de uma galeria de arte dentro da escola para trabalhos de artistas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e dos alunos também. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essas aproximações com curadoria são valiosas, pois promovem o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pensamento crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Curadoria Educativa para substituir Educação em museus ou organização &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de cursos é pedantismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-1808110948477832890?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/1808110948477832890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=1808110948477832890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1808110948477832890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/1808110948477832890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/05educao-em-museus-termos-que-revelam.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-7260941400121184208</id><published>2008-06-02T08:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:19:18.507-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: right; color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.04&lt;br /&gt;Apontamentos sobre a minúcia na mediação em museus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nicole Cosh&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As ressignificações que se passam entre obra e público, em que me vejo ora mediadora, ora público dessa relação, deixam-me intrigada no que concerne ao tipo de experiência que a obra e a mediação suscitam e de que forma isso se dá. Abordarei estas e outras inquietações nos apontamentos que se seguem, buscando pensar sobre algumas práticas e indicar caminhos para uma reflexão sobre a atividade educativa em museus e galerias de arte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;Minúcia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;No “Ensaio sobre o conhecimento aproximado”, Gaston Bachelard (2004) aborda a construção do conhecimento científico, especialmente no caso das ciências exatas. O autor apresenta uma ciência dinâmica,&lt;br /&gt;na qual as retificações no campo do conhecimento são a prova e o objetivo dessa dinâmica. Portanto, a retificação faz a ciência viva. A cada retificação, realizada pelo mesmo autor ou por outrem, o conhecimento&lt;br /&gt;adquire novos significados, as aproximações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas aproximações se constitui a dinâmica do conhecimento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;não se pode atribuir um papel de informação à sensação primeira. Ela é apenas um sinal, um convite, o pretexto da atenção e da reflexão. O conhecimento nasce apenas da multiplicidade e da combinação das sensações com as lembranças.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;font-size:130%;" &gt;(i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;À atenção e à reflexão da sensação primeira o autor coloca que são somados e retificados detalhes, minúcias que colaboram para uma maior objetividade da ciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas ciências exatas, Bachelard aponta a minúcia da relação pesquisador-fato. Para que a busca pelo fato ocorra, o autor cita Hamelin&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt; (ii)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;, que afirma a necessidade de preparação do fato, através de sua busca pelo pesquisador. Isso se relaciona com o contato obra-público. Inicialmente, há o caminho até o museu, que pode ter sido ocasionado por um interesse pessoal da visita – por motivos vários – ou por uma programação específica de um grupo de turismo ou escolar. A partir daí,  têm-se as sensações primeiras que a relação obra-público estabelece.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A estas, somam-se as referências que obra e público carregam consigo, permeadas por outras referências: mediação, museografia, ações propostas pelo educativo da instituição, memória do público, significados intrínsecos que a obra já traz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No campo das ciências exatas, Bachelard aponta a minuciosidade das referências, o que também, a meu ver, pode ser visto no campo da arte. Obra e público relacionando-se e suas referências, que também se relacionam. A minúcia, então, “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;encontra-se como elemento afetivo o mero prazer da curiosidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;”, portanto esse sentimento configura-se como “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;mínimo de afetividade para dar impulso à energia nervosa do conhecimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.” O autor conclui que “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;a minúcia anda junto com a complexidade das relações.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;(iii)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Considerando a mediação (e outras ações que ocorrem em instituições culturais) um movimento de busca pela minuciosidade das relações obra-público, ela deve agir como forma de aguçar a curiosidade – e especialmente a afetividade – pela arte, para uma aproximação mais ampla entre ambos, arte e público. Some-se isto à complexidade das relações, pois públicos e obras já carregam significados em si. Dessa forma, a mediação que permeia a relação obra-público deve fomentar a minuciosidade, tanto como elemento promovedor da curiosidade como também – e fundamentalmente – tecendo a teia das referências que obra e público contêm em si.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;Minúcia e Mediação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de citar um exemplo de atividade que buscou ampliar as relações que o público tece sobre as obras, no caso, as exposições do Projeto Trajetórias&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;(iv)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;. À disposição dos visitantes, em pequenos cartões dispostos na galeria, havia as “Conexões para o Passeio”. Nos cartões havia questões concernentes à poética e à técnica das obras, formuladas a partir de pesquisas da coordenação, dos mediadores e de conversas com o artista. As Conexões eram um recurso complementar à visita, à disposição do público espontâneo das galerias, que na maior parte dos casos era composto por jovens e adultos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na exposição da artista catarinense Aline Dias, em que uma de suas obras consistiu em um minúsculo cubo contendo poeira acumulada do seu quarto, “Cubo de Poeira”, as Conexões para o Passeio provocaram no público reflexões acerca do tempo e de sua materialidade. “Como é possível guardar memórias em um lugar?” e “o tempo passa da mesma maneira para todas as pessoas?” foram alguns dos questionamentos feitos, como forma de ampliar e diversificar as vivências com a obra. Acerca da exposição do artista carioca Hugo Houayek, que abordava o suporte na pintura através de construções com lona e chassis (imagem acima), as Conexões para o Passeio promoveram embates entre a pintura consagrada historicamente e socialmente como tal e a obra do artista. “Além de pincéis e tintas, que outros materiais podemos usar para fazer uma pintura?” e “que relações podemos estabelecer entre cor e espaço?” foram questões que deixaram o público mais próximo das proposições do artista. Dessa forma, para um público espontâneo que eventualmente vem até a galeria, em muitos casos com pouco tempo para a visita, as questões das Conexões podem despertar outros aspectos da obra, e não apenas a sua visualidade, realizando outras experiências, além das estéticas, através das ressignificações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como se vê nessas experiências, utilizando simples cartões com perguntas, as ressignificações propostas pelas Conexões para o Passeio realizam um fluxo de minúcias, complementar à experiência estética já ocasionada pela obra. Relacionando este fluxo a Bachelard,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: right;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;quando o objeto é reconhecido, devem-se fazer perguntas suplementares.Por mais familiar que seja um objeto, contém ainda ocasiões inesgotáveis de novas idéias, pois ele é sempre percebido num conhecimento mais ou menos aproximado.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-style: italic;font-size:130%;" &gt;(v)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dessa forma, nos encontros do público com o objeto do museu, por mais significados que este último tenha nos sistemas simbólicos nos quais se insere, sempre é passível de outras significações. A partir de reflexões propostas por diálogos promovidos pelo mediador, por atividades ou pelo próprio espaço museológico, o público, a meu ver, pode chegar às minúcias da obra, ocasionando assim as aproximações que creio serem necessárias para a experiência estética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um outro exemplo de aproximação através da minúcia é o Projeto Peça a Peça, no Instituto Ricardo Brennand – IRB . Essa atividade acontece mensalmente, desde 2006, e realiza oficinas, conversas entre mediadores e pesquisadores convidados, além de apresentaçõesculturais, a partir de uma obra do acervo. Neste caso, a minuciosidade configura-se nas diferentes vivências geradas com as proposições do projeto, que apresentam, além da obra, outros aspectos corporificados em atividades para o público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assim, no 16º Peça a Peça, cujo tema foi a obra “Lindóia”, realizamos diferentes atividades que podem ser consideradas como minúcias do quadro em questão. Trata-se de uma pintura a óleo realizada pelo português José Maria de Medeiros. Inspirado por um poema indigenista do século XIX de Basílio da Gama, o pintor executou a obra em 1882, e atualmente ela se encontra em exposição na Pinacoteca do IRB. Além da apreciação da pintura, houve uma representação do poema que inspirou o artista a realizá-la, no hall a instituição.&lt;br /&gt;Após essa atividade, uma palestra ampliou as vivências do público com a obra, na qual Ruth Gouveia Gabino&lt;br /&gt;e Eliana Barros abordaram, respectivamente, a pintura indigenista no século XIX e questões indígenas na atualidade, enfatizando a situação dos índios em Pernambuco. Para as crianças, a fruição da obra foi ampliada por uma oficina de cerâmica, realizada pelas arte-educadoras Cristiane Mabel e Flávia Costa. Finalizando a programação, o público pôde ver o documentário “Chicão Xucuru”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eliot Eisner (1999) aponta que, na relação com a arte, as pessoas fazem principalmente quatro coisas: “Elas vêem arte. Elas entendem o lugar da arte na cultura, através dos tempos. Elas fazem julgamentos sobre suas qualidades. Elas fazem arte.”&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;(vii)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; A meu ver, todos esses movimentos baseiam-se na minuciosidade inerente a cada obra, bem como aos detalhes na relação obra-público, mediada pelas ações propostas pelas instituições. No caso do Peça a Peça, vê-se que nos encontros do público com o objeto do museu é sempre possível agregar minúcias às obras, ampliando assim seu campo de ressignificação e ocasionando outras experiências no público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A minuciosidade na mediação configura-se, então, como um dos caminhos possíveis para a ressignificação das obras. Contudo, é inegável que nem sempre é possível promover todos os fazeres que Eisner propõe para o ensino de arte. Mas, se a minuciosidade de que tanto falamos está na relação público-obra, então uma conversa despretensiosa entre mediador e visitante, por exemplo, pode agregar outros significados aopúblico, promovendo então a experiência. Experiência aqui entendida conforme John Dewey (1980), pois entre espectador e arte, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: right;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;sem um ato de recriação, o objeto não será entendido como obra de arte. O artista selecionou, simplificou, clarificou, abreviou e condensou de acordo com seu desejo. O espectador tem de percorrer tais operações de acordo com seu ponto de vista e seu próprio interesse. (...) Em ambos, há compreensão, em sua significação literal – isto é um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ajuntar de minúcias e particularidades fisicamente dispersas em um todo experienciado&lt;/span&gt;. [grifo meu]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, creio que cabe ao mediador e às ações que a instituição promove esse ajuntamento de vivências – constituídas pelas minúcias e particularidades de cada objeto e situação de exibição – o qual provocará a experiência de que nos fala Dewey. O ajuntar reúne um fluxo de vivências que não necessariamente reclamam um fazer artístico, como propõe Eisner, mas, fundamentalmente, implicam novas significações da obra para o público. Como já disse, a conversa que o mediador pode ter com diferentes públicos pode levar à experiência, se esta conversa for pautada por um objetivo claro de promover uma reflexão pautada na minuciosidade. A partir dessas vivências e de suas próprias, as vivências se tornarão experiências estéticas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minúcia e Mediação: Aproximações&lt;br /&gt;Chego, então, ao que me propus no início deste texto: refletir a minúcia na experiência estética. Dessa forma, que ela seja provocada pelo público, em sua busca pela arte; pelo mediador, em descontraídas – mas nem por isso ínfimas – conversas com o público; pelas instituições, através de suas ações. Assim, um fluxo de ressignificações entre obras e público provocará diferentes vivências para a experiência estética.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais do que uma prática complexa, proponho, finalmente, uma ação pautada na minúcia, no particular de cada público, de cada situação educativa no museu. Tempo e escuta do outro (em todas as partes envolvidas) talvez sejam a predisposição inicial para a experiência estética que nós, mediadores, poderemos provocar, quaisquer que sejam as condições que as instituições e o campo da arte forneçam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalizo apontando um campo para retificações, a mediação. Posto que a construção de conhecimentos, por conseguinte de experiências, pode ser realizada através de aproximações, pela busca do detalhe, acada aproximação uma retificação ocorre. Dessa forma, como proposto por Bachelard, o que apresentei foi uma aproximação acerca da construção do conhecimento na relação público-obra. A partir daqui, espero que outras retificações sejam realizadas, através das reflexões de mediadores e ações educativas sobre sua prática, para novas aproximações das relações no campo da arte, em busca de promover diversificadas experiências estéticas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;__________&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;Referências&lt;br /&gt;i &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bachelard, Gaston. Ensaio sobre o conhecimento aproximado. Tradução Estela dos&lt;br /&gt;Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004. p. 250.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;ii &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bachelard, Gaston. 2004, p. 248.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;iii&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Bachelard, Gaston. 2004, p. 248 e 249.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;iv&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Essa ação foi uma das atividades que promovi, junto a Neila Pontes, como coordenadora do Projeto Primeiro Olhar, da FUNDAJ, em 2006. Criado em 2000 por Cristiana Tejo, o projeto consiste em atividades educativas realizadas a partir das exposições do Trajetórias, que anualmente seleciona artistas contemporâneos para exposições nas galerias da FUNDAJ. Nesse projeto, criamos ações como: Passaporte para a Arte e Conexões para o Passeio, além dos jogos Cartões Relacionais e JogObjeto. Também incrementamos ações já existentes, como o Curso de Atualização em Arte Contemporânea para Professores, enriquecido com materiais educativos, propostas de atividades, imagens em transparência e textos da curadoria, nossos e dos mediadores. v Bachelard, Gaston. 2004, p. 262.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;vi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Essa é uma das atividades promovidas pela Ação Educativa e Cultural do IRB, com coordenação geral de Joana D´arc Souza Lima e coordenação pedagógica de Áurea Bezerra. Como arte-educadora da instituição, criei, junto a Albino Dantas, o Peça a Peça. A partir de então, outros mediadores e funcionários da instituição participam do projeto, bem como convidados de diversas áreas do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;vii&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Eisner, Eliot. Estrutura e mágica no ensino da arte. IN: Barbosa, Ana Mae (org.). Arte-Educação: Leitura no subsolo. São Paulo: Cortez, 1999. p. 84.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:130%;" &gt;viii&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Dewey, John. A Arte Como Experiência. Tradução Murilo Otávio R. P. Leme. 1980. p. 103-104.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:CharlotteSansBookPlain;font-size:18;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-7260941400121184208?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/7260941400121184208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=7260941400121184208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7260941400121184208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/7260941400121184208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/apontamentos-sobre-mincia-na-mediao-em.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-5141620445819068659</id><published>2008-06-02T08:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:19:38.242-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(153, 51, 153); text-align: right; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;.03&lt;br /&gt;Diálogos entre Arte e Público no Museu&lt;br /&gt;[Regina Batista]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;“Deixem que as obras de arte manifestem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;sua eloqüência natural e elas serão compreendidas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por um número crescente de pessoas;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;este método será mais eficaz do que a influência&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;exercida por todos os guias, conferências e discursos”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;F. SCHIMIDT-DEGENE,&lt;br /&gt;“Musées” in Les Cahiers de la république&lt;br /&gt;dês lettres, des sciences et des arts, XIII.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Participar do Seminário Diálogos entre Arte e Público no Museu abre mais uma vez a oportunidade para o debate sobre um tema que se tornou recorrente na esfera da ação educativa e que envolve a dialética entre arte e público. A questão ora destacada apresenta-se como emblemática e compreende, por certo, o exame de como acontece esse diálogo no espaço do Museu, os parâmetros estabelecidos e o trabalho de mediação como articulador dessas três áreas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nesse texto, elaborado para o debate entre colegas museólogos, professores e arte/educadores, focalizo uma tendência cada vez mais presente nos museus e internacionalmente reconhecida de que a ação educativa e cultural é de fundamental importância para o estabelecimento de processos de apropriação da arte e de acesso à cultura, e, portanto, recurso pedagógico dos mais valiosos para o diálogo entre arte e público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que é interesse cada vez maior e recomendação da Política Nacional de Museus ampliar a acessibilidade para diferentes públicos e as análises dessas medidas, notadamente quando as condições de participação e diálogo ainda são muito adversas nos museus brasileiros. Ao mesmo tempo é sempre oportuno estabelecer uma relação entre o meu discurso e algumas das minhas experiências na coordenação de ações educativas para as exposições do Salão Pernambucano de Artes Plásticas 2000 e a Exposição Eckhout, em 2002, no Instituto Ricardo Brennand.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com isso pretendo contribuir para que museólogos, artistas, professores e arte/educadores possam, juntos, construir uma condição dialogal entre as artes e os diferentes públicos nos museus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente quero fazer uma pequena digressão a respeito da palavra DIÁLOGO, que permeia todo o nosso discurso, analisando a sua forma gramatical. Diálogo vem do verbo dialogar e denota a conversação, o colóquio ou, ainda, a comunicação que envolve duas ou mais pessoas, grupos e entidades com vista à solução de problemas comuns. Dessa forma, vale a questão: quais são os problemas que queremos demonstrar nesse Seminário? Que existe o Diálogo entre Arte e Público? Ou, de outro modo, o que pretendemos é apenas afirmar a existência a priori do Diálogo entre Arte e Público no Museu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo avançar nesses questionamentos ou levantar problemas, apenas tecer algumas conexões com o tema proposto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Muito recentemente, os museus adotaram uma política de exposições bastante agressiva como forma de captação de recursos financeiros e até de sobrevivência. Nesse sentido ficaram à mercê de patrocinadores ávidos por publicidade, exigindo dos museus índices altíssimos de visitação o que reforçou os serviços educativos para atender a demanda de públicos nos períodos das grandes exposições; investiram em ações de mediação que permitissem iniciativas de democratização da cultura, principalmente, para o público que não freqüenta museus. Essa estratégia de expansão das atividades pedagógicas no museu demonstrou ser um caminho importante para aproximar o público da arte ou do consumo cultural. Bourdieu identifica que “a estrutura do público assíduo dos museus pode ser considerada como um indicador aproximativo do nível da informação proposta pelo museu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Despojando-se do caráter abstrato e hermético que o manteve até bem pouco tempo, pautado na norma culta, os museus tiveram que se renovar e se fazer compreender, principalmente com o avanço e as transformações da pedagogia, ou melhor, dos sistemas e normas impostas por uma nova pedagogia, que resultaram em uma verdadeira democratização do ensino. A mediação passou, então, a ser uma metodologia facilitadora nos processos educativos empregados nos museus, especialmente nos museus de arte, junto ao público ou grupos de visitantes cada vez mais diversificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante quanto a mediação entre arte e público no espaço do museu, podemos considerar a transmissão da mensagem, ou seja, a linguagem comunicacional usada, como um dos meios para estabelecer a relação e o entendimento entre a arte e o sujeito/público visitante. O diálogo com a arte vai além do exercício experimental, para ser um prazer estético na vida do homem, na medida em que se pode educar alguém por meio da arte, pois ela é capaz de fazer de nós pessoas melhores e mostrar que existem muitos mundos além do nosso umbigo, Essa experiência de trabalho no campo da museologia e a compreensão do papel dos museus como espaços de formação do conhecimento e de cidadania me levaram a aprofundar minha prática, participando de congressos sobre educação em museus, e a conhecer práticas educativas internacionais de Educação Patrimonial, através dos contatos com museólogos do Museu Imperial do Rio de Janeiro, que me levaram a coordenar, no Museu do Homem do Nordeste, o projeto “Um dia no Engenho Massangana”, em 1982.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As múltiplas possibilidades do trabalho educativo no museu com evidências materiais do patrimônio cultural demonstram ser uma via de mão dupla para o desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O alcance de uma ação educativa poderá vir a ser instrumento de transformação para jovens e adultos e, ao mesmo tempo, propiciar conhecimento dos seus referenciais e conteúdos culturais. Por outro lado, o acesso e o diálogo com o patrimônio cultural em eventos integrados fazem convergir os mais diversos segmentos sociais e um público numeroso e diversificado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Exemplo dessa primeira experiência no campo de uma ação educativa coordenada, juntamente com arte/educadores e professores da rede pública de ensino, deu-se por ocasião do Salão Pernambucano de Artes Plásticas 2000, promovido pela Diretoria de Museus da Fundarpe, através de parcerias com as Secretarias de Educação e Cultura de Pernambuco, que resultou num grande intercâmbio com inúmeras instituições de ensino da rede pública e privada do Estado, atraindo um público ávido por conhecer a produção artística nacional contemporânea.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para os patrocinadores, foi uma ótima oportunidade para divulgarem suas marcas, com espaço de destaque garantido em todos os produtos e eventos realizados. Os anunciantes optaram entre as mais diversas mídias, a exemplo de anúncios na TV, no Rádio, em blimps, banners e muitas outras formas de comunicação com o grande público.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como a formação no campo da arte educação é específica, foi importante contar com a assessoria constante dos que fazem educação e arte/educação, pois não basta apenas querer fazer é preciso SABER FAZER.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Entendendo que outras instituições, entre elas os museus, assumem, a cada dia, mais importância na ampliação e distribuição do conhecimento, é que estabelecemos uma ação educativa orientada para o programa de exposições do Salão Pernambucano de Artes Plásticas 2000. Essa ação estimulou o interesse do espectador através de uma relação baseada na sensação da descoberta, da fruição da emoção, no encontro pessoal com o fenômeno da arte. Realizamos nossas múltiplas atividades com a ajuda de monitores, educadores e artistas, orientados para mediar a comunicação entre o público e a obra de arte, através de visitas comentadas, oficinas de arte e passeios com artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando com professores da rede pública de ensino, a Comissão de Ação Educativa do Salão elaborou uma proposta pedagógica bastante diversificada, voltada especialmente para o público infantil e juvenil, usando, para isso, métodos mais interativos e a oferta de experiências novas ao visitante com os acervos das exposições do Salão dos Premiados e Selecionados no Observatório Cultural Malakoff – Torre Malakoff, e da Retrospectiva dos Salões, no Museu do Estado de Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de comunicação entre o espectador e os acervos das exposições foi desenvolvido pelo grupo baseado na ação educativa dos museus, dentro da metodologia do “ensino visualizado”, capaz das mais rápidas assimilações por qualquer tipo de público. Nele, a obra de arte pode ser observada, percebida, estudada, analisada e apreendida por distintos critérios e sob diferentes conceitos, com a ajuda de material pedagógico elaborado para auxiliar professores e alunos em visita às exposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva de educação através da arte, assumimos a tarefa de orientar e organizar pela primeira vez o Salão Pernambucano de Artes Plásticas em 2000, voltado para a cultura e para a educação, a nosso ver, conceitos e atividades intimamente ligados e interagentes. E, ao comprometer essa ação com o entendimento da arte contemporânea brasileira, buscamos aprimorar os métodos de aprendizado, utilizando o exercício vivo de transformação do olhar e do entendimento da arte em suas diferentes interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de promover uma ação educativa e cultural para o Instituto Ricardo Brennand, por ocasião da exposição Albert Eckhout volta ao Brasil 1644 – 2002, mostrou, pelos altos índices de visitação alcançados, o quanto é necessário democratizar o conhecimento e o acesso ao nosso patrimônio cultural. Mais surpreendente e importante para os museus, o papel das práticas educativas na formação de novos públicos e na instauração de uma nova mentalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O desafio é, portanto, encontrar novos enfoques e estratégias para a apresentação de exposições que permitam ao museu motivar os indivíduos a encontrar sua própria identidade e a compreender o mundo que os rodeia. Despertar a consciência cultural do público, motivá-los a aprender algo novo e ganhar o seu apoio é tarefa que só pode ser levada a cabo com a total participação e cooperação do conjunto de profissionais envolvidos com a educação e o patrimônio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Finalizando, é necessário entender que o indivíduo torna-se senhor de si mesmo e dos seus conteúdos se lhes for permitido ter acesso a coisas, lugares, processos, acontecimentos e registros, e a garantia desse acesso representa um passo importante no processo de transformação do indivíduo em cidadão e sujeito da sua história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;GARCIA-CANCLINI, N. Culturas híbridas. São Paulo: Edusp, 2000.&lt;br /&gt;GRINSPUM, D. Educação para o Patrimônio: Museu de Arte e Escola. Tese Doutorado.&lt;br /&gt;USP, 2000.&lt;br /&gt;SEPÚLVEDA, Luciana. A análise da parceria museu-escola como experiência social e espaço&lt;br /&gt;de afirmação do sujeito. In: GOUVÊA, G., MARANDINO, M. e LEAL. M.C. (Orgs).&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre, Alain Darbel: O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seu&lt;br /&gt;público. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003.&lt;br /&gt;FREIRE, P. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro, Paz e&lt;br /&gt;Terra, 1978.&lt;br /&gt;CURY, Marília Xavier. A comunicação museológica e a pesquisa de recepção no Museu Água&lt;br /&gt;Vermelha. Caderno de Resumos da V Semana de Museus da USP. São Paulo: USP, 2005.&lt;br /&gt;HOTA, M. De Lourdes ET. Al. Guia Básico de educação patrimonial. Brasília: Iphan/&lt;br /&gt;Museu Imperial, 1999.&lt;br /&gt;IPHAN. Política nacional de museus: relatório de gestão 2003/2004.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-5141620445819068659?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/5141620445819068659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=5141620445819068659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5141620445819068659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/5141620445819068659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/03dilogos-entre-arte-e-pblico-no-museu.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-3345729165047957510</id><published>2008-06-02T08:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:19:52.455-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;.02&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;Mediación artística y cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Olga Lucia Olaya&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;Hemos dado grandes debates sobre la formación artística, en la escuela formal, en la no formal e incluso en la formación informal. No siempre sobre la formación cultural. Al parecer nos ocupa un principio de equidad en un campo de conocimiento de amplio espectro que debe ser atendido por especialistas en desarrollos comunicativos, cognitivos, en fruición estética y en comprensión e implementación de las complejas prácticas artísticas y culturales de la contemporaneidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es así como la interdisciplinariedad perfila investigaciones sobre campos intelectuales, consumos culturales y vínculos entre sociedadcultura y políticas públicas. Los estudios culturales abren otros debates que nos permiten desentendernos de las incertidumbres, pero nos haceentendernos con la complejidad; coloca en el centro, el principio de la mediación, una acción pedagógica responsable en un campo de dialogo intercultural, donde los discursos, las acciones y visiones de las prácticas del arte, la cultura y el patrimonio, son objeto de procesos de apropiación de las diferentes instancias o instituciones como partícipes en el escenario de lo inter-relacional y vinculante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La cultura abarca el conjunto de los procesos sociales de significación, o de un modo más complejo, la cultura abarca el conjunto de procesos sociales de producción, circulación y consumo de significación en la vida social (CANCLINI, 2004). Esta definición de cultura genera modos de construcción mediada por la interacción de sentidos y significaciones interculturales que devienen de una buena acción pedagógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ahí la importancia que ha tomado los estudios sobre recepción y apropiación de bienes y mensajes en las sociedades contemporáneas, lo cual completa y remite hacia la mediación de lo sociomaterial y lo significante de la cultura, de lo cultural, de lo artístico y en ocasiones de lo estético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos con cuatro tendencias sobre las cuales opera la perspectiva procesual que considera lo socio material y lo significante de la cultura, en donde identificamos en primera instancia la cultura como el ámbito en la que cada grupo organiza su identidad, y como se reelabora el sentido desde la interculturalidad. Por otra parte la cultura es vista como una instancia simbólica de la producción y reproducción de la sociedad, o como una instancia de conformación del consenso y la hegemonía, o sea de la configuración de la cultura política y de la legitimidad. La cultura es la escena en que adquieren sentidos los cambios, la administración del poder y la lucha contra el poder. Y en último termino como dramatización eufemizada de los conflictos sociales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Appadurai, (2001), prefiere considerar lo cultural como adjetivo, como una dimensión que refiere a diferencias, contrastes y comparaciones; permite pensarla menos como una propiedad de los individuos y los grupos, más como un recurso heurístico que podemos usar para hablar de la diferencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nociones como territorio, relaciones comunitarias, concepciones del trabajo, la familia, y los modos complejos de simbolizar esos procesos sociales, refrendan la interculturalidad como patrimonio de estudio que media en los modos de interactuar entre las comunidades, poblaciones y grupos sociales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por una parte las perspectivas de formación desde la mediación cultural enunciadas ponen en los grupos de trabajo escenarios de interlocuciónmúltiple; no unidireccionales ni con verdades únicas, sino que es en la interpretación de los sentidos interculturales que se construye una mediación de alto impacto en el publico y en calidad de guía como ampliación de su propia experiencia al entrar en contacto con los procesos de producción, circulación y vinculo de las prácticas sociales que refiere el escenario visitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los circuitos del arte, la cultura y el patrimonio se han ido ampliando a los sitios web, los centros comerciales, las calles de la ciudad, el sector rural, la televisión, el cine, las fiestas, los modos de relacionarse, en fin todo tipo de práctica social que incide desde un aparato orgánico que reivindica la diferencia; pero es la formación artística y culturl la que debe proceder por reducir la desigualdad, la inequidad; lo cual le hace portadores de actos justos de valoración democrática, donde la abundancia de información sea beneficiada por seres reflexivos, mediadores de símbolos, sentidos, significaciones interculturales legítimables, por su condición de diferencia, no de tolerancia, sino de asimilación conciente del dialogo entre el público, y lo público; el arte y lo artístico; la cultura y lo cultural; la estética y lo estético…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El museo y sus prácticas de exhibición, participación, circulación, consumo y apropiación vinculante con el público, establece retos de mediación cada vez más complejos en el escenario pedagógico. Lo sustantivo y lo adjetivo de la mediación artística y cultural genera un dialogo innegociable entre los sujetos, las sociedades y sus procesos civilizatorios; es la mediación artística y cultural, configuradora de memoria, diversidad y conciencia de territorio, invitoa aconocer los desarrollo en dos espacios de gran trayectoria educativa en los museos de Colombia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veamos ejemplos e interlocutores colombianos por su valiosa mediación en el contexto colombiano Daniel Castro, quien coordina a su vez &lt;st1:personname productid="la Red" st="on"&gt;la Red&lt;/st1:personname&gt; del museos del pais, como Director del Museo Quinta de Bolivar ubicado en bogota, el cual plantea como misión en esta institución que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;st1:personname productid="La Casa Museo" st="on"&gt;&lt;i&gt;La Casa Museo&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; Quinta de Bolívar del Ministerio de Cultura de Colombia tiene como misión conservar, incrementar, documentar, investigar, exhibir y comunicar a cada vez más amplios públicos, los testimonios tangibles e intangibles del pensamiento, ideales y vida cotidiana de Simón Bolívar y su época, a través del contacto con el inmueble histórico que le perteneció al libertador, sus colecciones y su entorno, con el fin de que cada quien descubra, reflexione y construya valores de autonomía, paz, unión y libertad, a partir de su propia experiencia e historia, con un equipo humano idóneo, comprometido y capacitado. (www.quintadebolivar.gov.co)&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;En el Museo Nacional encontramos a Nacy Avilan, como asesora de los programas educativos del Museo Nacional:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;El Museo, además de cumplir con sus funciones curatoriales y de investigación, es también un espacio de disfrute y aprendizaje. Esta doble característica lo debe convertir en un lugar abierto y vivo, y por ende, en un espacio para la comunicación. Como alberga diversidad de objetos significativos, es depositario de un importante patrimonio cultural, parte integrante de nuestra memoria colectiva e identidad nacional. Pero sería en vano el trabajo de coleccionar, investigar, conservar y exhibir una serie de objetos originales, si no existiera la posibilidad de que el ser humano animara esos objetos y lograra establecer una comunicación sensible con ellos. (www.museonacional.gov.co).&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;GARCIA CANCLINI, Nestor. Diferentes, desiguales y desconectados. - Mapas de interculturalidad.&lt;br /&gt;México: Gedisa Editorial, 2004.&lt;br /&gt;APPADURAI, Argüí. La modernidad desbordada. Dimensiones culturales de la globalización.&lt;br /&gt;Mexico: Ediciones Trilce, 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8675437389572065519-3345729165047957510?l=dialogosentrearteepublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/feeds/3345729165047957510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8675437389572065519&amp;postID=3345729165047957510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/3345729165047957510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8675437389572065519/posts/default/3345729165047957510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dialogosentrearteepublico.blogspot.com/2008/06/02-mediacin-artstica-y-cultural-olga.html' title=''/><author><name>...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02133888861037036587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8675437389572065519.post-6045761479105117753</id><published>2008-06-02T08:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:20:09.276-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;.01&lt;br /&gt;Programa Arte/Educação, Cultura e Cidadania da OEI&lt;br /&gt;Lucia Gouvêia Pimentel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;1 - INTRODUÇÃOi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as fontes oficiais, o Programa Educación Artística, Cultura y Ciudadanía (Arte/Educação, Cultura e Cidadania, em português) consiste em uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), realizada com o apoio da Agencia Española de Cooperacion Internacional para el Desarrollo (AECI), que se propõe a fortalecer os vínculos entre educação e cultura nos sistemas escolares e formar, assim, uma cidadania que reconheça e respeite a diversidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OEI é um organismo internacional dedicado ao desenvolvimento da educação e da cultura. Parte de suas ações refere-se ao fortalecimento dos vínculos entre educação e cultura nos sistemas escolares. O programa Arte/Educação, Cultura e Cidadania está referido entre os sete objetivos estratégicos fixados pela OEI e contempla um conjunto de ações para apoiar políticas educativas nos países ibero-americanos, centradas em arte/educação. Pretende-se gerar um espaço de apoio para a construção de uma cidadania vinculada ao eixo cultura e para a formação de públicos para as artes, ponto esse crítico para a gestão da cultura de diversos países da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença da arte na educação contribui para o desenvolvimento integral e pleno das crianças e jovens. É a experiência estética que gera um desenvolvimento cognitivo particular e põe em marcha uma forma multidimensional de pensamento. A formação artística constitui, ainda, uma parte importante do desenvolvimento pessoal que permite aos alunos adquirir valores para a vida ao educar a sensibilidade, as emoções e o reconhecimento e desfrute das formas de expressão dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Antecedentes e compromissos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O programa de Arte/Educação, Cultura e Cidadania é parte dos objetivos estratégicos da OEI, do programa 2007-2008, aprovado na 70ª Reunião Ordinária do Conselho Diretivo da OEI e conta com o respaldo da Conferência Ibero-americana de Cultura, celebrada no Chile no mês de julho de 2007. Seu planteamento também está relacionado ao desenvolvimento da Carta Cultural Ibero-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas reuniões da XII Conferência Ibero-americana de Educação e da X Conferência Ibero-americana de Cultura, realizadas em Valparaíso (Chile), em julho de 2007, foi patente o interesse dos ministros na Declaração, ao citar que a “responsabilidade indiscutível dos Estados, o diálogo, os acordos e pactos educativos são fatores que favorecem a coesão e inclusão social, assim como a estreita relação que têm com este objetivo o desenvolvimento de valores éticos, cívicos e democráticos, muito especialmente através da arte, da cultura...”. Com relação ao desenvolvimento da Carta Cultural Ibero-americana, com o propósito de fortalecer os laços entre educação e cultura, os ministros de Cultura reunidos em Valparaíso se comprometeram a “desenvolver um programa ibero-americano de arte/educação, cultura e cidadania impulsionado&lt;br /&gt;pela OEI” (Art 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Objetivos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Programa de Arte/Educação, Cultura e Cidadania está diretamente vinculado aos objetivos estratégicos e programas da OEI, que buscam “contribuir para o fortalecimento de uma cultura cívica, democrática, igualitária e solidária através da educação e valores” e “contribuir para a promoção da dimensão cultural nas políticas de desenvolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Tem como objetivos gerais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Reforçar, nos sistemas educativos, a relação entre arte, cultura e educação para que o aluno conheça e respeite a diversidade cultural dos povos Tudo deveria ser um valor essencial na formação da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Favorecer a incorporação da cultura de cada país e do conjunto da Ibero-américa nos projetos educativos das escolas e facilitar o intercâmbio dos profissionais de educação, da arte e da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Ações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo desse programa foi a criação de uma Comissão de Especialistas, cuja função consiste em analisar o estado da arte/educação na educação básica e assessorar a OEI e os governos dos países participantes na execução do programa. A primeira reunião desse grupo se realizou em Madri no mês de novembro de 2007. Nessa convocatória, os especialistas delinearam as primeiras linhas de cooperação e estabeleceram as ações fundamentais do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OEI convidou todos os países a tomar parte do Comitê Intergovernamental de Representantes, encarregado de supervisionar o desenvolvimento do programa e propiciar sua incorporação aos sistemas educativos. A primeira reunião do comitê foi realizada &lt;st1:personname productid="em São José" st="on"&gt;em São  José&lt;/st1:personname&gt; da Costa Rica, nos dias 25 e 26 de março de 2008, e teve como propósito firmar um compromisso de criação de Comitês Nacionais de Educação e Cultura encarregados de impulsionar o programa em cada país. Foi uma reunião conjunta com o Comitê de Especialistas, em que se esperava um trabalho sobre os eixos iniciais do programa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Como enfocar o ensino das artes na escola. Tratar-se-ia, aqui, de definir que disciplinas devem figurar no currículo, quantas horas de aula, como enfocar o ensino de arte em relação com a ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Propostas sobre formação, capacitação e perfil da figura que impulsionará a formação artística. Trata-se agora de concretizar como propiciar a incorporação da arte/educação nas escolas, para o qual será necessário impulsionar cursos destinados a artistas profissionais e professores de aula, a fim de formar docentes que sejam capazes de ampliar coberturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Participação de outros agentes vinculados ao mundo das artes no processo educativo ou curricular do alunado. Haverá que se definir o modelo de relação das artes e dos artistas com a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Detecção e análise de experiências de êxito em cada país. Uma boa via para eles é convocar concursos nacionais ou propiciar encontros dos que incentivam modelos de práticas significativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fases posteriores, e sempre abertas para que esse planejamento possa ser revisado, ampliado ou modificado, as ações previstas para o desenvolvimento do programa consistirão em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Elaborar materiais e selecionar a produção artística e cultural dos países ibero-americanos que possam ser incorporados na educação formal e não formal dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Elaborar e difundir um banco de projetos, a partir de uma seleção de práticas significativas na Ibero-américa. O banco contempla documentação, avaliação e difusão das experiências exitosas em arte/educação, a fim de estimular o desenvolvimento de outras similares em diferentes países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Apoiar a criação e impulsionar redes de escolas e instituições culturais em que a educação musical e artística seja um instrumento para a integração social e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;2 - A REUNIÃO &lt;st1:personname productid="EM SAN JOSE DE" st="on"&gt;EM SAN JOSE DE&lt;/st1:personname&gt; COSTA RICA [25 e 26 de março de 2008]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a presença do Ministro da Educação Pública de Costa Rica, Leonardo Garnier, e do Secretário Geral da OEI, Álvaro Marchesi, os trabalhos foram iniciados no dia 25 pela manhã. O Ministro destacou o papel importante que o Projeto Ética, Estética e Cidadania (iniciativa local) está tendo em relação à melhoria do ensino nas escolas do país. O objetivo é desenvolver mais público para os artistas, ou seja, que haja mais artistas e que as pessoas saibam apreciar mais propriamente a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Secretário Geral da OEI salientou que o Programa Educação Artística, Cultura e Cidadania tem o objetivo de desenvolver experiências que nos enriqueçam a todos. É um projeto novo na lógica de apresentação de articulação de experiências para o enriquecimento de todos. Propôs que cada país forme uma pequena comissão dos dois ministérios – Educação e Cultura – para coordenar as ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação dos representantes dos ministérios dos 20 países presentes deixou transparecer o estado em que se encontram o ensino de Arte e a Arte/educação nos diversos países. Em vários deles, não há cursos de formação em nível superior e, em poucos, o ensino de arte faz parte do currículo escolar. Uma fala constante foi a de que, mais que se tornar uma disciplina no currículo escolar, trata-se de reconhecer a arte/educação como um direito básico de cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma preocupação em relação ao Programa foi que ele precisa ser exeqüível, ter o apoio efetivo dos governos e ter visibilidade para a sociedade. Foi ressaltada a necessidade de congressos e seminários regionais e nacionais, para que as práticas significativas possam ser conhecidas e divulgadas. Foram relatadas várias práticas que têm como premissa a identidade cultural e a formação de público para a arte local
